Análise: Horror Story: Hallowseed, sobrevivendo ao terror

Apresentando o tipo de terror que deixa até os mais corajosos apreensivos: psicológico

Desenvolvido por Jeff Winner e publicado pela 1C Entertainment, Horror Story: Hallowseed é um jogo de terror psicológico com foco narrativo que promete deixar até careca de cabelo em pé! Será que vai conseguir? Venha conferir em nossa análise de Horror Story: Hallowseed.

Essa análise de Horror Story: Hallowseed foi feita graças a um código cedido por sua produtora. O game está disponível para PC via Steam, Epic Store e GOG e conta com legendas em PT-BR.

O que está acontecendo na cidade de Hallowseed?

A princípio, a história de Hallowseed pode parecer algo muito simples, mas que rapidamente se torna intrigante e curiosa. O game tem como tema a possessão, embora isso apenas nos seja revelado diretamente mais do meio para o final do game, os produtores já mencionaram isso antes que o mesmo nos seja apresentado diretamente.

Começamos a história com uma tela preta enquanto ouvimos um grupo de três amigos, Anna, Michael e Jay, acampados no meio de uma floresta na cidade fictícia de Hallowseed, contando histórias de terror uns para os outros. Em um momento, Michael, nosso protagonista, começa a contar a sua história que envolve a cidade onde eles estão e Anna, que já estava assustada, se demonstra mais assustada ainda com a escolha da história. Após contar uma pequena introdução, Michael começa a gemer e urrar enquanto Anna grita assustada e a cena acaba com o logo do game surgindo na tela.

Após isso, nosso personagem acorda em uma mina abandonada sem memória de como foi parar ali e sem nenhum dos seus amigos por perto, chegando a achar que bebeu demais. Sem dar muitos spoilers, logo nos encontramos em uma floresta à procura de nossos amigos quando coisas sinistras começam a acontecer. Após uma breve exploração, chegamos a uma casa abandonada, e a parte principal da história vai começando a se revelar.

Em suma, o game conseguiu me prender bastante, principalmente pela curiosidade. Afinal, o que aconteceu? Onde estão nossos amigos? O que está acontecendo nesse local macabro? Apenas explorando e avançando no game, conseguiremos essas respostas.

O cenário assustador – e limitado – de Horror Story: Hallowseed

Poderia dividir o visual de Horror Story: Hallowseed em três localizações diferentes: uma mina abandonada que passamos por um período muito curto, uma floresta sombria que passamos um pouco mais de tempo e uma casa sinistra, aonde o core do game se desenrola.

Todos esses ambientes são bem feitos e bem elaborados, conseguindo entregar algo digno e “imersivo”. Coloco a palavra imersivo entre aspas, pois apesar do visual bonito e assustador, a exploração é muito limitada, principalmente na floresta em si. Essa é composta de trilhas fixas que nos proíbe de ir para um lado ou para outro com micro galhos e paredes invisíveis, o que é um pouco frustrante, principalmente para os jogos atuais, que procuram entregar mundos mais abertos e interativos.

Apesar disso, o gráfico do game não deixa nem um pouco a desejar, possuindo uma ambientação que demonstra muito bem a sua proposta. Principalmente se considerarmos que ele não se passa no meio da madrugada, mas sim no início do anoitecer, o que faz com que o ambiente não seja muito escuro, mas ainda assim seja muito macabro.

Jogabilidade simples e assustadora

Acima de tudo, Horror Story: Hallowseed é focado em história e exploração, ou seja, ele possui uma jogabilidade bem simples com controles para movimentação, corrida, interação, se abaixar e ligar lanterna. Seu tema de terror é mais focado no psicológico do que nos jumpscares. Claro, eles estão logo ali, esperando para nos tirar alguns anos de vida, mas apenas a expectativa de encontrá-los já consegue fazer bem seu papel.

