Preview: Ride 4 impressiona, mas tem que melhorar

Jogo tem várias qualidades, mas peca em um ponto vital

Graças a Deep Silver nós tivemos acesso antecipado ao simulador de moto RIDE 4 que foi anunciado tanto para a atual geração, como para a próxima geração tendo um update gratuito para quem comprá-lo na atual geração.

O jogo que é produzido pela italiana Milestone chegando a quarta instalação da franquia apresentando um complexo e completo sistema de simulação de moto. Mas será que vai agradar a todos?

RIDE 4 será lançado em 8 de outubro de 2020 para PlayStation 4, Xbox One e Windows PC/STEAM. Para PlayStation 5 e Xbox Series X, ele estará disponível em 21 de janeiro de 2021

Conhecendo RIDE 4

RIDE 4 opera basicamente como todo grande jogo de corrida de hoje em dia. Nele teremos uma grande gama de motos a serem compradas e testadas e um vasto número de pistas a serem jogadas. Além de poder competir online, será possível jogar uma corrida customizada ou então adentrar a um campeonato que reflete o continente como campeonato Europeu ou Americano.

Algo que achei muito legal é que grande parte das pistas tem variações de pista completa ou então curta. Além disso, tem um sistema muito completo de horário do começo da corrida, variação de tempo durante a corrida, além de todas as condições climáticas que já conhecemos.

Obviamente o jogo conta com um grande plantel de motos que variam entre as de esportes como vemos nos GP’s assim como motos “envenenadas”, mas sem ser efetivamente de corrida. Muitas das grandes montadoras estão presentes no jogo e em questão de conteúdo e possibilidades o jogo impressiona muito.

Além do conteúdo que impressiona, outro ponto do jogo que é impressionante são seus gráficos e detalhes. O jogo é muito bonito e as motos são incrivelmente bem feitas. Detalhes como o fluido de freio no seu guidão sendo afetado pela gravidade que está dirigindo, mostra o carinho nos detalhes.

RIDE 4 não é para todos

Quem me conhece e acompanha algumas das análises que faço, sabe que acabo fazendo muitas análises voltadas para jogos de corrida. Forza, Formula 1, Dirt e Need For Speed são alguns exemplos rápidos e mais famosos que posso dar. Porém, devo confessar que minha área de expertise fica com carros de 4 rodas e não nossas amigas motocas sob 2 rodas.

Dito isso, eu tive muita dificuldade em conseguir completar uma volta sem me espatifar no muro. Ao ligar as muitas assistências que o jogo traz (obrigado Milestone) pude domar minha Yamaha e conseguir competir em algumas provas. Claro, assim como qualquer jogo em que está carregado de assistências, ele pede um pouco a graça, mas é um bom primeiro passo para ver como o jogo funciona.

E essa minha experiência me levou a duas conclusões. A primeira, é impressionante o ótimo trabalho na parte de física do jogo. Era possível sentir a transferência de peso do seu personagem entre as curvas. É possível sentir as zembras, em especial se forem mais altas que acabam te desestabilizando. Aqui temos um belo trabalho focado na física da moto e é claro como é mais leve que um carro e uma decisão errada pode ser desastrosa.

Porém, por um lado nada positivo, eu não senti confiança na hora de fazer as curvas. A aderência que vem com um veículo de alta velocidade simplesmente não está presente e é possível sentir a moto perdendo a traseira. Independente da quantidade de assistências que estavam ligadas, eu raramente fiz uma curva bem feita e eu acabava fatalmente ou cortando a curva ou sendo jogado para fora.

Vale se animar para o jogo?

Se você gosta de motos e ainda mais simulação de motos, RIDE 4 promete ser um prato cheio para os fãs. É bom deixar bem claro que estamos falando de um simulador e não de um jogo arcade. Com isso ele tem uma curva de aprendizado grande e complexa.

As primeiras impressões foram extremamente positivas, mas a Milestone tem que corrigir essa sensação de grip durante as curvas. Simplesmente eu não senti a moto presa no asfalto ao fazer as curvas e isso é preocupante para um jogo do gênero.

Leonardo Coimbra

Mestre supremo do Ultima Ficha, não manda nem em seus próprios posts. Embora digam que é geração PS2, é gamer desde o Atari e até hoje chora pedindo um Sonic clássico e decente. Descobriu em FF7 sua paixão por RPG que dura até hoje. Eventualmente é administrador e marketeiro quando o chefe puxa sua orelha com os prazos.
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