Análise: Tartarugas Ninja: Shredder’s Revenge é perfeito

Nostalgia e competência trabalham de mãos dadas

Tartarugas Ninja foi um fenômeno na década de 90 e seu sucesso se expandiu aos videogames com excelentes jogos no estilo Beat ‘em Up em todas as plataformas possíveis. Agora, quase 30 anos após essa febre, vocês poderão conferir nesta análise de Tartarugas Ninja: Shredder’s Revenge como o game resgata com sucesso esse legado e aperfeiçoa a fórmula.

A análise de Tartarugas Ninja: Shredder’s Revenge foi possível graças a um código cedido pela produtora do game. O jogo está disponível para PS5, PS4, Xbox Series, Xbox One (incluindo Game Pass), PC e Nintendo Switch e conta com legendas em PT-BR.

Uma nova aventura para os heróis

Aqui nesta análise eu não vou falar muito de sua história, pois a história de Tartarugas Ninja: Shredder’s Revenge, assim como muitos outros jogos nesse estilo, é bem simples. E dando uma levíssima pincelada temos aqui o óbvio:

O Destruidor, Krang e toda a turma do mal do clã do pé, como Rocksteady e Beebop, surgem para causar o caos na cidade, incluindo uma misteriosa captura da Estátua da Liberdade. O destaque que farei aqui será para a ambientação assim como a escolha gráfica do jogo.

Diferente de jogos retrô visualmente modernizados como Streets of Rage 4 e Alex Kidd in Miracle World DX, aqui a equipe de desenvolvimento decidiu abraçar um estilo pixelado que acaba funcionando muito bem. Não apenas esse aspecto é agradável, como ele está cheio de referências e personalidade. Se prepare para os mais diversos tipos de fases como o zoológico, o esgoto e muito mais.

Além disso, se prepare para conhecer ou relembrar os mais diversos personagens da série, sejam eles lutadores da justiça ou os grandes vilões da série. Aqui temos um mar de referências seja você fã do desenho, dos jogos ou dos saudosos filmes.

Adicionalmente, a animação dos personagens está muito boa e cada um tem sua personalidade bem representada apesar de ter esse estilo com os gráficos com pixle bem aparente.

E para complementar a ambientação e a experiência sensorial de Tartarugas Ninja: Shredder’s Revenge, temos uma fabulosa trilha sonora completamente original composta por ninguém menos que Tiago (Tee) Lopes. Para quem não sabe, Tee Lopes foi o responsável por fazer a trilha sonora de Sonic Mania que contava tanto com músicas inéditas como remixes sublimes.

Aqui nós temos a mesma experiência sonora com músicas que encaixam como uma luva em todos os momentos. Espere músicas completamente sintetizadas, puxadas para o rock ou então para o rap. Dependendo da temática da fase ou então do momento que estiver passando, a música se encaixa com perfeição.

Modo História x Modo Arcade

Como esperado, em Tartarugas Ninja: Shredder’s Revenge nós temos algo a mais do que a simples experiência arcade e temos também um modo história.

No modo Arcade, temos uma experiência linear onde iremos jogar todas as fases que o jogo traz com uma única “ficha” ou “crédito”. Não existe recuperação de vidas extras, colecionáveis ou a progressão de níveis. Apenas a experiência arcade clássica.

Já no modo História temos a mesma experiência, mas com algumas mudanças bem interessantes. A primeira é que cada personagem terá um nível. Ao jogar constantemente com o mesmo personagem, ele irá ficar gradativamente mais forte, ganhará mais barras de especial e novos ataques. Uma outra diferença é que ao fim de cada fase você sempre terá suas 3 vidas recuperadas.

Adicionalmente, você encontrará diversos colecionáveis dentro das fases que servirão para atender a pedidos de NPC’s que ficam espalhados pelo mapa. Ao conseguir os colecionáveis e atender estes pedidos, você ganhará pontos extras que servirão para aumentar o nível de seu jogador.

Por fim, e como já mencionei brevemente, existe um mapa que servirá para escolher a fase que jogará, podendo repetir as fases quando quiser. O mapa também informa os colecionáveis que faltam em cada fase assim como os desafios propostos para o jogador.

As novidades no gameplay

Agora chegando possivelmente na parte mais importante desta análise de Tartarugas Ninja: Shredder’s Revenge irei falar do gameplay que é apresentado e suas inúmeras novidades.

A primeira coisa que posso falar é que o jogo traz uma experiência de até seis jogadores. Geralmente nesse estilo de jogo nós temos um máximo de três a quatro jogadores. Eu pude jogar com outras pessoas, mas não consegui juntar um grupo tão grande antes do lançamento do jogo.

Já a segunda coisa que foi bem óbvia para mim é que o gameplay responsivo e dinâmico do estilo Beat ‘em Up está completamente presente e bem representado, mas ainda melhor. No caso, eu senti um controle muito maior e mais possibilidades durante a jogatina.

Por exemplo, ao pegar um inimigo, você pode escolher se vai arremessar ele para a tela, se vai jogá-lo para um lado ou então ficar batendo nele diversas vezes. Outro detalhe interessante, é que existem mais movimentos como bater para cima que serve como uma espécie de anti-aéreo.

Existem também outras combinações que aumentam o alcance do ataque ou então até um pulo duplo que muda a forma do ataque aéreo. Inclusive, existe um especial se estiver no chão e outro enquanto está no ar.

Toda a experiência clássica está lá e foi atualizada para as possibilidades de hoje. Todas essas combinações brilham ainda mais com os personagens. Longe de ser apenas skins, cada um dos seis personagens disponíveis tem alcance, velocidade e força diferente, mudando assim o estilo ao jogar com cada um.

Conclusão

Foi um prazer inenarrável colocar as mãos em Tartarugas Ninja: Shredder’s Revenge e ver uma combinação impecável entre o nostálgico e a qualidade de um jogo atual. Aqui temos um jogo que irá agradar tanto os saudosistas como os fãs de um jogo cooperativo e divertido!

A pancadaria flui muito bem e o jogo está repleto de qualidade e referências tanto para os novos quanto para antigos fãs. Esse é o tipo de jogo que irá agradar a todos e sempre será um prazer reunir os amigos para dar um pé na bunda do Destruidor!

Esta análise de Tartarugas Ninja: Shredder’s Revenge segue nossas diretrizes internas. Clique aqui e confira nosso processo de avaliação.

Santa Tartatura, que jogo maravilhoso

Visual, ambientação e gráficos - 10
Jogabilidade - 10
Diversão - 10
Áudio e trilha-sonora - 10

10

Perfeito

Aqui temos um jogo que irá agradar tanto os saudosistas como os fãs de um jogo cooperativo e divertido! Aqui temos uma combinação perfeita de nostalgia e competência e a diversão está garantida.

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Leonardo Coimbra

Mestre supremo do Ultima Ficha, não manda nem em seus próprios posts. Embora digam que é geração PS2, é gamer desde o Atari e até hoje chora pedindo um Sonic clássico e decente. Descobriu em FF7 sua paixão por RPG que dura até hoje. Eventualmente é administrador e marketeiro quando o chefe puxa sua orelha com os prazos.
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