Análise: Breakpoint – um arcade a moda antiga

Um Geometry Wars minimalista? Mais?!

Breakpoint é um jogo arcade, desses de buscar a maior pontuação, a moda antiga e minimalista. O jogo foi produzido pela desenvolvedora, de nome peculiar, Quantum Astrophysicists Guild e está disponível para PC e Nintendo Switch.

Gráficos, minimalismo e trilha

Breakpoint tem efeitos visuais todo em neon, estilo TRON, e modelos bem minimalistas. Tanto sua “nave” quanto os inimigos possuem formatos geométricos simples, onde cada formato possui um padrão diferente de ataque. Para você conseguir pontuações mais altas terá que decorar cada um desses padrões e aprender a se movimentar pelo limitado cenário. Uma pegada Geometry Wars, se você conhecer.

A trilha segue esse mesmo estilo meio Tech Noir, que se encaixa muito bem com o que acontece durante o jogo. Inclusive é possível diminuir os efeitos da música no jogo, assim como efeitos visuais e tremores de tela. Normalmente quem busca uma alta performance nos resultados não gosta dessas firulas.

Sempre em busca da maior pontuação

Assim como o saudoso Pinball do Windows, Breakpoint tem esse poder de desafiar você e seus amigos para ver quem é o maior pontuador no jogo. Já sabendo disso, o jogo possui um ranking simples de jogadores onde você sempre verá o seu ranking perante o resto do mundo. Apesar de não ser um jogo muito popular, neste momento eu pude me comparar com quase duas mil pessoas que já estão jogando o game – desde a primeira partida!

Será que tá bom para primeira run?

Jogabilidade de Breakpoint

Em Breakpoint você deve acertar os inimigos ao seu redor, com o que tiver em “mãos”, enquanto se movimenta rapidamente pelo mapa. Você poderá pegar novas armas como facas, espadas, lanças, machados e etc. Os inimigos irão dropar essas armas eventualmente e cada uma delas possui um padrão de ataque diferente com duas variações – uma para cada botão do mouse.

Com isso, a cada ataque encaixado e combado, você vai ganhando pontos até chegar ao ” Breakpoint “, um ponto de Quebra que faz seu ataque explodir e limpar os inimigos em área. Já dá pra ver quantas inimigos você terá na tela, não é mesmo?! Imagine um musou arcade do Tron… é bem por aí!

Conforme você sobrevive, novos inimigos vão aparecendo e com isso a complexidade aumenta e vai ficando cada vez mais difícil seguir no jogo. Saber a hora de trocar de arma é algo que só irá vir com o seu amadurecimento no jogo.

Breakpoint dá a você um número limitado de vidas, então não pense que você pode viver para sempre. Da mesma forma, não pense que morrer é algo sempre negativo: às vezes, uma morte na hora certa pode ser benéfica. Ser tocado por um inimigo provoca a perda de vidas e aumenta sua barra de Break, fazendo de você também uma arma. Já que morrer significa destruir todos os inimigos ao seu redor e respirar novamente.

Breakpoint – Conclusão

Breakpoint cumpre bem seu objetivo de ser um game simples, minimalista sem perder estilo e de alta competitividade por ranking. Mas para por aí. Não há muito para ver aqui: é uma experiência de arcade bem trabalhada e eficaz, mas pode ser “arcade demais” para algumas pessoas. Sua falta de profundidade pode ser desinteressante para quem não vê sentido em buscar melhores pontuações apenas para se sentir bem olhando para sua colocação.

Eu, como gosto do jogos desse estilo para dar uma quebrada na rotina, me diverti bastante com Breakpoint por alguns minutos por dia. Porém, senti falta de mais modos de jogo, escolher a arma para começar ou até mesmo desafios com um fim definido.

Essa análise segue nossas diretrizes internas. Clique aqui e confira nosso processo de avaliação.

Breakpoint

Visual, ambientação e gráficos - 8
Jogabilidade - 7.5
Diversão - 7
Áudio e trilha-sonora - 7

7.4

Bom

Breakpoint funciona bem como um arcade estiloso, simples de entender e minimalista. Que coloca o jogador para botar suas habilidades em prova. Porém, sua falta de profundidade e objetivo, pode afastar jogadores que não se sentem motivados por um ranking a moda antiga.

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Bruno Degering

Gamer há tanto tempo que usa consoles como referência cronológica para lembranças de sua vida. Amante de Mega Man, Resident Evil e Warcraft. Se gaba por ter zerado Battletoads aos 9 anos mas abandonou Bloodborne com 26.
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