Far Cry 6: Primeiras impressões do gameplay

Nós tivemos o grande privilégio de jogar Far Cry 6 e eu tenho muito para compartilhar com vocês. Já estamos na expectativa do jogo há bastante tempo, desde que ele foi anunciado no ano passado, e mal víamos a hora de poder testá-lo para trazer essas impressões para vocês. A Ubisoft nos deixou jogar mais ou menos 4:30h da história inicial do jogo, e já deu para termos uma boa ideia do tamanho do mapa, das missões, da história e todo o gameplay do jogo em si. Então se você quer saber mais sobre o jogo, confira abaixo a nossa análise antecipada com as primeiras impressões sobre o gameplay de Far Cry 6.

Confira abaixo o vídeo com as primeiras impressões do Gameplay de Far Cry 6:

A história de Far Cry 6

A história de Far Cry 6 se passa na ilha de Yara, um paraíso tropical com lindas praias e florestas comandado pelo ditador Antón Castillo, que é interpretado pelo excelente Giancarlo Esposito, conhecido pelo papel de Gus Fring em Breaking Bad. Assim que comecei o meu gameplay com Dani, a minha personagem de escolha, fui colocado na trama do jogo e pude ver como o ditador controla a ilha com pulso de ferro de forma cruel e fria. 

Não posso comentar muito aqui sobre as missões iniciais do jogo, até para não dar spoilers, mas o enredo geral foi resumido muito bem pelo último trailer que a Ubisoft mostrou do jogo. Antón teria descoberto um novo tratamento revolucionário para o câncer através da substância Viviro, que seria proveniente do tabaco de Yara. O ditador, então, espalha diversas fazendas pela ilha com o intuito de exportar o produto globalmente e tornar Yara um lugar próspero e paradisíaco da sua própria maneira. Cabe à guerrilha se opor à vontade de Antón para resgatar a liberdade da população de Yara, que foi escravizada para trabalhar nos campos de Viviro.

Os personagens e a ambientação de Far Cry 6


Ao longo da jogatina, somos apresentados a outros personagens e NPC’s que lutam ao nosso lado na guerrilha contra as forças de Antón. Alguns dos membros do grupo são Clara Garcia, a líder do grupo na Isla Santuário, e Juan Cortez, um engenheiro sorrateiro que consegue construir todo tipo de equipamento e arma. Todos os personagens que eu encontrei nessas horas iniciais do jogo tinham uma personalidade cativante e contavam com uma dublagem excelente em inglês e, conforme pudemos ver no trailer de história do jogo, vão contar com uma dublagem em português de primeira linha também. À medida que fui fazendo as primeiras missões da Isla Santuário, fui conhecendo um pouco sobre o passado dos personagens e do local, que é recheado de praias, vilas e florestas. 

A série é mestre em trazer ambientações de guerrilha e selva há bastante tempo, mas a impressão que eu tive jogando esse início do jogo é que as equipes da Ubisoft Montreal e Toronto elevaram ainda mais esse conceito. Os cenários estão muito mais densos do que nos últimos jogos, com muita vegetação e muito mais coisas para se fazer do que o normal. Yara é simplesmente gigante, e mesmo jogando só o início do jogo já deu para perceber que Far Cry 6 tem um dos maiores mapas que eu já vi em um jogo de mundo aberto. Dá para passar bastante tempo explorando cada local de Yara, que vai contar com ambientações e desafios próprios. 

O gameplay de Far Cry 6

Far Cry 6 tem uma mecânica de tiro em primeira pessoa muito parecida com os jogos anteriores, com uma gama de armas bem variadas, além de melhorias e equipamentos. Há também Supremos, que são habilidades especiais que recarregam conforme inimigos são eliminados, e os Parças, animais que te acompanham na batalha e te ajudam de maneiras diversas. Ambos podem ser utilizados de muitas maneiras, possibilitando aproximações diferentes tanto no stealth quanto no tiroteio. 

Por exemplo, logo nesse início, eu obtive a acesso a Guapo, um crocodilo que atacava inimigos ao meu comando e aguentava tomar uma boa quantidade de tiros. Eu achei bem interessante usá-lo para atacar guardas enquanto eu focava nos objetivos ou nos inimigos no caminho. Com relação ao Supremo, eu desbloqueei o Exterminador, que lança uma chuva de mísseis, granadas e outras armas nos inimigos. Essa mecânica funciona basicamente como um Ultimate que pode ser usado em momentos de sufoco, ou estrategicamente ao jogar de forma cooperativa com outros jogadores.

Veja abaixo o vídeo com gameplay de stealth e combate de Far Cry 6:

O modo cooperativo e gráficos de Far Cry 6

Tive a oportunidade de jogar brevemente também o modo cooperativo do jogo, que é desbloqueado quando se chega a um capítulo específico da história. Aqui, temos basicamente o mesmo dos últimos jogos, ou seja, é possível fazer missões com amigos ou invadir bases inimigas usando todas as armas, veículos, parças e supremos. O elemento cooperativo de Far Cry é sempre bastante divertido, e aqui não foi diferente.

Com relação aos gráficos e toda a ambientação do jogo, Far Cry 6 é o mais bonito da série até o momento, com cenários e florestas incrivelmente densos. A iluminação dinâmica do jogo também é muito bem feita, e proporciona lindas vistas e cenários nos litorais e montanhas de Yara. Há detalhes em todos os locais do mapa por onde passei, e as vilas, florestas e acampamentos demonstram toda a exuberância da ilha comandada por Antón Castillo. Contudo, eu aproveito para fazer uma observação: Estamos falando de um jogo multiplataforma e multigeração, então espere algo bonito, mas não exatamente com uma cara de nova geração.  

Conclusão

Para resumir o gameplay que eu tive de Far Cry 6, eu pude perceber que a Ubisoft tentou se ater às origens da série o máximo possível, tanto na ambientação, quanto na história e no gameplay. As primeiras horas do jogo me mantiveram bastante cativado, e até o momento tudo que eu pude jogar foi bastante positivo. Os fãs da série vão ficar bastante felizes de saber que o jogo não foge muito da proposta dos Far Cry, então não há muitas surpresas do que você vai encontrar caso compre o jogo. A cereja no bolo é a presença de Giancarlo Esposito, que dá um show de interpretação em todas as cenas de Antón Castillo. É difícil dizer isso sem jogar o jogo por completo, mas o vilão tem potencial de superar Vaas Montenegro, Pagan Min ou Joseph Seed como um dos melhores da série. Nos acompanhem na nossa análise assim que o jogo for lançado para saber se o potencial do vilão vai ser atingido por completo.

Bernardo Cortez

Formado em Relações Internacionais, Bernardo aproveitou o dom de escrever para algo útil. Músico, viajante, cronista e amante de qualquer coisa que seja relacionada a jogos, seu sonho é ser jornalista na área. Tem um carinho especial por jogos que tragam o melhor de todas as formas de arte que os englobam.
Botão Voltar ao topo