[Hands-On] Röki é uma viagem magnífica e emotiva

No nosso último dia da E3 2019, tivemos a oportunidade de nos reunir com a desenvolvedora Polygon Treehouse. A equipe foi amigável e no deixou jogar Röki, seu projeto de amor atual. Nossas expectativas com Röki começaram assim que vimos o trailer não faz muito tempo e depois de toda a espera, conseguimos obter uma demonstração prática diretamente com os desenvolvedores. Bem, começamos dizendo que Röki não decepciona e que nossa paciência foi recompensanda com um jogo magnífico e de raízes profundas e emocionais.

O game invoca paz e inocência apesar de ser uma história popular escandinava sobre um monstro – que se chama… Röki. A trama conta a empreitada de Tove, uma menina que entra no bosque a procura de seu irmão. A premissa pode parecer simplista, mas a ideia principal é o horror e a sobrevivência. Mas Röki está trazendo algo de novo para o gênero: trataremos dessas duas questões do ponto de vista da ingênua e inocente protagonista, dos olhos de uma criança.

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O jogo gira em torno da exploração de resolução de puzzles. Todas as aventuras são registadas em um diário, o que facilita a identificação de novos objetivos e também serve de centro narrativo da aventura. A arte está cheia de detalhes e sua direção artístia é excelente. O mundo que exploramos tem uma câmera livre que permite uma grande variedade de perspectivas e realmente faz com que a direção de arte brilhe. Desde as animações de fundo, passando pelos personagens principais e os sons guturais dos monstros… Tudo está uma maravilha de se ver e escutar.

Não se deixe ser enganado pela trama básica, há muito mais do que imaginamos. No caminho, vamos lidar com as experiências passadas da personagem principal que traz uma nova camada de complexidade à narrativa. Monstros que são ainda mais monstros e que se encontram em lições e experiências de nosso passado… Há muito o que se experimentar e aprender em Röki.

Via Última Ficha América Latina.

Publicado
Ricardo Carvalho é escritor, desenhista, filósofo de sofá, cineasta frustrado e ativista pela aceitação mundial de que videogame é arte. Redes: twitter.com/perfilricardoc, instagram.com/perfilricardoc.

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