DOOM 1, 2 e 3: impressões dos jogos clássicos e gameplays

Recentemente a Bethesda re-lançou os três primeiros DOOM para os consoles atuais (PS4, Xbox One e Nintendo Switch) e DOOM 1 e 2 para celulares.

Graças a nossos amigos na Bethesda, nós recebemos para jogar esses três clássicos e trazer nossas impressões assim como gameplay de cada um deles. Então ligue seu capacitor de Fluxo e venha comigo nessa viagem do tempo cheio de terror e sangue.

DOOM (clássico)

Eu me surpreendi a jogar o primeiro DOOM, pois eu fui relativamente muito bem. Fui morrer quase no final do jogo e a prova está no gameplay abaixo.

Ego devidamente massageado, vamos falar do jogo. DOOM foi originalmente lançado em Dezembro de 1993 para MS DOS sendo lançado para outras plataformas entre 1994 até 1997 incluindo Linux, Windows 95, Mega Drive, Nintendo 64, Playstation 1 e outros.

Sem muito lenga lenga o jogo te bota direto na ação e caberá a você matar os inimigos em cada fase, achar seus segredos, conseguir novas armas e admirar as mais grotescas mortes. Foi aqui que a “história” de DOOM foi sedimentada trazendo os monstros diretamente do inferno em instalações marcianas e tendo a empresa UAC como a responsável pela bagunça.

Por ser o primeiro projeto, ele apresenta um gameplay sólido e veloz, porém, com poucos inimigos e se apoiando no ótimo game design. Mesmo sendo um jogo de 1993, ele consegue entreter com facilidade.

E no ano seguinte temos….

DOOM 2

Diferente de DOOM 1 que me gabei, eu sofri nas chamas do inferno. Morri muito e poderão rir de mim abaixo…

DOOM 2 foi lançado somente um ano após DOOM e traz um design muito similar, porém, um mundo muito mais rico. Pode-se sim dizer que fizeram um copiar colar no jogo, pois as mecânicas são as mesmas assim como os gráficos. O diferencial em DOOM 2 é que ele é muito mais difícil e apresenta diversos novos inimigos que já lhe enfrentam logo no início. Adicionalmente é em DOOM 2 que temos a introdução da Super Shotgun!

Algo curioso de DOOM 2 é que ele foi lançado somente para MS DOS em 1994 e para IBM PC em 1995. Posteriormente ele foi lançado somente para o Game Boy Advanced e agora para a atual geração de consoles. Dentre as novidades do jogo, a primeira que posso citar é que ele é muito maior do que o primeiro. Além de ter mais fases, é possível jogar sua DLC “The Master Levels” que foi feito pela comunidade na época.

Uma outra boa adição é que ele também tem a opção de multiplayer local para jogar com seus amigos. De certa forma, DOOM 2 é sim o jogo definitivo da fórmula clássica apresentando mais inimigos, armas, conteúdo e desafiando o jogador.

E depois de um longo hiato, tivemos o lançamento de DOOM 3 que bem, vamos falar abaixo.

DOOM 3

Vou ser sincero e assumo que nunca havia jogado DOOM 3 até então. A ideia do jogo seria de fazer uma espécie de Remake do DOOM original, mas utilizando a tecnologia já disponível no início dos anos 2000. Porém, eles foram muito além de um remake do jogo como poderão ver no gameplay abaixo.

DOOM 3 foi originalmente lançado em 2003 para PC e em 2005 para o Xbox original recebendo boas críticas da mídia e jogadores. O problema é que o jogo acabou envelhecendo muito mal.

DOOM sempre foi sobre atirar em demônios com uma ótima fluidez, muito gore envolvido e armas insanas. Mas aparentemente a equipe de desenvolvimento não seguiu essa receita de bolo e resolveu transformar a essência de DOOM.



Antes de mais nada, sim o jogo é visualmente impressionante até hoje. A iluminação é ótima e as texturas são incríveis. Somente pontuo que os personagens são mal modelados e irão incomodar os olhos, mas de longe é o principal problema. Agora vou dedicar um tópico para cada um dos pontos principais:

  • Fluidez – DOOM 3 é simplesmente estranho. Eu consigo enxergar os labirintos que acompanham a série desde o primeiro jogo, mas você se sente muito enclausurado. O jogo não te ajuda a fazer uma estratégia de ataque e a movimentação é sempre “apertada” e estranha.
  • Gore – Esqueça o gore da série. Muitos dos inimigos simplesmente desaparecem após matá-los. Não é igual aos primeiros que eles “soltam sangue e explodem”. Isso sem contar que os inimigos iniciais parecem literalmente zumbis, ou seja, o jogo é bem mais lento.
  • Armas – Simplesmente o feeling de atirar em DOOM 3 é fraco demais. Parece que está sempre atirando com uma arma de espoleta e a reação dos inimigos é sempre a mesma. Simplesmente é tedioso atirar. E em um jogo de FPS isso é preocupante.

Além dessas observações, eu consegui perceber que o jogo é mais cinemático e existem personagens e uma trama lá dentro. Porém, eles deixam a desejar.

E vou me repetir aqui, eu não joguei DOOM 3 quando foi lançado em 2003, então estou com uma mente de 2019 e já tendo jogado os dois DOOMS da atual geração. Enquanto eu legitimamente me diverti com DOOM 1 e 2, pude ver que DOOM 3 foi um laboratório para a franquia que envolveu erros e acertos, porém, hoje ele envelheceu mal além de ter perdido seu foco. De um jogo rápido de tiro e muito sangue, para um jogo “sem sangue”, mais cadenciado, onde atirar é estranho e tem uma pegada forte de jogo de terror.


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Leonardo Coimbra

Mestre supremo do Ultima Ficha, não manda nem em seus próprios posts. Embora digam que é geração PS2, é gamer desde o Atari e até hoje chora pedindo um Sonic clássico e decente. Descobriu em FF7 sua paixão por RPG que dura até hoje. Eventualmente é administrador e marketeiro quando o chefe puxa sua orelha com os prazos.
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