Análise: Floppy Knights é uma diversão simples

Não é um dos mais originais, mas é bem divertido.

Você aí, que está sem ideias, apenas passando pelas páginas da Steam e avançando na seta do “Próximo da Lista” no link Descobertas? Venho aqui lhe trazer uma simples solução bem interessante para isso, e se chama Floppy Knights. Mas fique aí com a gente até o fim da análise, para saber se realmente vale a pena dar uma chance. E aproveite e veja o trailer oficial do jogo:

Esta análise só foi possível graças a uma cópia digital de Floppy Knights, gentilmente cedida pela 
produtora Rose City Games, para a versão de 
PC (via Steam).

Sobre Floppy Knights

Floppy Knights se trata de um jogo de cartas misturado com estratégia em um tabuleiro, baseado em turnos. O jogo é totalmente voltado ao modo single player, contendo um foco no modo história. E isso é bem interessante pois, com isso, o jogo lhe proporciona várias maneiras de ganhar uma partida, diversificando muito o gameplay.

A princípio, a sua história é bem simples: você é Phoebe, uma inventora talentosa que tem uma grande missão: economizar dinheiro suficiente para finalmente sair da casa de seus pais. Para isso, Phoebe cria os Floppy Knights: projeções tangíveis invocadas por disquetes. E, com essas projeções, Phoebe sai pelo mundo, fazendo missões.

Mas, como sempre, uma coisa que me chateou no jogo foi a falta do idioma português brasileiro. Com o jogo focado no single player e na sua história, a falta do idioma tupiniquim pode afastar muitos jogadores, ou manter os jogadores brasileiros que possa ter.

Gráficos

Desde já, eu parabenizo os criadores. O jogo é bem animado, ao melhor estilo cartoon. Com cores nos tons certos e tudo bem harmonioso. Se a intenção era passar uma vibe de anos 80 ou 90, acertaram em cheio.

A história é contada ao estilo Visual Novel, mas sem escolhas a serem feitas. Os “combates” são em 2D, com os guerreiros de disquete bem animados. Além disso, as cartas são bem desenhadas, dando o devido destaque da função da carta. Analogamente, lembrou-me muito as cartas do Pokemon Card Game, tomada suas devidas diferenças, claro.

Os “tabuleiros” bem detalhados, contendo árvores, rios, montanhas, lavas, entre outras representações de terreno. Porém, não se engane e ache que isso é apenas representação gráfica: cada tipo de tereno em espefício tem o seu efeito: montanhas não podem ser trespassadas, lava causa dano, água faz seu guerreiro do disquete andar menos casas, entre outros efeitos.

Contudo, graficamente falando, o jogo é só isso. Não espere efeitos de luzes e sombreamento, nem coisas mais complexas. Efeitos visuais de uso de cartas e ataques também são bem simples, porém são ótimos.

Jogabilidade

Então, como já adiantei, Floppy Knights é um jogo de cartas misturado com estratégia em um tabuleiro, baseado em turnos. Também tem um leve sistema de criação de cartas, porém não é o grande destaque do jogo.

Para vencer a rodada. o jogador deve alcançar o objetivo principal da rodada. Contudo, os objetivos para alcançar a vitória são diversos, deixando o gameplay bem diversificado (nada de apenas derrotar tudo e a todos para vencer). Porém, o jogo também oferece objetivos extras que, se atingidos, geram recompensas extras. Não é necessário fazer os objetivos secundários, porém recomendo muito para ganhar as recompensas extras.

O sistema de criação de cartas do jogo é algo bem simples e funcional: basta ir na loja e comprar a carta que deseja. Se tiver moedas suficiente, você compra. Senão tiver, volte quando tiver.

Por último, e não menos importante, ainda não falei como “funciona” o jogo. A ideia é bem simples: O jogador, em cada turno, compra 5 cartas do seu deck. Cada carta tem um custo de energia para jogar e o jogador começa com 5 pontos de energia. Todos os guerreiros de disquete podem atacar uma vez por turno, sem custo de energia. Outras ações precisam de uso de cartas, durante o turno. O jogador pode encerrar o turno a qualquer momento e as cartas não usadas são descartadas. Se, no começo do turno, o jogador não tiver cartas suficientes para comprar 5 cartas, todas as cartas descartadas são embaralhadas novamente. E assim se repete, até a conclusão da fase ou fim do jogo.

