SNK Gal’s Fighters – Um soco de nostalgia no seu Switch!

Alguém aí teve um Neo Geo Pocket?

Jogos de luta sempre caíram muito bem em consoles portáteis. Isso se dá ao fato dos comandos facilitados e da rapidez entre uma partida e outra que combinava muito com o intuito casual dos Game Boys. De um tempo pra cá, principalmente com a chegada de Pokémon, os portáteis deixaram de ser um quebra-galho e foram, cada vez mais, se tornando o console principal de muitas pessoas. Com o Nintendo Switch, essa dinâmica se concretizou. Porém, SNK Gal’s Fighters chega para nos lembrar de onde viemos e dá um soco de nostalgia nos gamers mais maduros.

O retorno de SNK Gal’s Fighters

Lançado inicialmente para Neo Geo Pocket Color, em fevereiro do ano 2000, SNK Gal’s Fighters pode ter participado batido por muitos jogadores devido a baixa popularidade do portátil da SNK (apesar de seus jogos e arcades bombarem por aqui).

O jogo tem uma arte em sprite mais conhecida pelo jogo Pocket Fighters (da Capcom) que foi lançado bem depois deste da SNK. As personagens são todas retiradas do universo da SNK, como: Darkstalkers e King of Fighters. As cores funcionam bem no Nintendo Switch e nos traz aquela sensação de jogos antigos, apesar de uma ótima resolução centralizada no meio da tela.

Existem oito heroínas disponíveis desde o início, com outras três para desbloquear conforme você joga. É um número surpreendente para um jogo Neo Geo Pocket Color, se pensarmos na poder do aparelho. Não existe reciclagem de golpes e alcance, cada personagem tem seus movimentos e poderes muito bem caracterizados. Em termos de modo, como de se esperar, temos poucas opções. O modo Queen of Fighters (King of Fighters, pegou?!) servindo como um tipo de modo de história/arcade, um modo de treinamento e suporte para jogos multiplayer locais com um Joy-Con adicional.

Jogando no Switch

Falando em Joy-Cons… não deveria ser uma surpresa que a versão principal do Nintendo Switch, no modo portátil, não é muito adequada para jogos de luta. Já que contamos apenas com o analógico como opção (o d-pad/setas direcionais não ajudam muito aqui. Eu tenho sempre um medo de estragar o frágil controle do Switch, já que jogos de luta precisam de movimentos rápidos e precisos. Com a versão Lite ou um controle Pro, sua experiência será tão boa quanto sempre foi.

Jogando através da história de cada personagem acabará por desbloquear itens especiais que alteram o fluxo de uma luta. Há 16 no total para colecionar, com condições que variam de derrotar certos personagens da lista e até perder a certos. Esses itens podem ser incrivelmente úteis, como os explosivos: medidores que preenchem seu medidor Mighty Bop, então vale a pena procurar se você quiser entrar em uma briga com um pouco de vantagem extra ao seu lado.

Como tudo funciona como um emulador de Neo Geo Pocket, temos alguns recursos adicionais, como: a capacidade de retroceder o jogo quadro a quadro, a possibilidade de voltar no tempo para segundos antes de você morrer ou tomar aquele especial. Além desse recurso, a SNK também incluiu alguns estilos diferentes para personalizar o Neo Geo que o rodeia a tela. É uma opção muito legal, que me fez inclusive tirar meus Joy-Cons e jogar segurando a tela como se fosse uma versão digital do portátil. E funciona! Claro que os comandos touch não são os melhores para o estilo – mas deu um gás na nostalgia que já estava rolando.

Porradaria franca em SNK Gal’s Fighters

Os comandos, no geral, funcionam super bem – e com isso temos aqui um jogo facilmente indicado para aqueles que jogaram no passado, gostam de jogos de luta ou para novos jogadores que são apaixonados por jogos retrô (algumas crianças tem a cabeça no lugar rs). Apesar de gráficos e comandos simples (dois botões de ataque), combos, super-combos, especiais e breakers estão presentes no jogo. Deixando ele na medida certa para jogadores casuais e aqueles que querem derrotar Miss X da maneira mais roubada possível.

As mudanças para Nintendo Switch caem bem para o objetivo do jogo e, pela primeira vez, podemos jogar de maneira simples contra amigos ao nosso lado – como os velhos tempos.

Bruno Degering

Gamer há tanto tempo que usa consoles como referência cronológica para lembranças de sua vida. Amante de Mega Man, Resident Evil e Warcraft. Se gaba por ter zerado Battletoads aos 9 anos mas abandonou Bloodborne com 26.
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