Análise: Waking, um jogo sobre você!

Sua vida, suas memórias e o poder de curar a si mesmo.

Fazia um bom tempo q eu não me envolvia tão intrinsecamente com um jogo, digo, claro que eu me envolvo com todos os jogos que jogo, mas Waking é diferente, bem diferente. É um game repleto de mecânicas complexas que fará você quebrar a cabeça. Mas muito mais que isso, Waking é um jogo sobre você.

É estranho falar isso e acho que mais estranho ler, mas o jogo conversa com você, muito mais que uma quebra de terceira parede. Para mim foi uma experiencia de conexão comigo mesmo, me redescobrir e mesmo mexer em feridas que achei que estavam curadas.

Ambientação

Em Waking não temos muitas informação sobre quem é o personagem principal, o que sabemos é que o mesmo se encontra em coma. Mas fica implícito que o personagem principal é ninguém menos que você mesmo, o player/jogador.

E para sair desse coma, usaremos nossas experiencias pessoais, ou pelo menos é o que o game espera de nós, e a recompensa de ser sincero é extremamente satisfatória. E para que tudo isso funcione, somos tragados para dentro da cabeça do protagonista, ou seja, você!

Mecânica

Aqui as coisas começam complicadas, mas com o tempo você se acostuma e se tornam mais automáticas. O próprio “tutorial” do game é beeeem longo, digo, você estará jogando, mas ainda aprendendo coisas novas por um bom tempo – comigo foi cerca de 4 horas.

O jogo é dividido em partes: Memórias, Fragmentos, Relíquias e Medos. Você é o encarregado de juntar tudo isso para montar a sua persona. Então a todo momento você será questionado sobre sua forma de pensar, agir e viver. Quais características construirão o seu ser?

Ao chegar nos monumentos (chamarei assim pois não encontrei palavra melhor), são eles que nos questionam a nossa história. Você será confrontado a abrir aquilo que há de mais sombrio em sua personalidade, entretanto também será compensado quando tiver de falar sobre suas conquistas.

Cada uma dessas memórias se tornará parte do personagem e parte de você. Eu, por exemplo, quando questionado sobre o que eu sempre senti falta durante minha infância, que foi a Liberdade, minha resposta, a Liberdade, quando escolhida se tornou uma arma, na verdade mais para um escudo, quando você ataca algum inimigo com a Liberdade, você ganha um escudo por 10 segundos ou até ele ser destruído, o que vier antes.

Aqueles que amamos

Outra coisa que será muito importante em Waking serão “aqueles que amamos”, inicialmente o jogo te dará um companheiro “pet” que será baseado em algum que você já possuiu, ou caso não tenha tido será um gerado aleatoriamente baseado em suas escolhas até aquele momento.

No meu caso foi um gato, o Nico, que fiz a imagem de meu primeiro gato, um vila-latas branco, mas muito carinhoso. E o jogo o o reproduziu como eu o descrevi. Esse novo companheiro se torna chave para resolver alguns puzzles e pode ser usado para atacar ou te defender também.

Evolução sempre

Com armas e escudos, a próxima proposta do game são os quebra-cabeças e para isso teremos que usar tudo o que foi nos “dado”, ao atacar um inimigo, ele “dropa” algumas orbes que podem ser consumidas e se tornam sentimentos, estes podem ser usados como armas CONTRA os inimigos.

Normalmente é necessário tontear os inimigos para queles derrubem esses fragmentos e em seguida consumi-los atacando. Não que seja impossível fazer com o que você tiver disponível na hora, mas os sentimentos que os inimigos derrubam, são especialmente fortes contra eles mesmos. Então, por que não abusar dessa mecânica?

Portanto, sempre será necessário procurar a melhor forma de ferir seus adversários, quais sentimentos são mais efetivos contra eles e qual a melhor forma de usar as relíquias, fragmentos e etc.

Conclusão

Waking é um grande jogo, tem muito potencial, e, se você estiver disposto a se entregar, a experiencia se torna muito prazerosa. Contudo, não posso deixar de citar um grande problema que encontrei na minha jogatina.

Tá, entendemos que o jogo meio que se passa num mundo dos sonhos, mas não consegui compreender a decisão de deixar o game com um filtro embaçado o tempo todo, tudo é muito laranja e muito difícil de distinguir. Isso conta para inimigos também em alguns casos eu só descobri que estava prestes a entrar em combate quando o inimigo apresentava luzes, ou seja, quando eu tava quase em cima deles.

Não que isso tenha estragado minha jogatina, mas cansa um pouco depois de algumas horas jogando, certos momentos eu tinha de dar uma pausa para descansar os olhos. Mas de resto como dito acima, o jogo conversou comigo e eu me comuniquei de volta, a cada escolha, a cada combate contra os medos e a cada decisão. Se está precisando de um jogo que te tire da rotina e que dê uma brecha para desabafar, eu recomendo Waking com 100% de certeza. O pessoal da Tiny Build fez um ótimo trabalho.

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Essa análise segue nossas diretrizes internas. Clique aqui e confira nosso processo de avaliação.

Waking, um jogo sobre você!

Visual, ambientação e gráficos - 5
Jogabilidade - 5
Diversão - 9
Áudio e trilha-sonora - 8

6.8

Bom

É difícil se abrir para um jogo, mas a recompensa é grande, jogue de mente vazia e sem culpas. Se encontre e talvez a experiencia melhore seu maior bem, você!

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Paulo Everton

Gamer, Gaymer e muito orgulhoso! Descobri os videojogos com 7 anos de idade, de lá para cá foi uma ladeira sem fim, horas gastas em frente a televisão e muita, mas muita mesmo, história para contar, vivi tantas vidas quanto consigo me lembrar, e quer saber? É muito bom não ser a si mesmo!
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