Análise: Castle Crashers Remastered

Uma oportunidade de ouro para quem não jogou

Eu não tive a oportunidade de dar a devida atenção Castle Crashers no PS3 ou Xbox 360. A venda de jogos digitais estava nascendo em nosso país e fomos bombardeados por muitos (e bons) jogos AAA que ofuscaram alguns dos ótimos indies que tivemos na época.

Feita a “mea-culpa”, a Behemoth nos proporcionou a oportunidade de jogar este estiloso beat’em up, cheio de personalidade e dificuldade! Obrigado Behemoth por mostrar o que eu tinha perdido e também pelo código para esta análise.

Sua princesa está em outro castelo

Castle Crashers conta a velha história da princesa (princesas nesse caso) que foi raptada e precisa da sua ajuda. Um dia, um grupo de inimigos, liderados pelo Mago Maligno, ataca o castelo do Rei. O Mago e sua gangue roubam o cristal do rei e sequestram suas 4 filhas. Usando os cavaleiros do castelo, você ficou responsável por rastreá-los e resgatá-las.

Apesar de ter uma história simples, Castle Crashers a toca muito bem com um ótimo senso de humor e momentos inusitados (tipo a fase da floresta) e chefões que perecem ter saído da nova geração de desenhos do Cartoon Network – no melhor dos sentidos possível!

Personagens e Mapa

Antes de iniciar cada nível, você pode escolher qual personagem deseja jogar. No começo, você terá um numero limitado, mas conforme você vai jogando e evoluindo no jogo, novos personagens vão sendo desbloqueados e liberados para serem escolhidos.

Apesar de alguns serem apenas variações dos anteriores, com novas animações e área de ataque, estamos falando de um jogo no estilo Beat’em Up. A quantidade e profundidade de ataque de cada um deles é impressionante já por esse motivo.

Apesar de cada nível ser descrito e visto em mapa e suas casas, caso você prossiga, sem morrer, nem irá perceber que é dessa maneira. Já que o jogo é continuo e não te joga pro mapa cada vez que você passa pela fase. Isso é bom por um lado (fluidez) e ruim por outro, já que com isso você pode acabar gastando alguns de seus itens sem ser preciso, já que você acabou de passar por um “checkpoint”.

Inimigos e Chefes

Os inimigos são relacionados ao local e momento do jogo que você está. Apesar de atacarem e se movimentarem de maneira parecida, são bem diferentes no visual. Fazendo com que o jogo se sinta fresco mesmo depois de muitas horas e várias fases. Inimigos mais fortes e com habilidades especiais podem aparecer como um mini-chefe em primeiro momento e depois se tornarão um inimigo “comum” aparecendo em diversas situações. Algo clássico para o gênero Beat’em up.

Depois de alguns níveis você enfrentará chefões com dinâmicas especificas para serem eliminados. Alem de serem bem distintos um do outro, não adianta partir para o ataque e sair apertando botões. Cada um terá sua mecânica e precisará do trabalho em equipe (se possível) para ser derrotado. Um estilo de luta clássico contra chefes, sem muitas novidades para o gênero.

Veja também:

Jogo ação

Se você ainda não conhece o estilo Beat’em Up, o jogo consiste em sair pancando todo mundo enquanto coleta itens e consumíveis até chegar ao desafio final de cada mundo.

Aqui temos uma boa liberdade para lutar. Você tem ataques leves e pesados ​​que você liga para criar seus próprios combos. Conforme você sobe de nível, novos combos e habilidade vão sendo desbloqueados. Aumentando ainda mais suas possibilidades. Um dos primeiros que você desbloqueia é o de apertar o pulo duas vezes para bater enquanto pula, rodopiando. Vai por mim: esse será seu melhor amigo daqui pra frente!

Além dos combos você também poderá encontrar ou comprar novas armas. Cada uma delas irá melhorar algum ponto específico do seu personagem. Então aqui você adapta seu personagem para um estilo de jogo que lhe agrada ou cobre uma falta de pontos em algum quesito.

Você também pode encontrar animais de estimação que vêm na forma de cabeças de animais flutuantes. Você só pode ter um animal de estimação equipado por vez. Eles fornecem habilidades passivas, velocidade, frutas ou até mesmo atacar seus inimigos. Para obter um animal de estimação, existem muitas tarefas diferentes que você terá que fazer. Por exemplo, você pode comprar itens como bombas para abrir áreas ocultas em níveis.

