Análise: MADiSON vai fazer você querer usar uma fralda

Além de quebrar bastante a cabeça

Desenvolvido e distribuído pela Bloodious Games, MADiSON é um game de puzzle e terror onde contaremos com a ajuda de um câmera para resolvermos os mistérios do local onde estamos. Será que o game consegue dar uns bons sustos? Vamos conferir juntos em nossa análise de MADiSON.

O game está disponível para PC (via Steam e GOG), PS4, PS5, Switch, Xbox One e Xbox Series. Ele ainda conta com legendas e interface em PT-BR.

História digna de filme de terror

Em MADiSON jogamos com o protagonista Luca que acorda confuso em um quarto escuro. Sem recordações do que aconteceu, ele escuta seu pai bater na porta, chorando e xingando-o perguntando por que ele fez isso. Explorando o quarto, encontramos uma caixa com fotos que mostram pedaços de pessoas que são, aparentemente, nossos parentes. Essa introdução sinistra já dá o tom do que podemos esperar do game. Uma das grandes qualidades do game está em seu plot, por isso não vou me aprofundar nos detalhes da história para evitar spoilers. Infelizmente, esse fator faz com que o game praticamente perca a graça de ser jogado novamente.

Visual

Um ponto que fiquei bastante dividido em MADiSON foi no seu visual. A ambientação, por um lado, achei excelente. Se passando na casa dos pais que foi interligada a de seus avós, a impressão inicial é de limitação. No entanto, o game foi desenvolvido para que os ambientes internos mudam conforme avançamos na trama. Isso tira completamente essa sensação e acaba tendo um resultado bastante positivo.

As animações, por outro lado, são boas, mas achei muito limitado. Por exemplo, uma coisa que implico bastante nos fps de hoje em dia é a falta de um corpo. Olhar para baixo e notar que somos uma cabeça flutuante é algo tão limitador e anti-imersivo hoje em dia. Do mesmo modo, ao executarmos qualquer tipo de ação não existe uma interação direta. Se não fosse por alguns poucos momentos, no qual a mão de Luca aparece, eu ia ter a sensação de que somos um fantasma que morreu e não sabe. Enfim, talvez esse ponto não lhe incomode, mas definitivamente tira um pouco da imersão no game.

Mas uma vez, câmera… mas espere…

A princípio MADiSON é um típico game de terror onde precisaremos ficar indo de um lado para o outro resolvendo puzzles. Para isso, assim como em outros games, contaremos com a ajuda de uma câmera. Mas dessa vez não usaremos uma tradicional como visto em vários games de terror. Temos aqui uma Polaroid que terá duas utilidades: iluminar locais escuros temporariamente com seu flash e revelar pistas.

Portanto a proposta do game acabou fugindo um pouco dos outros games que possuem uma ideia parecida. Diferentemente deles, em MADiSON não a utilizaremos como lanterna ou uma visão noturna. Para quem não conhece, a Polaroid é uma câmera antiga de revelação instantânea. Logo, precisaremos tirar fotos dos possíveis locais suspeitos e conferirmos o resultado. Talvez seja minha nostalgia falando, mas eu realmente adorei isso!

O áudio de MADiSON dá arrepios – análise

Como já mencionado, MADiSON é ótimo na “arte” de criar tensão, e boa parte disso é devido ao seu áudio. Enquanto exploramos a casa velha é possível ouvir diversos ruídos distintos. Tanto relacionados ao estado antigo da casa com madeiras rangendo, quanto pelo sobrenatural, com portas batendo e barulho de coisas arrastando. Embora sim, o game assuste com alguns jumpscares, o susto fica ainda maior pelo clima por esses ruídos.

A trilha sonora é basicamente inexistente, aparecendo em alguns momentos como, resumidamente, um ruído baixo e tenso típico de filme de terror. Mas isso está longe de ser um problema já que a atmosfera do game não precisa de nada além disso. O outro foco do game está, claramente, nas dublagens. Embora elas estejam em inglês – para aqueles que se incomodam de ter que ler legendas – os dubladores foram excelentes. A intenção – e tensão – em cada momento que algo é falado fico muito bom e ajudou, bastante, a aumentar o clima de tensão do game.

Conclusão da análise de MADiSON

Por mais que eu ame games de terror, sim, eu confesso, foi bastante tenso jogar MADiSON. É justamente por isso que foi divertido. Sua trama é muito boa e me deixou bastante curioso em entender o que estava acontecendo e, justamente por isso, evitei falar muito sobre para evitar spoiler. O visual sinistro – mesmo que limitado – somado ao áudio aterrorizante fizeram com que eu apertasse os olhos em alguns momentos. Infelizmente o game é relativamente curto e, após concluir, não encontrei nenhum fator que me interessasse para um possível replay. Ainda assim, considerei a experiência de terror excelente e deixo aqui minha alta recomendação para quem é fã de jogos do gênero.

Essa análise de MADiSON segue nossas diretrizes internas. Clique aqui e confira nosso processo de avaliação.

MADiSON

Visual, ambientação e gráficos - 6
Jogabilidade - 6
Cagaço/Diversão - 9
Áudio e trilha-sonora - 9

7.5

Bom

Com uma trama excelente e um áudio maravilhoso, mesmo com algumas limitações visuais. MADiSON é um ótimo game de terror que só perde real no seu fator replay ser praticamente 0.

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Guilherme Segal

Apaixonado por games desde o Atari. Curte tanto PC que possui quase 800 jogos na Steam. Mas ainda acha que os games de hoje em dia não possuem o mesmo charme dos antigos, motivo pelo qual ainda joga Heroes of Might and Magic 2 até hoje.
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