Preview: Black Skylands, navegando pelos céus

O jogo se encontra em acesso antecipado.

Desenvolvido pela Hungry Couch Games e distribuído por TinyBuild, Black Skylands traz uma divertida mistura de ação, crafting e sandbox em um mundo aberto com temática cyberpunk, aonde podemos navegar e batalhar pelos céus, será que essa mistura agradou? Vamos para o preview de Black Skylands!

O jogo entrou em Acesso Antecipado em 9 de julho na Steam, GOG e Epic Games E estará disponível também para PlayStation 4, Nintendo Switch, PC e Xbox One no lançamento. Apesar de alguns prints nossos estarem em inglês, o jogo possui legendas em PT-BR.

Realizamos este preview de Black Skylands no PC, com uma cópia do jogo cedida pela distribuidora, a qual agradecemos a parceria.

Navegando os céus em busca de salvação

A história de Black Skylands se passa em Aspya, encarnamos a protagonista Eva, filha de Richard, um provedor, que é uma classe que busca recursos e administra a Fathership, uma cidade montada em uma gigantesca aeronave. Em uma de suas viagens, seu pai descobre e captura um misterioso inimigo chamado de Enxame, um tipo de alienígena de outra dimensão, porém, ao demonstrá-lo para o conselho de sua cidade, seu amigo e líder do grupo Falcon sofre um acidente derivado de seu ataque e muda completamente de personalidade.

Se tornando frio e cruel, ele se revela um extremista em proteger a população, ao ponto de atacar a cidade e destruir a maior parte das construções, acreditando ser “pelo bem maior”.

O desenvolvimento dessa história me prendeu bastante, não apenas pela curiosidade em si, mas também pela visível mudança e evolução na personalidade das pessoas. Nossa personagem, agitada e aventureira, se torna mais séria diante dos eventos e das ameaças, o líder dos Falcons se torna frio e cruel. Tanto a história quanto essas mudanças, conseguem cativar e prender nossa atenção e, em alguns momentos, nos sentimos até tensos pelo que vai acontecer com os personagens, um sentimento que poucos jogos conseguem atingir. Esperamos que após o preview de Black Skylands, o jogo continue crescendo e aprimorando essa narrativa.

Um lindo céu pixelizado

Sempre que preciso analisar jogos com visual mais retro, fico atento ao carinho e aos detalhes empregados. Visto que é relativamente “fácil” criar algo que possui gráficos mais simples, acho justo que essa simplicidade seja compensada com carinho e atenção aos detalhes. Nesse ponto Black Skylands acerta, embora não chegue a ser nada surpreendente ou inovador.

Seu ponto forte está em suas animações, como, ao movimentarmos nosso navio pelos céus, seus balões se inclinarem e um “flap” se abrir para indicar a mudança de rumo, assim como o ser gigantesco e animado que, eventualmente, podemos ver a distância quando estamos navegando pelos céus. A imagem dos personagens, quando em conversa, também agrada bastante. Porém, no jogo em si senti um pouco de falta aos detalhes, um exemplo são as armas que, quando equipadas, possuem uma diferença mínima entre elas e no gancho que utilizamos o tempo todo e possui quase o tamanho do próprio personagem.

Esses detalhes não chegam a ser um problema e o game consegue, ainda assim, nos entregar uma experiência visual bem agradável.

Simples e relativamente difícil, de início

O game possui uma mecânica simples, mas que, no estilo aplicado, gera uma certa dificuldade. Embora seja adaptado para o controle – e, acredito, ser até recomendado a utilização do mesmo – encontrei mais facilidade ao utilizar o mouse e o teclado, isso porque, ao andarmos e atirarmos ao mesmo tempo, o mouse facilita, bastante, na mira.

Utilizando o teclado e mouse, temos, de comando, a movimentação clássica com WASD, tiro com o mouse esquerdo e gancho com o direito, F para atacar com sua pá, rolamento com o espaço, shift para correr, E para interagir com o mundo e o TAB, para abrir nosso inventário e mapa.

Embora tenha sentido uma certa dificuldade em atirar, correr e desviar, após um período relativamente curto consegui me adaptar ao jogo e até senti uma certa facilidade (embora ele ainda seja um pouco difícil).

Nosso objetivo, como já dito, é recuperar nossa cidade e encontrar um jeito de nos protegemos do enxame, para isso precisamos livrar as outras ilhas dos invasores, tornando-as seguras para aumentar nossa população. Conforme o numero de aldeões cresce, podemos equipar novas habilidades em nossa heroína. Precisamos defendê-las também, pois, de tempos em tempos, os invasores retornarão para tentar controlá-las novamente.

É necessário coletar e produzir recursos para construirmos coisas novas e evoluirmos a que já possuímos, esses recursos também servem para comprar novos equipamentos, armas, modificações e para nosso navio. Esse é outro ponto forte do jogo, que nos entrega uma variedade bastante interessante e garante horas de grind sem ser excessivo ao ponto de ficar enjoativo.

Músicas e efeitos agradáveis

A trilha sonora de Black Skylands varia de acordo com a situação, sendo um ritmo mais calmo na cidade, mais agitado no combate, e uma agradável trilha de “navegação” quando estamos a velejar pelos céus. Todas combinam bem com a temática e o ambiente utilizado, não chegando a ser nada épico ou inovador, mas que cumpre bem o seu papel. Pode-se dizer o mesmo dos efeitos sonoros, que se encaixam muito bem com as ações, somado a trilha sonora, entrega uma experiência de áudio bem agradável.

Pirataria e diversão

Black Skylands é uma excelente surpresa para quem gosta de pirataria e crafting – embora não sejamos, essencialmente, piratas no jogo. Possuindo personagens interessantes e uma história bem agradável, ele nos prende do inicio ao fim. Para se desenvolver precisamos grindar bastante, mas aqui, essa experiência não é maçante. Seu combate fluido assim como seu visual agradável, torna a experiência do game ainda melhor, garantindo horas e horas de jogatina sem enjoarmos.

Seria interessante, no futuro, contarmos com ainda mais conteúdos adicionais, como personalizações para a nave, armas e construções, dando mais personalidade e individualidade para o jogador. Os produtores prometeram o dobro de conteúdo em sua versão final, então podemos esperar um jogo bem completo na 1.0.

Você já pode participar do acesso antecipado do jogo pela Steam, por apenas R$ 37,99.

Bruno Degering

Gamer há tanto tempo que usa consoles como referência cronológica para lembranças de sua vida. Amante de Mega Man, Resident Evil e Warcraft. Se gaba por ter zerado Battletoads aos 9 anos mas abandonou Bloodborne com 26.
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