Análise: Serious Sam – Siberian Mayhem é divertido e louco

Confira abaixo a nossa análise de Serious Sam: Siberian Mayhem

O retorno de Sam Stone

Serious Sam: Siberian Mayhem foi anunciado há algumas semanas como uma expansão standalone de Serious Sam 4, mais recente jogo da clássica série mais escrachada da história dos FPS. Nessa nova iteração, nós jogamos novamente com o Sam Stone, que luta contra Notorious Mental enfrentando criaturas bizarras, bestas e inimigos muito loucos. Dessa vez, jogamos na Rússia numa missão para alcançar o traiçoeiro General Brand, que usa todos os recursos possíveis para tentar atrapalhar a nossa vida.

Pelo fato de que o jogo foi desenvolvido pela Croteam, empresa responsável pela série desde a década de 90, temos um Serious Sam na mesma linha de sempre, sem tirar nem botar. Basicamente, vamos avançando pelos diferentes capítulos e mapas do jogo enfrentando hordas de inimigos, desde os clássicos kamikazes sem cabeça até gigantes que soltam laser. Toda a temática louca da série está presente e eu, que joguei o primeiro jogo há muito tempo, consegui sentir a essência da série de volta já no início da jogatina.

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Um gameplay clássico e divertido

Para quem não conhece, o combate de Serious Sam é completamente arcade e frenético, prezando totalmente pela diversão e pelo desafio. Siberian Mayhem, como já era esperado, é muito divertido, e as poucas horas de gameplay que o jogo oferece trazem cenários bastante diversificados, um level design bem elaborado e missões opcionais que permitem uma maior exploração dos cenários. Em alguns jogos da série no passado, eu achei que os desenvolvedores perderam um pouco a mão com relação à dificuldade do jogo. Entretanto, Siberian Mayhem traz o nível certo de desafio, fazendo com que o jogador tenha que se movimentar a todo momento, além de alternar entre as diferentes armas e habilidades, que vão sendo desbloqueadas ao longo da campanha. Apesar de eu não ter testado, já que joguei o jogo antes do lançamento, também é possível jogar a campanha no modo multiplayer, e eu imagino que seja muito divertido se juntar a um amigo e destruir hordas de inimigos sem pensar muito.

Gráficos e customização

Com relação aos gráficos, Serious Sam Siberian Mayhem não traz grande avanços e segue a mesma linha de Serious Sam 4, que já tinha um visual um tanto quanto simples. Essa escolha dos desenvolvedores segue em linha com os jogos anteriores da série, que prezavam quase que unicamente no desempenho, para colocar dezenas de inimigos na tela ao mesmo tempo sem que os computadores ficassem muito lentos. Agora, com relação à performance, eu tenho algumas considerações para fazer.

Bem, primeiramente, o jogo traz um nível de customização bastante interessante, permitindo mudar diversos elementos do gameplay e do HUD. É possível mudar o campo de visão, a câmera para terceira ou primeira pessoa e até o uso da CPU e da GPU do computador. Todavia, há um pequeno problema que eu preciso compartilhar com vocês. Até essa versão pré-lançamento do jogo, o uso da CPU estava bastante errático. O jogo me parece estar bem pouco otimizado, e acaba utilizando demais o processador. Eu entendo que o jogo tenha que calcular a física dos múltiplos inimigos que surgem na tela, mas o problema é quando temos um pulo drástico na taxa de frames em momentos em que nada está acontecendo.

Eu achei que o problema estava no meu notebook Lenovo Y540 com uma RTX 2060 e um processador I7 9750H, inclusive, que poderia estar tendo problemas de throttling, mas fizemos o teste também em um Dell G15 e tivemos um resultado parecido. Mesmo fazendo diversos ajustes na voltagem do processador, o jogo teve uma performance sub-ótima no geral, tendo quedas de FPS consideráveis nos momentos de ação intensa. Além disso, há um bug no streaming de texturas que faz com diversas texturas fiquem surgindo e sumindo do nada. Vamos aguardar o patch de lançamento para fazer mais testes, mas até o momento, há espaço para melhorias.

Conclusão – Análise – Serious Sam: Siberian Mayhem

Geralmente fazemos benchmarks para jogos de PC, mas dessa vez, achamos melhor não fazer visto que os resultados estavam inconstantes dependendo de cada área do jogo. Caso você tenha um processador mais antigo, já fica o aviso de que você terá problemas em rodar Siberian Mayhem. Também achei bastante curioso que o jogo não tenha opções gráficas mais granulares, como opções de sombra, reflexos e iluminação. Estamos limitados a poucos sliders e, considerando o inesperado uso da CPU durante o gameplay, seria importante que isso fosse implementado.

Para concluir essa análise, Serious Sam: Siberian Mayhem tem seus pequenos problemas de performance, mas consegue trazer uma experiência digna da série mesmo assim. A diversão é garantida, com um gameplay extremamente rápido e preciso em todos os mapas. Fica o disclaimer para que vocês verifiquem a performance do jogo no processador de vocês antes de comprá-lo para evitar surpresas.

Bernardo Cortez

Formado em Relações Internacionais, Bernardo aproveitou o dom de escrever para algo útil. Músico, viajante, cronista e amante de qualquer coisa que seja relacionada a jogos, seu sonho é ser jornalista na área. Tem um carinho especial por jogos que tragam o melhor de todas as formas de arte que os englobam.
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