Jogo de RPG

Cada um dos personagens do jogo tem suas magias para serem usadas. Os personagens primários são bem explícitos: o de fogo vai soltar fogo, o de gelo vai soltar gelo e etc.  Os feitiços são todos diferentes e podem causar algum dano rápido, alguns e área e com um dano alto. Então sempre quando aprender uma nova magia, encontre uma maneira de encaixá-la em seus combos. A mana enche automaticamente e relativamente rápido – dando a chance de abusar dos danos em área nos momentos de desespero.

Os elementos de RPG do Castle Crasher estão bem implementados. Matando inimigos você ganha experiência e dinheiro. Sempre que passar de nível você poderá subir em 2 pontos alguns dos seus atributos. São eles: força, defesa, magia, agilidade. Lembrando que você só fará isso quando voltar para o mapa do jogo, ou seja, quando morrer. Cada personagem tem seu próprio nível, isso faz com que cada personagem serja único e aumenta o fator replay do jogo para quem quiser conhece o que cada um deles é capaz!

Modos Extras

Além de uma campanha bem generosa (já que esta versão vem com todos os updates e expansões já lançadas para Castle Crashers) o jogo conta com dois modos de jogo distintos. São eles o Modo Arena e o Back Off Barbarian – algo como “Sai pra lá, Bárbaro!”

A modo Arena permite que você pegue um amigo ou amigos e participe de um jogo de PVP. É divertido para aqueles 5 minutinhos sem perder a amizade antes ou depois de uma longa jogatina de campanha. Lembrando que também temos uma arena dentro do mapa da campanha de Castle Crashers, mas nesta você enfrentará ondas de inimigos e não seus amigos.

Finalmente, o último jogo é chamado “Back Off Barbarian”. Este modo é diferente de tudo até aqui. Cada um dos seus botões corresponde a uma direção diferente. Seu objetivo é pular para longe do inimigo e não ser esmagado por elas. Uma boa adição para aquele “party-game” casual.

Nem tudo são flores e vitórias

Apesar de seus pontos positivos superarem os problemas – Castle Crashers tem alguns pontos para melhoria. Em primeiro lugar, a dificuldade pode ser inconsistente e afastar alguns jogadores. Mesmo fazendo tudo certo, você irá se deparar com alguns momentos que parece impossível de prosseguir. Modéstia a parte eu sou muito bom em jogos de beat’em up e mesmo assim precisei comprar um bom estoque de poções para seguir. Com isso gastei um dinheiro que iria demorar um tempo para repor. Acho que deveria ter níveis de dificuldade ou então algo um pouco mais gradual e menos punitivo.

Somado a esse problema, e talvez um dos grandes motivos para o ponto anterior existir, um outro grande problema foi a falta de equilíbrio com os projéteis – os ataques de longa distância. Se você for derrubado e ficar cercado por inimigos que atiram de longe (range) você terá momentos difíceis. Isso se dá ao fato de não haver invencibilidade momentânea para quando você está levantando somado ao fato de que só é preciso um único ataque deste tipo para te derrubar novamente. A dica é sempre pular após cair, mas nem sempre funciona quando se tem muitos inimigos ao redor. Imagina para que não costuma jogar…

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Castle Crashers Remastered

Visual, ambientação e gráficos - 9
Jogabilidade - 7.5
Diversão - 7.5
Áudio e trilha-sonora - 9
Conteúdo e Progressão - 8.5

8.3

Uma ótima pedida

Castle Crashers é indicado para amantes do gênero beat'em up e de RPGs de ação. Não deixe sua carinha bonita e fofa te enganar, o jogo tem um nível de dificuldade elevado e uma boa profundidade. A história, apesar de simples, agrada por seu humor e o jogo te prende graças a possibilidade de evoluir seu personagem a todo momento. Mesmo tendo bons gráficos e uma boa trilha-sonora, o jogo tropeça em alguns bugs de textura e problemas de jogabilidade citados na análise.

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Bruno Degering

Gamer há tanto tempo que usa consoles como referência cronológica para lembranças de sua vida. Amante de Mega Man, Resident Evil e Warcraft. Se gaba por ter zerado Battletoads aos 9 anos mas abandonou Bloodborne com 26.
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