Análise: The Witcher 3 para Nintendo Switch é mais um milagre

Geralt vive sua última aventura por mais uma vez agora em qualquer lugar do mundo

Para quem não conhece, The Witcher 3: Wild Hunt foi lançado em 2015 e é o jogo mais premiado da história. Agora ele chega ao Nintendo Switch com sua versão definitiva que contém suas duas grandes expansões as quais adicionam um total de 60 ou mais horas de jogo, totalizando 200 horas.

Ou seja, a partir de Outubro já é possível acompanhar as aventuras de Geralt de Rivia em todos os lugares graças ao Switch.

A famigerada Caçada Selvagem

A história para quem não conhece

Se você nunca ouviu falar de Witcher e do bruxeiro Geralt, vou te explicar. O jogo The Witcher é baseado em um livro polonês onde conta as aventuras fantásticas de um bruxo Geralt onde se envolve com magos, guerras, reinos, romances e muito mais.

Geralt não é somente um bruxo tradicional. Na lore de The Witcher os bruxos passam por um ritual que caso sobreviva ele ficará muito mais forte e terá diversas habilidades. Além disso, esses bruxos são caçadores e mercenários que caçam monstros que aterrorizam e ameaçam as pessoas.

Dito isso, chegamos a The Witcher 3. Nele teremos a última aventura de Geralt de Rivia que tem como objetivo inicial procurar sua aprendiz e protegida Ciri. Ela misteriosamente desapareceu quando era criança e juntamente com a ajuda de grandes personagens como Vesemir, Yennefer e Triss eles irão se envolver e muito com o mundo, na busca por Ciri e claro, se preocupar com a Caçada Selvagem, que é o grande inimigo que ameaça o mundo e também procura por Ciri.

É muito difícil resumir um jogo de 200 horas, mas acredite quando falo que a história é magnifica e os personagens são inesquecíveis. Não somente isso, o jogo te da total liberdade para fazer suas escolhas durante as missões o que acaba provendo múltiplos finais.

Uma das muitas aparições que enfrentará

E vai muito além disso

O que eu falei acima somente arranhou a superfície do que vemos em The Witcher. Outra coisa marcante do jogo é quanto tempo você irá gastar fazendo as centenas de side quests que o jogo proporciona. Muitas deles são superiores a missão principal e diversas vezes passará por dilemas.

Cobrar o seu pagamento ou fazer o serviço de graça porque a pessoa já sofreu demais? Ajudar ou não ajudar a pessoa só porque ela te omitiu alguma informação? Tentar negociar o dinheiro que receberá ou manter o valor base? Ajudar qual clã? Matar ou não uma pessoa amiga para evitar um mal ainda maior? Ajudar qual reino?

Essas são apenas alguns dos muitos e sensacionais dilemas que passará ao longo do jogo. Porém, não é somente isso que o jogo tem. Por ser um RPG ele é muito completo na sua árvore de habilidade, magias, armas e equipamentos. Será possível sempre estar evoluindo seu personagem, procurando uma receita nova para uma poção ou equipamento e mais. Também será possível equipar com runas suas armas para melhorar sua eficiência.

Algo que é muito interessante é a possibilidade de se preparar para lutar com um monstro. Não é somente upar seu personagem e sair batendo nele. Caso queira, é possível fazer uma poção específica de ataque e resistência, além de estudar e usar a melhor magia contra ele.

A verdade é que The Withcer 3 é um jogo rico e único. Ele irá agradar tanto os fãs por sua história como por seu gameplay. Isso além de contar com uma ótima trilha sonora e de ter o tão na moda Gwent que começou como um mini game dentro do jogo.

Estou cego ou o downgrade ta pesado?

The Witcher 3 funcionando no Switch e o famigerado downgrade

Se eu estivesse em 2015, agora estaria escrevendo como o jogo é maravilhoso na sua parte visual e artística. Um colírio para os olhos. Porém, para rodar no hardware inferior do Switch, The Witcher 3 sofreu com o tão famigerado downgrade.

O jogo em modo dockado conta com uma resolução de 720 pixles com 30 frames por segundo. Já no modo portátil, ele tem uma resolução de 540 pixles e com os mesmos 30 frames por segundo. No modo dockado, eu vi diversas vezes a queda de frames. Já no modo portátil, o frame fica completamente estável.

falando da parte gráfica, quem jogou o original em 2015, sentirá imediatamente o baque. Por um lado os personagens estão bem fiéis nas cutscenes e nas cenas de diálogos, porém o mundo aberto ficou bem mais pobre e embaçado. É uma dura realidade que tem que acontecer para o jogo rodar no Switch. O mesmo foi visto em Mortal Kombat 11.

Vale ou não vale a pena então?

Antes de responder essa pergunta, é importante falar que o jogo de 2015 foi lançado na Loja Nintendo brasileira custando R$ 349,00. Esse valor é inadmissível! Por mais que essa seja a versão completa com o jogo e traga cerca de 200 horas de conteúdo, nada explica esse valor insano. Mesmo olhando em outras lojas, ele é vendido a 60 dólares. O que também não faz sentido.

Dito isso e achando a um preço adequado, vale sim comprar The Witcher 3 no Switch. Embora eu tenha notado e reclamado comigo mesmo diversas vezes sobre o downgrade, a verdade é que nem isso tira o brilho desse jogo maravilhoso. É muito bom poder reviver toda essa jornada novamente em qualquer lugar. E sem comentar que o jogo está 100% dublado.

Mas claro, se você se preocupa minimamente com gráficos, pense duas vezes antes de comprar.

The Witcher 3 para Switch é o que esperávamos

Visual, ambientação e gráficos - 7.5
Jogabilidade - 9
Diversão - 9
Áudio e trilha-sonora - 10
Personagens, histórias e escolhas - 10

9.1

Espere o preço abusivo baixar

The Witcher 3 é o jogo mais premiado da história e poder reviver essa aventura novamente com suas quase 200 horas em qualquer lugar, é magnifico. As histórias, personagens e escolhas impressionam até hoje juntamente com seu gameplay rico. Porém, tem que levar em consideração o downgrade gráfico que o jogo recebeu que não poderá agradar todos. Além disso, o preço inicial de venda está abusivo.

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Leonardo Coimbra

Mestre supremo do Ultima Ficha, não manda nem em seus próprios posts. Embora digam que é geração PS2, é gamer desde o Atari e até hoje chora pedindo um Sonic clássico e decente. Descobriu em FF7 sua paixão por RPG que dura até hoje. Eventualmente é administrador e marketeiro quando o chefe puxa sua orelha com os prazos.
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