Preview: Ultimate Summer, uma surpresa com o tempo

Da desenvolvedora Polonesa Asmodev e da editora Ultimate Games S.A., surge Ultimate Summer, um game que mistura Tower Defense com Shooter e muita carnificina. Vamos a sua análise.

Está matéria foi feita usando um código cedido pela empresa, a qual agradecemos a parceria!

Aparentemente, o perfil da empresa são histórias insanas

Assim como Infernal Radiation (veja aqui nossa análise), a história é completamente doida. Alguns dos personagens, inclusive, se mostram presentes em ambos os games, a exemplo, o protagonista é a primeira vitima que você encontra no game anterior. E, falando nele, você jogará com um açougueiro chamado Marvim que decidiu se aposentar para virar poeta. Ao visitar uma Ilha chamada Zoo (adivinhem, Zoológico) ele se depara com um local vazio de animas e sendo invadido pelas forças do Céu, do Inferno, Purgatório, Cthulhu, Carnívoros e Aliens.

Apesar desse link, não cheguei a encontrar nenhuma referência ao game anterior até o momento dessa análise.

Com essa premissa aleatória, Marvim é convencido por um personagem chamado macaco – mas que não é um, de fato – a largar a aposentadoria para virar, novamente, um assassino (como você é visto por ter sido um açougueiro). Seu objetivo será defender uma máquina de lavar das intermináveis hordas de monstros. Logo a frente, tal máquina será revelada como sendo capaz de lavar os pecados das pessoas. Após esses eventos a história continua sem pé nem cabeça, e se desenvolve de forma tão aleatória que quase desisti de acompanhar e foquei só na ação.

Um cenário que convence, mas que peca nos detalhes

O gráfico do jogo é bem simples, mas honesto, o destaque fica para a aparência das criaturas que são bem diferentes e diversificadas. O que me incomodou bastante foram as animações duras e os efeitos especiais como sangue e destruição do ambiente. Os hits nos inimigos gera um espirro de sangue exagerado que faz você perder um pouco a visão e cada morte explode uma nuvem de tinta e o inimigo se torna apenas uma mancha de sangue no chão. Cada árvore, pedra, parede e etc, que você destrói, simplesmente some sem deixar nenhum vestígio para trás.

Apesar disso não senti desconforto ao passar um tempo jogando, ao contrário, existe uma certa satisfação, no final, em explodir e jorrar o sangue das diversas criaturas que esse jogo nos faz enfrentar, mesmo que isso nos atrapalhe um pouco.

O cenário é limitado e sombrio, até funciona bem dentro do contexto do game, colocando você no clima ao ser sempre noite com uma neblina cinza cobrindo tudo, mas também não é nada surpreendente.

Uma boa variedade de se livrar de monstros e demônios

O game é uma mescla de Tower Defense com Shooter onde você precisa coletar 4 recursos para comprar e evoluir suas armas ou armadilhas. Os mesmos são: pecado, madeira, ferro e pedra; o primeiro consegue-se matando os inimigos e os demais destruindo o cenário no melhor estilo Fortnite.

Além disso, o game possui os seguintes números:

  • 14 dias para sobreviver;
  • 30 inimigos diferentes;
  • 14 chefes;
  • 18 armadilhas, cada uma com 3 upgrades;
  • 9 armadas diferentes, cada uma com 3 upgrades.

Particularmente, achei bons números para um game indie. Vale ressaltar que o game se encontra em Early Access na Steam, ou seja, existe a possibilidade de mais conteúdo ser adicionado ao longo do seu desenvolvimento.

As armas possuem munição infinita, não havendo necessidade de comprar e nem mesmo de parar para recarregar, algumas armadilhas precisam ser recolocadas e atualizadas novamente cada vez que forem utilizadas, essa parte achei bem chatinha e perdi algumas vezes tentando levar a fase só na bala – talvez se elas tivessem um cooldown ao invés de você precisar rearmar, seria mais interessante.

Outro detalhe que frusta um pouco é que os inimigos não atacam, por mais que isso faça parte da premissa do game, é decepcionante ver demônios e criaturas iradas com garras e tamanhos gigantes andando em linha reta que nem zumbi tomando tiro até explodir, mas, como já disse, isso faz parte da premissa do jogo, do estilo Tower Defense, então não afeta a experiência geral.

Música que empolga e efeitos sonoros que convencem

Ultimate Summer possui efeitos e trilha sonora bem decentes, tendo como base uma música quase de elevador mudando para uma batida de metal eletrônico na hora da ação. Essa mudança funciona muito bem, fazendo com que você se empolgue na hora da ação.

As explosões e os tiros também são satisfatórios não possuindo nenhuma critica negativa da minha parte.

Conclusão

Ultimate Summer é um jogo peculiar e diferente dentro de tantas opções com formulas repetidas no mercado, confesso que o game não me convenceu no princípio, mas, ao longo da gameplay, fui começando a enxergar com outros olhos e acabei me divertindo. Se você gosta do gênero TD/Shooter, provavelmente o game não decepcionará, mas não espere se prender em uma história envolvente e profunda (pelo menos por enquanto), a graça aqui é atirar e explodir as variadas criaturas que o game oferece. Também não espere animações fluidas e bem feitas por agora, porém, no meio das explosões de sangue e pedaços de carne voando, isso consegue passar batido.

O jogo parece ter um bom futuro pela frente para os amantes do gênero e um preço que agradará a grande maioria! Ficaremos de olho para mais atualizações do jogo!

Ultimate Summer está disponível na plataforma Steam em Early Access desde o dia 15/01/20 por uma bagatela de R$ 8,69 (sem promoção); preço esse mais do que justo pela qualidade x diversão que o game oferece.

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