Veja abaixo o vídeo do gameplay que fiz e você entenderá bem o que escrevi até aqui:

Contudo…

A princípio, a jogabilidade do jogo é bem fluída e natural: clique com o mouse e selecione uma carta, clique com o botão direito do mouse e retire a seleção do mouse, arraste o mapa para ter a visualização que deseja, clique no menu e pronto. Simples e funcional.

Porém, ao usar um controle, a jogabilidade fica muito arrastada, tirando toda a praticidade e simplicidade do jogo. Para selecionar uma opção no jogo, é necessário passar uma por uma, até chegar na opção desejada. Sei que isso não é novidade no mundo dos controles mas, em um jogo de tabuleiro, misturado com cartas, cada carta, cada guerreiro de disquete, cada quadro do tabuleiro é uma opção a ser navegada, tornando o jogo mais lento do que deveria.

Por último, o jogador que usar o controle tem que prestar atenção ao jogar. Usando o controle, o jogador tem que alterar entre o tabuleiro e as cartas “na mão”. Em análise, quando usei o controle eu me vi várias vezes apertando para baixo para acessar as cartas, sendo que para alterar entre mapa e cartas, tem um botão próprio para isso. Claro que depois que acostuma com isso, o gameplay fica mais rápido mas não se compara com o uso do teclado e mouse.

Sons e efeitos sonoros

Primordialmente, Floppy Knights tem sons e efeitos sonoros já esperados: bem simples. Os efeitos sonoros do jogo são bem básicos, mas nem por isso são ruins. Sons de movimentos, ataques, jogando as cartas, descartando, embaralhando, entre outros, não tem nada de novo.

Porém, a música do jogo tem um problema sério. As músicas do jogo são estilo 16 bits. E, particularmente, são bem agradáveis e até gostosas de ouvir. O que atrapalha muito é que as músicas se tornam extremamente repetitivas e, não sei sei foi o efeito do looping das músicas, parece que o som das músicas vai aumentando, conforme o tempo vai passando. E aí, se tornam mais altas, mais irritantes… O que eu fiz para isso se tornar agradável foi abaixar o volume das músicas.

Considerações finais de Floppy Knights

Antes de mais nada, você percebeu que eu usei muito a palavra SIMPLES nesta análise. Porém, é para enfatizar que a simplicidade do jogo o torna quase único e bem divertido. Geralmente eu busco duas coisas em um jogo: diversão e boa jogabilidade. Não me entendam mal: não estou criticando jogos com mecânicas complexas ou conceitualmente amplo, mas se o jogo não precisa disto, para que complicar?

Ou seja, Floppy Knights é um jogo que diverte em sua simplicidade. Os personagens apresentados são bem carismáticos, as artes do jogo são bem bonitas e tudo o que o jogo faz entrega com louvor. Exceto as músicas.

Por fim, deixo uma crítica sobre o jogo: Floppy Knights tem um jeito que encaixaria perfeitamente em dispositivos mobile. Como não tem um gameplay complexo, sinto que controles de toque seriam facilmente substituídos pelo uso de teclado e mouse (e principalmente controle). O jogo encaixa perfeitamente nas telas destes dispositivos mobiles e espero que um dia o jogo saia para estes dispositivos.

Floppy Knights está disponível para Xbox Series X|S, Xbox One e PC, via Steam, sendo que o jogo está disponível no Xbox Game Pass.

Essa análise de Floppy Knights segue nossas diretrizes internas. Clique aqui e confira nosso processo de avaliação.

Floppy Knights

Visual, ambientação e gráficos - 8.5
Jogabilidade - 7.5
Diversão - 9
Áudio e trilha-sonora - 6.5

7.9

Bom

Floppy Knights é um jogo bem interessante, legal e divertido. Para jogar de forma casual, o jogo encaixa perfeitamente e seus desafios não são tão fáceis, como parece. Recomendo e muito dar uma chance a este jogo.

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Eder DZR13

Um rapaz descontraído, engraçado, esperto e dinâmico. Esse cara não sou eu, mas eu amo jogar e viver no mundo gamer. Ainda procurando os dias de glórias porque de tanta luta, eu acho que serei a próxima DLC de Street Fighter. Detentor da 5ª Esmeralda do Caos e 3 vezes campeão da liga de Brawlhalla do condomínio. E ontem eu acertei a tela branca do Akuma.
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