Análise: Brasileiro Spacelines From The Far Out mistura caos e diversão

Divertido, caótico e desafiador!

Spacelines From The Far Out, que será o alvo desta análise, é o mais novo caos co-op lançado no mercado e ele mescla de forma interessante elementos externos ao cenário que geralmente não vemos neste tipo de jogo. Se quer saber como Spacelines From The Far Out rivaliza com jogos como Overcooked e Moving Out, confira aqui nossa análise!

A análise de Spacelines From The Far Out foi possível graças a uma key cedida pela produtora. Spacelines From The Far Out já está disponível para Xbox One, Xbox Series e PC (incluindo game pass) e possui legendas em PT-BR.

Guarde seu dinheiro no banco para não perder tudo, pois acidentes acontecem

Seja o melhor busão do universo

Os jogos no estilo cooperativo caótico sempre tem um tema que colocará os jogadores em situações inusitadas. Em Spacelines From The Far Out a temática é que você será um motorista de ônibus espacial que se dispõe a pegar as rotas mais curtas, cheias de perigos e desafios, para economizar nos custos.

Após passar por um tutorial cheio de humor com o robô ARTHUR 9001, você estará pronto para comprar um ônibus espacial e começar a fazer as rotas mais perigosas de todo o universo. Seguindo a lógica de uma grande viagem de ônibus, você terá que ficar de olho na sua gasolina, parando para abastecer sua nave, fazer paradas estratégicas no banheiro, consertar possíveis problemas e até pegar novos passageiros ao longo da viagem para aumentar os ganhos.

O jogo lhe apresentará um mapa bem grande e seu objetivo é chegar até o final do mesmo. Você que irá escolher as rotas dentre as disponíveis e consequentemente os perigos e recompensas. Entre cada parada você irá parar em pontos maiores que lhe darão a possibilidade de comprar melhorias, fazer reparos, reabastecer, guardar dinheiro e mais.

A ambientação de Spacelines From The Far Out, por mais que seja simples, funciona muito bem e tem um tom leve e cômico que casa muito bem com o jogo e os eventos in game. E trabalhando em harmonia com a ambientação, temos a trilha sonora que é bem competente com diversos momentos de “música de elevador”.

Alguém me ajuda por favor?

E que comece o caos Análise Spacelines From The Far Out

Como já falei nesta análise, Spacelines From The Far Out é um jogo no estilo cooperativo caótico. Por mais que sua ideia de dirigir um ônibus espacial entre dois pontos e cobrar passagem seja simples, seu gameplay está longe de ser raso.

O primeiro grande desafio é saber o que deverá deixar ligado em sua nave. Cada um dos itens como gerador de gravidade, máquina de comida, banheiro, radar, timão e muito mais, irão gastar uma barra de energia (ou pilha) para ser ativado. Ou seja, em algum momento, para ativar um item da sua nave, outro deverá ser desligado.

Aliado a este primeiro desafio, você tem que cuidar dos seus passageiros que terão diversas necessidades como fome, entretenimento, ir ao banheiro e até passar mal. E como falei, nem tudo estará ligado em sua nave. Para ligar uma TV para entreter os passageiros, você deverá desligar alguma coisa. E é aí que começa o caos. Quanto mais passageiros, mais dinheiro. Mas ao mesmo tempo, maior a exigência de trabalho em equipe e coordenação!

É vital manter o tanque cheio!

E não ache que o caos para somente aqui. Em Spacelines From The Far Out você tem que se preocupar com o que está fora da nave. Ou seja, se prepare para ficar de olho e driblar asteroides, asteroides gigantes e até cometas que são super rápidos – e que tem uma mira melhor que um sniper! E além disso você tem que ficar atento para paradas de interesse como posto de combustível, banheiro e até buscar novos passageiros e aumentar a renda.

Se você juntar isso tudo sabe o que acontece? O maior e mais delicioso caos possível.

Os cometas foram minha derrota

Faltou um balanceamento

E até esse ponto da análise, Spacelines From The Far Out funciona de forma impecável. Porém, tenho que fazer uma nota aqui que é algo comum nesses jogos, em especial nos jogos indies. A falta de balanceamento.

Simplesmente é muita coisa para cuidar ao mesmo tempo. Inicialmente eu joguei sozinho e consegui chegar até uma parte específica. Já com um amigo, nós conseguimos coordenar melhor as tarefas e chegamos perto do meio do mapa. Porém, mesmo assim, em determinado momento uma pessoa fica presa ao timão da nave e o outro tem que fazer tudo sozinho, o que se torna inviável após certo ponto.

Eu achei bem legal o fato de ter um fator externo para ter que se preocupar, porém, ele deveria ser menos severo para quando você está com um número menor de jogadores.

E mesmo o jogo possuindo melhorias para sua nave, você acaba caindo no dilema da energia e muitas vezes uma melhoria que serviria para te ajudar, acaba sendo mais uma coisa para te dar dor de cabeça.

Nada melhor do que parar em uma mega estação

Conclusão da análise de Spacelines From The Far Out

De forma geral, Spacelines From The Far Out funciona muito bem. Ele consegue inovar no estilo ao colocar fatores externos e a diversão em jogá-lo é garantida, assim como muitos momentos de desespero e caos.

Porém, esse é um jogo a ser jogado com amigos e se possível com um time completo. O fato do jogo estar no game pass para Xbox e PC já ajuda muito nessa missão, mas ao jogar sozinho ou com poucas pessoas, você terá muito trabalho para ir muito longe no game.

E pesando todos os prós e contras, Spacelines From The Far Out é mais um grande acerto dos desenvolvedores brasileiros e certamente deixará sua marca neste gênero.

Esta análise de Spacelines From The Far Out segue nossas diretrizes internas. Clique aqui e confira nosso processo de avaliação.

Um caos divertido e interessante

Visual, ambientação e gráficos - 8
Jogabilidade - 8
Diversão - 8
Áudio e trilha-sonora - 8

8

Ótimo

Spacelines From The Far Out é um jogo que entra no hall dos grandes jogos de caos co-op e entrega uma experiência sólida, divertida e desafiadora para os amantes do gênero. Ainda falta melhorar um pouco o balanceamento para ter ser uma experiência impecável, pois algumas vezes as situações que será submetido são injustas. Mesmo assim, é uma excelente opção para os fãs deste estilo.

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Leonardo Coimbra

Mestre supremo do Ultima Ficha, não manda nem em seus próprios posts. Embora digam que é geração PS2, é gamer desde o Atari e até hoje chora pedindo um Sonic clássico e decente. Descobriu em FF7 sua paixão por RPG que dura até hoje. Eventualmente é administrador e marketeiro quando o chefe puxa sua orelha com os prazos.
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