Análise: Agatha Christie – Hercule Poirot : The First Cases

Agatha Christie – Hercule Poirot : The First Cases foi desenvolvido pela Blazing Griffin e distribuído pela Microids, e conta a história dos primeiros casos de Hercule Poirot, um grande investigador em que a escritora Agatha Christie deu vida nos seus livros e poderão conferir tudo sobre o jogo em nossa análise. E, antes de tudo, a sensação de estarmos em um livro é muito real e é uma experiência única.

Esta análise de Agatha Christie – Hercule Poirot : The First Cases foi possível graças a um código cedido pela produtora a qual agradecemos pela confiança e parceria.

Sobre Agatha Christie – Hercule Poirot : The First Cases

A princípio, somos apresentados ao investigador Hercule Poirot, só que ainda nos seus tempos de policial de rua.

Logo depois, você percebe que o jogo começa bem lento. E não melhora depois, porém, descobre-se que esse é realmente o ritmo do jogo. Em tempos que estamos com jogos de aventura frenética e com muita coisa acontecendo na tela, encontrar um jogo mais cadenciado é bem diferente. Isso meio que torna o jogo de nicho, pois não são todos que gostem de um jogo mais “paradão”. Porém confie: é muito divertido. Para entender melhor, fiz um vídeo de gameplay do jogo:

E é assim o jogo em geral: você andará por vários cenários, procurará pistas, conversará com vários NPCs (várias vezes), fará conexões com pistas. E, após tudo isso, resolverá o caso.

Para entender melhor o jogo, pense que você, o detetive Poirot, está dando os seus primeiros passos na polícia, porém vê que os seus talentos e deduções estão mais voltadas para a solução de crimes do que estabelecer a paz e a ordem da sociedade. E, como todo mundo começa de algum lugar, o jogo se trata justamente do início da carreira de Hercule Poirot, o grande investigador em que Agatha Christie dá vida com excelência.

Ou seja, como informado, o jogo tem um foco investigativo. O tempo todo que eu joguei eu me senti jogando um jogo de tabuleiro (ao estilo Detetive ou Scotland Yard), mas com a liberdade de um jogo de video game. Iremos detalhar isso melhor no tópico abaixo:

Jogabilidade

Como citado, o gameplay do jogo é meio “paradão”. Controlando Poirot, você poderá andar, buscar pistas, interrogar as pessoas, criar mapas mentais (onde você fará as conexões das pistas encontradas) e tirar conclusões. Ou seja, nada de correr, bater, pular, atirar, esconder, curar, etc… Geralmente isso já é motivo para desanimar muitos dos jogadores de prosseguir, mas vai por mim: não deixe isso te afastar desse jogo.

Tem um botão para ação, para interagir com os elementos do jogo (pessoas, pistas, objetos, etc). Isso é maravilhoso, pois simplifica o gameplay e agiliza demais as buscas. Como os itens são bem visíveis, você não precisa esmagar botões loucamente para procurar pistas. Existe um outro botão para acessar o mapa mental do caso e outro para ver o perfil das pessoas investigadas e as conclusões que Poirot conseguiu fazer, ao analisar as pistas. E, para finalizar, os botões de gatilho servem para dar Zoom In e Zoom Out nas cenas.

O destaque a parte do jogo é o mapa mental. É nessa tela que iremos deduzir e solucionar o caso. Assim que conseguimos uma nova pista, o ícone de mapa mental terá uma exclamação, para te chamar a atenção (vide a imagem acima). Conforme o caso vai avançando, Poirot vai criando novos mapas mentais, que vai te ajudando a organizar as pistas. Com isso, basta selecionar o mapa mental que quer ver e todas as pistas que Poirot conseguiu mapear e interligar serão exibidas. Com uma certa quantidade de pistas, você poderá fazer uma ligação para gerar uma nova conclusão. E não se preocupe se você errar : o jogo irá lhe alertar que as pistas não combinam e você poderá tentar de novo, até acertar a ligação correta.

No vídeo que postei acima, mostra isso bem detalhado. Não deixe de ver!

Gráficos

Na minha opinião, eu achei os gráficos satisfatórios: nem são tão excelentes a ponto de encher os olhos e nem são tão feios a ponto de condenar o jogo. O jogo tem visão isométrica, ou seja, você sempre verá o cenário de um posicionamento de câmera fixa, não sendo possível rotacionar o cenário. Eu achei bem interessante essa decisão de câmera, pois assim podemos focar no principal do jogo: buscar as pistas e interagir com objetos.

