Análise: My Friend Pedro é ideal para quem gosta de desafios

Inicialmente eu tomei conhecimento de My Friend Pedro na E3 2018, tendo a oportunidade de jogar um pouco e de conhecer seu desenvolvedor. E como praticamente em todas minhas matérias deste jogo, tenho que falar como sua história começou em nosso querido Brasil.

Ao entrar no trailer para ver o jogo com o desenvolvedor (Victor), nosso contato da Devolver falou para o Victor que éramos brasileiros e que ele sabia falar português. De imediato o Victor começou a falar várias palavras em português que gringo sabe falar como churrasco, cerveja, samba, joelho e por ai vai. Conversando com ele, entendemos que sua namorada é brasileira e que ele morou 10 meses no Brasil, mais precisamente na Lapa no Rio de Janeiro. E a namorada dele falava muito de um amigo Pedro e sempre ela falava algo como “Meu amigo Pedro….”. Depois de ouvir tanto deste Pedro, Victor resolveu batizar o jogo de My Friend Pedro! Quase um jogo brasileiro, certo?

E agora que já contei essa saudosa história, vamos a análise!

História com Banana

A história de My Friend Pedro é o menos importante do jogo e sinceramente ela não importa. O seu personagem acorda sem saber o que ta acontecendo e até mesmo quem ele é. Magicamente uma banana voadora aparece e começa a falar com você e dar dicas. Logo em seguida o protagonista se depara com diversos inimigos do submundo e começa a matá-los.

E isso quer dizer que My Friend Pedro é um jogo sem sal? Não exatamente. Dois aspectos se sobressaem na sua experiência. A primeira é a banana que bem, ele que é o famoso Pedro. Existe uma expressão em inglês chamada “goes banana”, ou seja, ir a loucura. E a interação que a banana terá com você é intensa e sempre será engraçada. Espere por um caminhão cheio de piadas.

Já o segundo destaque vai para a ambientação do jogo. Exemplificarei isso ao descrever a fase da internet. Em um determinado momento o protagonista e a banana tem que ir até a internet para achar a resposta para seus problemas. Para chegar a internet, eles tem que pegar a ferrovia que leva a internet (quem disse que tem que fazer sentido!). Esse caminho até chegar ao destino final, tem em sua ambientação diversas máquinas de Arcade assim como muitos nerds que fazem cosplay e não saem de seu personagem.

Esse é um exemplo das muitas ambientações que encontrará ao longo do jogo.

Um Ballet de balas

My Friend Pedro poderia ser considerado um jogo no estilo Bullet Hell. A ideia é que você poderá segurar até duas armas ao mesmo tempo e irá atirar em seus inimigos compulsivamente até matá-los. O diferencial deste jogo é que é possível travar uma arma para um lado e atirar em dois inimigos ao mesmo tempo. Também, existe um botão onde você rodopia que nem uma bailarina e desvia das balas que estão atirando em você, porém, se rodopiar e atirar ao mesmo tempo, você será um furacão de balas.

Uma outra coisa que amei em My Friend Pedro é a física do jogo e como tudo é feito com estilo. Por exemplo, ao saltar, você irá dar uma cambalhota e atirar para cima e para baixo. Ao andar de Skate, é possível tacar o skate em um inimigo. Ao matar um inimigo, será possível bicar sua cabeça morta em um outro inimigo para matá-lo/atordoá-lo. E meu preferido, atirar na frigideira! Tanto as partes dos seus inimigos mortos como a frigideira, será possível chutá-los para qualquer lugar. Ao chutar para cima a frigideira, será possível atirar nela e suas balas irão ricochetear e isso matará diversos inimigos em lugares que teria que enfrentá-los de frente.

Além da física e inúmeras possibilidades, diversas vezes você irá se deparar com desafios de plataforma que são bem interessantes. Ou seja, embora a proposta do jogo seja de te entregar uma ação frenética e desenfreada, muitas vezes você poderá “descansar a mente” passando por diversos puzzles. E claro, prepare-se para morrer e muito!

Conclusão

Embora My Friend Pedro não tenha uma história cativante, ele brilha muito na proposta que é desafiar o jogador a percorrer os níveis o mais rápido possível multiplicando os pontos ganhos por mortes consecutivas. Sua ambientação é muito legal juntamente com o game design das fases e as mil possibilidades de matar seus inimigos. E para dar o toque final, a utilização da banana como alívio cômico cai como uma luva no jogo.

E caso seja um speedrunner e adore desafios, esse é o jogo para você! Algo muito interessante é que o jogo será o mesmo independente da dificuldade que jogue, mas quanto mais difícil, menos balas e menos vida você irá conseguir ao longo das fases.

notas

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Leonardo Coimbra

Mestre supremo do Ultima Ficha, não manda nem em seus próprios posts. Embora digam que é geração PS2, é gamer desde o Atari e até hoje chora pedindo um Sonic clássico e decente. Descobriu em FF7 sua paixão por RPG que dura até hoje. Eventualmente é administrador e marketeiro quando o chefe puxa sua orelha com os prazos.
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