Preview (2): Jogamos a Demo de Code Vein

Fácil como tirar doce de uma criança

Desde ontem, como noticiamos aqui no Última Ficha, está disponível a demo do novo lançamento da Bandai Namco Studios, Code Vein. Bom, já temos um preview no site que você pode conferir aqui, direto da E3. Logo, procurarei não ser repetitivo mas sim levantar novas questões e alguns detalhes que podemos ver nessa demonstração do jogo.

A Análise

Quero confundir sua cabeça leitor, que fique claro. A começar pelo rótulo que o jogo já ganhou desde o seu anúncio: um jogo da “família Souls”. Ok, pode até ser, mas há muitas, quase infinitas controvérsias para dizer isso. O que temos primeiro de tudo é cuidado, pois se trata de uma demonstração, não do jogo oficial. É da Bandai, mesma distribuidora de jogos da série “Souls” como o próprio Dark Souls, porém, não é desenvolvido pela From Software. O que isso significa? Muitas coisinhas, detalhezinhos, lembrancinhas (tudo no diminutivo porque são irrelevantes até agora), dos principais jogos da aclamada família Souls.

Cuidado com as comparações

Entendi muito mais com essa demo que Code Vein (com o perdão do trocadilho), “vein” pra aproveitar um gancho nos outros jogos famosos da série “souls” através de mecanismos que lembram os títulos consagrados da Bandai Namco, porém que na verdade tem muito pouco a ver em um contexto geral. A começar pela estratégia de batalha. Lembra do diminutivo do “detalhezinho”? Então, você marca o inimigo, tem o “parry” (horrível de se usar), ataques por trás, barra de histamina, mas zero estratégia, muito fácil, lembra muito mais um hack’n slash que um Sekiro, Demon Souls, Dark Souls, etc..

Outro ponto: tem os locais de descanso e “almas” chamadas de Brummas, onde você marca seu avanço, evolui, adquire habilidades, etc… São mais detalhezinhos que lembram. Porém, no geral o cenário e ambientação são muito diferentes. Pra começar temos um mapa, temos locais também de trade e upgrade mais elaborados ao que tudo indica, e temos parceiros no jogo como já havia sido descrito no nosso primeiro preview.

Sem conclusões precipitadas

Somado a tudo isso temos todos os elementos de um bom jogo de ação japonês, inclusive os incansáveis diálogos e falações durante o jogo (o que particularmente não gostei). E claro, é uma animação, isso sim é a maior diferença e mais linda de todas elas. A customização está fantástica, assim como os gráficos beiram a perfeição. Existe um tipo de sombreamento automático no contorno de cada parte do cenário para que a cor se diferencie e você nem ao menos passa perto de se sentir perdido, incrível!

Por outro lado, é cedo pra falar, mas acho que “temos câmera”! O maior problema dos jogos no estilo é uma câmera que nos deixa preso e perdidos nas batalhas, quem nunca passou raiva com Bloodborne ou Sekiro com isso? Ao que tudo indica isso foi otimizado no game.

Enfim, minha hype diminuiu após jogar, mas não significa que a sua irá, até porque, sem querer ser redundante, é apenas uma demo. O problema pra mim foram dois: muito fácil e falação tirando o clímax de terror do game. Sendo justo, nomearei não dois pontos positivos, mas três para que não haja influência negativa sobre um dos maiores lançamentos do ano. Eu diria que ficam por conta da beleza do jogo (gráficos, personagem, sangue, terror) e não, não teremos mais um jogo igual Dark Souls, Code Vein será único. E pra finalizar, que mundo criativo, que ambientação sensacional, certo de que teremos ótimas surpresas relacionadas a história do jogo. Estou esperando o jogo completo e traremos um review mais completo ainda para vocês.

Clique aqui e vitie o site oficial do game.

Veja abaixo um “pedacinho” de nosso gameplay na demo.

 


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Roberto Filho

Saudosista apaixonado por quase tudo que é antigo: games, música, costumes, ele mesmo e o único titulo brasileiro do time de coração Atlético-MG. Fã de RPG e jogos de luta, jura que fazia fila no fliperama na década de 90.
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