Porém eu senti que os cenários não são bem iluminados, deixando essa parte mais para a imagem do cenário e variações de cores, para reproduzir esse efeito de iluminação. E nem podemos colocar a justificativa do uso da câmera isométrica, pois temos vários jogos que utilizam essa câmera e tem uma iluminação fantástica (vide Diablo 2, incluindo o remaster dele). Porém, nos cenários que são abertos, tem um trabalho maravilhoso de sombras do objeto, incluindo os objetos em movimento. Um exemplo é o movimento das folhas em que as sombras acompanham os movimentos.

As cores utilizadas nos cenários são bem satisfatórias. Você pode reparar que sempre passa a ideia de que a história se passa em um passado não tão distante, mas nem tão contemporâneo. Isso é muito legal! Eu até tive a sensação de estar “lendo um livro” ao mesmo tempo que estava jogando.

Sons e efeitos sonoros

Eu gostei demais dos sons ambientes que o jogo propõe. E utilizando fones de ouvido, a imersão ambiental fica maior e melhor! O uso das músicas clássicas no jogo não te deixam cansar com o ritmo do jogo mais cadenciado do jogo (para não falar lento). Os efeitos sonoros, quando foram necessários, foram bem medianos. Nada de destaque entre as interações sonoras, porém tem uma suavização, para não deixar o jogo pesado e sonolento (ou irritante).

Dica rápida: pegue a playlist do jogo, coloque no seu aplicativo de músicas preferido e quando estiver de boa, lendo um livro, tomando o seu Nescau quente, escute as músicas do jogo. Você não vai se arrepender.

Considerações finais

Não deixe o início lento do jogo te desanimar a jogar. Sei que jogos de cunho investigativo são bem incomuns nos dias de hoje, mas aqui temos um ótimo jogo. Quando eu comecei a jogar, para fazer essa análise de Agatha Christie – Hercule Poirot : The First Cases, eu gastei umas 5 horas, só para passar do tutorial e nem senti o tempo passando. As sensações que eu tive ao jogar foram bem variadas, mas todas elas são bem positivas. Tirando os gráficos que, para mim, são bem medianos, o jogo tem o seu charme e vale a pena jogar.

Quero só destacar a maior das sensações que eu tive foi que senti que estava jogando um jogo de tabuleiro usando meu Xbox (acho que já falei isso, né?). E isso para mim é fantástico, pois adoro jogos de tabuleiro e, como eu vivo longe dos meus amigos, conseguir jogar um jogo de tabuleiro de forma solo foi sensacional. Outra coisa que me lembrou e muito é que durante a jogatina, os jogos da Carmen Sandiego, do Mega Drive, sempre apareciam na minha mente. Acho que assim que finalizar esse jogo, terei que rejogar alguns jogos…

E, antes de finalizar a análise, deixo aqui mais uma dica: se você estiver confuso quando for realizar uma ligação entre as pistas, dê uma lida nas pistas novas que abriu e veja com o que pode interagir. Ou então tente ligar todas as pontas com as outras, pois se você fizer uma ligação errada, o jogo não deixa você tentar a mesma ligação novamente.

O jogo está disponível para Playstation 4, Playstation 5, Xbox One, Xbox Series X|S, PC (via Steam) e Nintendo Switch e conta com legendas em PT-BR!

Essa análise segue nossas diretrizes internas. Clique aqui e confira nosso processo de avaliação.

Agatha Christie - Hercule Poirot : The First Cases

Visual, ambientação e gráficos - 7.5
Jogabilidade - 7
Diversão - 8.5
Áudio e trilha-sonora - 9

8

Ótimo

Um jogo que aparenta ser bem simples, porém é bem desafiador e em certas partes complexo. De modo geral, foi uma grata surpresa que tive e a diversão para mim foi além do esperado. Dê uma chance para o jogo e você verá a maravilhosa e grandiosa aventura que o jogo tem para lhe oferecer.

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Eder DZR13

Um rapaz descontraído, engraçado, esperto e dinâmico. Esse cara não sou eu, mas eu amo jogar e viver no mundo gamer. Ainda procurando os dias de glórias porque de tanta luta, eu acho que serei a próxima DLC de Street Fighter. Detentor da 5ª Esmeralda do Caos e 3 vezes campeão da liga de Brawlhalla do condomínio. E ontem eu acertei a tela branca do Akuma.
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