Análise: Atelier Shallie Plus: Alchemists of the Dusk Sea

A franquia Atelier é o carro chefe do estúdio Gust, este sendo capaz de sempre trazer alguma inovação nos jogos da franquia. Em Atelier Shallie Plus: Alchemists of the Dusk Sea não seria diferente, pois mesmo pegando a característica principal de seu antecessor que é possuir dois protagonistas selecionáveis, aqui podemos ver novas temáticas.

Para aqueles que não conhecem, a série Atelier tem como característica principal desenvolver seus enredos em trilogias onde cada jogo compõe uma história fechada e sua sequencia apresenta uma nova problemática com um novo protagonista para enfrentar a situação, porém, mesmo com uma nova parte do mundo sendo explorada e novos personagens para acompanhar nesta jornada, ainda existe a participação dos personagens anteriores. Não é apenas um cameo, mas sim uma participação real onde vemos o quanto eles amadureceram neste meio tempo que se passa entre os títulos. Atelier Shallie Plus é a finalização de mais uma trilogia, esta que foi iniciada por Atelier Sophie e Atelier Escha & Logy (este recebeu anime há alguns anos).

ATELIER SHALLIE PLUS ONDE UM APELIDO TRÁS UMA FORTE AMIZADE

As duas protagonistas da vez trazem algo em comum além de serem alquimistas: Ambas tem “Shallie” como apelido, porém, a garota de longos cabelos negros se chama Shallistera, enquanto a de cabelos verde é Shallotte. Parece besteira o fato de ambas possuírem o mesmo apelido, porém, isso acaba interligando a história das duas personagens e serve como desculpa para trabalhar a amizade elas que acaba sendo um pontos fortes, pois estamos vendo duas alquimistas da mesma idade se ajudando para atingir seus sonhos que são tão singulares.

Infelizmente nem tudo é rosas, pois o verdadeiro enredo mostra que algo chamado “dusk sea” (mar do crepúsculo) está acabando com a água potável. A aventura de Shallistera tem inicio no intuito de encontrar uma solução para recuperar a água de onde ela vive, enquanto Shallotte mora num continente que ainda não sofre com os efeitos disto, contudo, todos que vivem lá sabem que mais cedo ou mais tarde também serão vitimas de tal desastre.

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No decorrer dos primeiros capítulos as histórias se cruzam, revemos velhos conhecidos, acompanhamos como as duas personagens principais conseguem fazer um contraste legal devido a personalidade tão própria que cada uma apresenta. Contudo, após o momento que as Shallies passam a andar juntas, a maioria do conteúdo dos dois story mode passam a ser o mesmo. Hora ou outra tem algum evento próprio de cada personagem que serve para a construção particular de seu desenvolvimento. Além disso, Shallotte e Shallistera possuem epílogos próprios que fazem valer apena o gameplay de cada história.

ALQUIMIA

O ponto principal da série Atelier vem a ser a alquimia. Você tem como obrigação colher itens ou vencer inimigos para ocorrer “drop”, e, só então, começar a fazer synthesis (nome dado para o uso da alquimia). Synthesis se baseia unicamente em unir itens para criar novos. Por exemplo, uma erva com um liquido acaba resultando num item de cura. Com esta função é capaz de fazer heals, items para batalha e acessórios. É de suma importância sempre utilizar isso para ter um estoque cheio, já que nenhuma das protagonistas tem “skills” próprios para combate ou suporte, deste modo a forma delas serem uteis nas batalhas se deve unicamente aos itens que são carregados consigo e que por ventura são consumíveis.

Para ter um “freio” no que você é capaz de fazer ou não, é apresentado um “nível” de alquimista, que vai sendo upado de acordo com as synthesis que são realizadas.

O diferencial de Atelier Shallie Plus nesta parte do jogo se deve a adição de “chain” que melhora a qualidade e efeitos dos itens que você cria. Cada protagonista libera skills que podem ser adicionadas aos ingredientes na hora da produção alquímica e, se você souber direito quais escolher, pode resultar em melhoria significante da qualidade ou potencializar seus efeitos. Até mesmo adicionar status extra se acaso for um acessório.

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As armas e equipamentos também são feitos por este meio, contudo, é necessário que o jogador prepare os “ingredientes” com maior cuidado do que é mencionado anteriormente.

Infelizmente Shallistera e Shallote não apresentam individualidade na alquimia. O que uma aprende, a outra também consegue fazer. Seria extremamente mais interessante se levassem em consideração habilidades e aptidões próprias.

BATALHA & REQUEST

O sistema de batalha é um bom e velho “turn base”, onde quem ataca primeiro é baseado na velocidade de seus personagens contra a de seus oponentes. A party é composta de seis membros, onde três ficam na linha de frente e os outros como suporte. Se acaso uma criatura for atacar um personagem, é possível mudar ele por um suporte. E quando você é quem ataca, tem a possibilidade de realizar correntes de combo com eles.

Algo que pode acabar desanimando parte dos jogadores é a famosa “hora de upar”, pois quando se encontra num level um pouco acima das criaturas da área, o ganho de experiencia é praticamente nulo. Para auxiliar no level up, existe os “Life Tasks” onde você deve cumprir várias tarefas e estas garante um tanto de experiencia que será computado após a próxima batalha. É como se fosse side-quest, mas que dão exp (ou não) como recompensa. Vale mencionar que só pode prosseguir para um novo capítulo ao concluir os Life Tasks mais importantes.

Também existe os “Request” que são as reais side-quest do game, onde você deve matar x monstros para ganhar dinheiro, entregar um item ou varrer algum lugar. A maior utilidade delas são para conseguir dinheiro… E acredite, dinheiro é algo bastante útil neste game e várias vezes vai evitar boa parte de seu trabalho.

CONCLUSÃO

Atelier Shallie Plus: Alchemists of the Dusk Sea consegue manter a qualidade da franquia e ser um belo fechamento para esta trilogia. Para aqueles que já querem se aventurar na próxima história, saibam que Atelier Sophie (que já foi lançado) é a sequencia, mas por se tratar de um nova trilogia não espere encontrar as Shallies fazendo bico neste game.

Com o seu sistema de batalha e história divertida, Atelier Shallie consegue cumprir com perfeição o seu papel. Porém, é notável que sofre de uma pequena queda de FPS. É algo pequeno e que não atrapalhava em nada a experiência, porém, é notável. E já deixo isso claro para aqueles que sentem incomodo com isto. Para recompensar, somos presenteados com belos gráficos que parecem artes feitas a mão.

Se você é fã de RPG, saiba que o mundo de Atelier o espera de braços abertos.

notas

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Publicitário louco por toda a cultura geek. Redator do Última Ficha e apaixonado por jogos que vem da terra do sol nascente.

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