Nintendo Switch Chega em Setembro ao Brasil custando 3 mil

E nenhuma previsão para os jogos físicos

A Nintendo anunciou oficialmente hoje que o Nintendo Switch chegará ao Brasil no dia 18 de Setembro custando R$ 2.999,00. O console estará disponível para compra em lojas físicas selecionadas da Americanas e do Magazine Luiza, bem como nos sites oficiais destas varejistas e no Submarino. Hoje o console é vendido no exterior a U$ 300.

Além do console, a Nintendo também trará o Pro Controller e versões alternativas dos Joy-Con, que chegarão por R$ 469 e R$ 499, respectivamente.

Em entrevista para o Estadão, Bill van Zyll, diretor da Nintendo na América Latina, a empresa espera conseguir trazer o modelo Switch Lite, que é apenas portátil, para o mercado nacional em 2021 – no exterior, o modelo é vendido por U$ 200.

Por enquanto, segundo Zyll, não há previsão para que a empresa volte a vender jogos em formato físico no País – vendidos no exterior por cerca de US$ 60, eles podem ser encontrados em lojas por aqui custando acima de R$ 300. De acordo com o executivo, também não há previsão para que os jogos da japonesa comecem a ser “localizados” para o Brasil – recebendo tradução e dublagem para o português local, embora alguns deles tenham versões para o português de Portugal.

Com o lançamento, a Nintendo também vai reforçar sua assistência técnica no Brasil – segundo Zyll, quem já tem um Switch também poderá requisitar suporte no País, mesmo que o aparelho não tenha sido comprado aqui, dependendo da comprovação de condições de compra. “Cada situação é única, mas estamos de olho nisso”, diz.

em entrevista para a IGN, Bill respondeu a pergunta que muitos nós fizemos com este anuncio: Porque trazer o Nintendo Switch pra o Brasil no meio de uma pandemia com o dólar mais alto da história?

“Eu ia dizer: por que não? Mas sim, é uma pergunta justa. Isso já está em andamento há algum tempo. Não aconteceu da noite para o dia. Na verdade, temos trabalhado nessa ideia há anos, dando um passo de cada vez, é assim que a Nintendo funciona”.

De acordo com o executivo, o mercado brasileiro é muito importante para a Nintendo. Ele explica que “o Brasil é uma das 10 maiores economias do mundo, tem 210 milhões de consumidores e é o maior mercado de videogames da América Latina”. Van Zyll também menciona a paixão dos fãs brasileiros, os Nintendistas: “Enquanto trabalhamos e nos preparamos para este lançamento, ouvimos os fãs continuamente. E vou te dizer, toda vez que vou ao Brasil, tenho a chance de falar com pessoas cuja paixão pela Nintendo realmente te atinge! É uma experiência e tanto. Acho que eles são realmente únicos.”

Ele ainda completa: “Então, o que o Brasil significa para a Nintendo? Muito. Por favor, não pense que não nos importamos só porque estamos chegando atrasados no Brasil, porque nós com certeza nos importamos”.

Agora, em entrevista para o The Enemy, Bill menciona alguns detalhes sobre a eShop brasileira e sua reformulação:

Nós estamos bem contentes com os resultados que estamos vendo na Loja Nintendo e que estamos vendo com a venda de conteúdo digital através de parceiros de varejo, seja com os cartões de conteúdo ou dos códigos digitais vendidos e enviados ao consumidor”, afirmou van Zyll. “Os resultados são positivos e estamos felizes com isso, mas com a vinda do Switch para o Brasil, esperamos que esses números cresçam significamente”.

O executivo reforça, no entanto, que a empresa já “está trabalhando” para expandir a experiência do eShop nacional e para oferecer mais recursos – ainda que mais detalhes ou uma janela de lançamento para a chegada de novas funções não tenham sido compartilhados.

Leonardo Coimbra

Mestre supremo do Ultima Ficha, não manda nem em seus próprios posts. Embora digam que é geração PS2, é gamer desde o Atari e até hoje chora pedindo um Sonic clássico e decente. Descobriu em FF7 sua paixão por RPG que dura até hoje. Eventualmente é administrador e marketeiro quando o chefe puxa sua orelha com os prazos.
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