Análise: Bakugan: Champions of Vestroia

Uma aventura de Bakugan nada emocionante.

Bakugan teve sua origem nos animes em 2007. Desde então, a franquia foi expandida para os brinquedos, filmes, livros e videogames. Na tentativa de lançar um jogo focado em uma audiência mais jovem, a Spin Master e WayForward desenvolveram o Champions of Vestroia exclusivamente para o Nintendo Switch. O game possui uma proposta de colocar os jogadores para colecionar monstros e habilidades para tornar-se o maior campeão do planeta.

Bakugan: Champions of Vestroia já está disponível para Nintendo Switch e uma cópia nos foi cedida pela produtora para fazer a análise. Infelizmente, o jogo não possui legendas em português.

O que é Bakugan: Champions of Vestroia?

O game começa com o jogador e seus amigos descobrindo um meteoro caído ao lado da escola. Após inspecionar o mesmo, somos concedidos a escolha de uma de cinco criaturas alienígenas, cada qual com uma tipagem diferente. Depois da seleção e algumas introduções ao universo do game, chegamos à primeira batalha.

Bakugan

O grande porém do game se encontra na simplicidade da maneira que as coisas acontecem. Contando com uma campanha de cerca de 8 horas, a mesma se arrasta por conta de um mundo vazio a se explorar. As missões se resumem a ir de um lado do outro do cenário, e por mais que os personagens desse mundo sejam carismático, não trazem muita profundidade à narrativa.

Os objetos do cenário também são pouco detalhados, apresentando uma ambientação bem cartunesca, mas nada substancial o suficiente para tornar o jogo bonito. Os mapas se assemelham com cidades padrão de jogos de celular, com construções low poly e genéricas.

Bakugan

A lenda do herói

Em relação ao combate, o mesmo mistura uma batalha por turnos com uma corrida para coletar recursos. O cenário da batalha apresenta uma grade em formatos hexagonais no campo, e a cada alguns segundos são ativados estes espaços. Os jogadores precisam caminhar até os mesmos para coletar energia, que é utilizada para ativar as habilidades dos monstros. Estas, são escolhidas pelos jogadores durante a construção de time, e podem incluir ataques, efeitos e cura.

Os personagens são divididos em cinco tipagens diferentes, sendo elas Pyrus, Aquos, Ventus, Darkus e Haos. Cada uma possui uma efetividade diferente, trazendo um sistema estratégico bastante familiar de RPGs. Devo destacar que, apesar de cada monstro possuir um tipo diferente, existem apenas dezesseis criaturas para serem colecionadas, alternando apenas a cor do mesmo para referir-se a outro tipo. Isso deve desanimar bastante os fãs da série, que estejam buscando colecionar os mais diversos personagens para criar seu time dos sonhos.

Ainda, como todos os monstros de um tipo podem aprender os mesmos ataques, torna-se desnecessária a busca por coletar todas as variantes. Vale ressaltar que os Bakugans podem evoluir, mas isso apenas serve para melhorar seus atributos. Então não espere que seu monstro receba alterações visuais nem nada.

Buscando uma identidade

Bakugan: Champions of Vestroia é um jogo com pouca substância em seus principais quesitos. O jogo conta com um combate extremamente lento e repetitivo, no qual os jogadores precisam correr de um lado para o outro para usar ataques cujas animações são simples e nada empolgantes. Somado a isso está um mundo vazio, com alguns personagens que o dirão frases genéricas e missões que consistem em buscar um objeto ou lutar contra alguém.

Bakugan

Para alguém que esteja buscando uma aventura mais infantil no Nintendo Switch, conseguirá encontrar diversas outras opções melhores no console. Ainda, os fãs da franquia devem se desanimar demais com a falta de conteúdo e substância presente no jogo.

Essa análise segue nossas diretrizes internas. Clique aqui e confira nosso processo de avaliação.

Bakugan: Champions of Vestoria

Visual, ambientação e gráficos - 6
Jogabilidade - 3.5
Diversão - 2.5
Áudio e trilha-sonora - 6.5
Variedade de monstros - 2

4.1

Muito fraco

Bakugan: Champions of Vestoria entrega uma aventura monótona, um combate complicado e fraco, poucas opções de monstro para colecionar e um mundo extremamente vazio. Com certeza existem muitas opções melhores no Nintendo Switch.

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Nicolas Togashi

Graduado em desenvolvimento de jogos e aficionado por essa mídia, perde mais tempo jogando do que efetivamente utilizando a graduação para alguma coisa. Ama RPGs, e se esforça para ser um bom aliado nos jogos online.
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