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Análise: Wirewalk é retrô até demais, mas pode agradar

Nostalgia no talo!

Desenvolvido e publicado pelos debugChicken e daniserranu, ambos nacionais, chegou agora, em setembro o game Wirewalk, um game indie que traz a nostalgia do nosso queridíssimo gameboy com a jogabilidade do clássico Zelda.

Será que esse flashback vai agradar? Confira em nossa análise de Wirewalk!

A análise de Wirewalk foi possível graças a um código cedido pela produtora. O game encontra-se completamente legendado em PT-BR e pode ser adquirido para PC via Steam.

A louca e divertida história de Wirewalk em sua Análise

Em Wirewalk controlamos Rada, uma programadora que gosta de baseball, patinar e ir ao bar. No futuro de mais ou menos 2060 – segundo seus desenvolvedores – a realidade virtual e a internet estão ainda mais avançados. Um vírus surge e ameaça todos os sistemas digitais, virando a cidade de cabeça para baixo. Utilizando um dispositivo inventado por ela mesma, Rada é capaz de entrar nesses sistemas infectados e combatê-los em um tipo de realidade virtual.

Essa história ficou bem insana, mas muito divertida, principalmente com os diálogos e personagens que encontramos ao longo da trama. O fato do game ser desenvolvido por tupiniquins fica claro nesses diálogos, com gírias e termos divertidos e que só vemos por aqui.

O visual retrô de Wirewalk é nostálgico – Análise

Visualmente, Wirewalk não esconde o que quer ser, um jogo retrô com visual clássico de um gameboy. Honestamente, eu o achei datado até demais, porém, muito nostálgico. O game possui uma câmera top-down em 2D com uma palheta de apenas 3 cores, podemos trocar essa palheta nas opções e, ao longo da jogatina, podemos encontrar outras também, o que dá uma certa “diversificada” no visual, mas que, no final, não muda nada drasticamente.

Honestamente falando, esse visual só vai conseguir agradar aos mais antigos. No meu caso, foi divertido e nostálgico jogar um game com essa temática, porém percebi que esse visual está muito datado e, rapidamente, o achei enjoativo.

Jogatina das antigas

O estilo de gameplay de Wirewalk lembra bastante o dos Zeldas clássicos, com a câmera por cima, possui dois botões de ação onde equipamos uma arma ou ferramenta em cada e botões de movimento. Mais uma vez a referência aos jogos antigos de gameboy ficou bem clara. Avançamos pela cidade encontrando pessoas que precisam de ajuda com os seus equipamentos e cada uma se transforma em uma missão na qual entramos em sua rede e precisamos enfrentar uma série de inimigos e puzzles até chegarmos no seu chefão.

Aqui consegui encontrar uma variação de cenário, inimigo e desafios interessantes. O cenário das fases muda de acordo com o que estamos “ajudando” a enfrentar. Como, por exemplo, ao acessarmos a AI de nosso cachorro, os inimigos são gatos e o mundo possui temática canina, ou em um mundo relacionado – aparentemente – a criptomoedas, encontramos em um cenário de uma mina, com inimigos como toupeiras e puzzles relacionados a carrinhos de minas. Essas fases também disponibilizam novas armas e equipamentos que servirão para avançarmos nas missões, algo bem clássico de jogos desse gênero.

Trilha sonora de Wirewalk gruda, e muito…

Como já mencionado anteriormente, Wirewalk não nega a sua proposta de ser um game estilo retrô em momento algum, e isso fica claro, também, em sua trilha sonora. Com um áudio clássico da época referenciada, as músicas e os efeitos sonoros – somados ao seu visual – me fez sentir como se tivesse religado meu gameboy de uns 30 anos atrás e matado a saudade de algum jogo das antigas. Porém, assim como disse em seu visual, percebi que tudo isso ficou muito datado, se tornando rapidamente repetitivo e enjoativo. Isso não significa que está ruim, apenas que, particularmente, algumas coisas do passado não envelheceram muito bem. Novamente digo, vai agradar aos mais nostálgicos

Recomendado para os nostálgicos

Walkwire não é para qualquer um e não digo isso por ser um jogo difícil ou único, digo por ser um jogo que flerta com um visual e tema que para nós das antigas podemos achar graça e nostalgia, mas que tem chances bem menores de agradar um público mais novo. Seus personagens são divertidos e sua história carismática, e isso, somado ao sua jogabilidade desafiante mas não muito difícil, pode agradar bastante aos jogadores mais casuais.

Confesso que, mesmo sendo assíduo defensor da nostalgia, senti que o estilo realmente se encontra datado. Achei seu visual e seu áudio simplista até demais, mas que se encaixaram muito na proposta do game. Se você for fã nostálgico ou um jovem curioso, talvez o game te agrade, mas se não se enquadrar em nenhum dos dois casos, possivelmente se decepcionará.

Essa análise segue nossas diretrizes internas. Clique aqui e confira nosso processo de avaliação.

Wirewalk

Visual, ambientação e gráficos - 5
Jogabilidade - 7
Diversão - 7
Áudio e trilha-sonora - 5

6

Mediano

Se você for fã nostálgico ou um jovem curioso, talvez o game te agrade, mas se não se enquadrar em nenhum dos dois casos, possivelmente se decepcionará.

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Guilherme Segal

Apaixonado por games desde o Atari. Curte tanto PC que possui quase 800 jogos na Steam. Mas ainda acha que os games de hoje em dia não possuem o mesmo charme dos antigos, motivo pelo qual ainda joga Heroes of Might and Magic 2 até hoje.

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