Ainda assim, o game possui altos e baixos em sua jogabilidade. Por um lado, a exploração e a tensão que sua atmosfera causa são muito bons e nos deixam bem imersos em sua história. Porém, por outro lado, sua jogabilidade é muito limitada, possuindo poucos puzzles e explorações sendo até, em alguns momentos, bem maçante. Principalmente no início, onde possuímos uma floresta enorme para explorar, mas que é limitada por paredes invisíveis e aglomerados de mini galhos que nos impede de passar por passagens claramente abertas.

Do mesmo modo, a maior parte do game se passa em uma fazendo com poucos cômodos e locais explorados, se alongando em pequenas idas e voltas com alterações assustadoras pelo caminho. Como resultado, o game se tornou por diversas vezes um pouco monótono e repetitivo, me tirando, até mesmo, do foco do terror, mas que mesmo assim não deixou de me deixar curioso e seguir em frente.

O áudio de Horror Story: Hallowseed é de arrepiar

Um dos grandes destaques de Horror Story: Hallowseed está em seu áudio. O game possui uma trilha baixa, suave e sinistra, que já deixa sua exploração naturalmente tensa. Somado a isso os sons de florestas, galhos quebrando, corvos, em sua parte externa, e os sonos de madeira rangendo, portas batendo e sons suspeitos, em suas partes internas, se somam perfeitamente para criar uma experiência assustadora. Não é necessário comentar que esse áudio junto de alguns momentos de terror e de jumpscare foi uma soma realmente assustadora.

Mas vale comentar que além da parte feita para nos assustar, o game também possui atenção a alguns detalhes que vale destaque. O som do seu celular vibrando em alguns momentos é bem preciso e chegou a me fazer conferir uma ou duas vezes se não era o meu real tocando. Da mesma forma, os sons de passos acompanham a superfície que estamos, com o barulho de terra e galhos sendo pisados se alterando para o barulho de água ao passarmos por uma poça. Detalhes esses que me cativam bastante, único detalhe que não me agradou tanto – mas considero isso mais pessoal do que uma falha do game – é o som de estática que o celular emite ao nos aproximarmos de certos objetos, um som que seria muito mais característico de um rádio ou televisão.

Conclusão da Análise de Horror Story: Hallowseed

Antes de mais nada, devo afirmar duas coisas: primeiro, sou mega fã de jogos e filmes de terror e, segundo, sou um cagão de marca maior. Costumo brincar dizendo o quão bom um game desse gênero é em quão rápido são minhas partidas, ou seja, quão rápido eu desisto da partida devido ao cagaço. De acordo com isso, Hallowseed consegue entregar algo bom sim, sua história sinistra gera uma curiosidade que move a gente para a frente, enquanto sua atmosfera e áudios arrepiantes, nos faz querer voltar atrás. Apesar disso, sua jogabilidade poderia ser mais atrativa, com mais ambientes e áreas abertas a serem exploradas e até mesmo nos entregar mais itens e mapas procedurais, de modo que um replay seja atrativo.

Por fim, Hallowseed é um game bom e que vai conseguir dar bons sustos e momentos de tensão, mas que não possui nenhum fator de replay e nem muitas horas de jogatina, sendo melhor visto como um bom “filme interativo” de terror do que um game em si.

Essa análise de Horror Story: Hallowseed segue nossas diretrizes internas. Clique aqui e confira nosso processo de avaliação.

Horror Story: Hallowseed

Visual, ambientação e gráficos - 7
Jogabilidade - 6
Diversão - 8
Áudio e trilha-sonora - 8

7.3

Bom

Um bom game de terror psicológico com algumas limitações mas que vai conseguir deixar até mesmo os mais corajosos bem tensos.

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Guilherme Segal

Apaixonado por games desde o Atari. Curte tanto PC que possui quase 800 jogos na Steam. Mas ainda acha que os games de hoje em dia não possuem o mesmo charme dos antigos, motivo pelo qual ainda joga Heroes of Might and Magic 2 até hoje.
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