Análise: Chute bundas em Bullestorm Full Clip Edition

Bullestorm originalmente foi lançado em 2011 e depois de seis anos recebe a versão Full Clip Edition sendo um remaster para atual geração com a opção de jogar o modo história com o badass Duke Nukem. Este jogo é um FPS com características de árcade que consegue trazer uma sensação nostálgica dos filmes de brucutus dos anos 80/90.

EM BUSCA DE VINGANÇA

A história te um inicio extremamente clichê onde um grupo de mercenários, ao comando de Gray (o protagonista), acaba assassinando pessoas inocentes a mando de Sarrano. A grande questão é que a turminha do bem não sabia que aquelas pessoas eram inocentes e para piorar tudo, o vilão da história – Sarrano – incriminou Gray e seus amigos pelos acontecimentos. Diante disso, o protagonista jura vingança como seu algoz. Essa vingança já estava durando cerca de 10 anos e estavam longe de consegui-la, porém, algo aconteceu e os destinos dos, agora então, piratas espaciais tomaram um rumo inesperado.

Por mais clichê que aparentemente seja a história, no decorrer do jogo você acaba ficando preso a ela. É interessante. É leve. É divertida. Existem coisas que estão na cara que vão acontecer, entretanto, alguns acontecimentos imprevisíveis acontecem e deixam a narrativa mais atraente. Como dito antes, lembra muito os filmes de brucutus principalmente na sua forma de dialogo, acontecimentos, existência de uma mulher tão badass quanto o personagem principal, muitas explosões e sangue.

Um fator importante é que a duração da campanha é em média de 7 horas. Parece pouco, porém, é um tanto essencial para que o jogo não fique maçante. Uma vez que são 7 horas de grande diversão e tiroteio.

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TUDO QUE VOCÊ PRECISA É DE UM CHUTE

Em Bullestorm toda vez que mata um inimigo você é recompensado com pontos, mas esse valor varia de acordo com a sua criatividade na hora de cometer esta brutalidade. Além de suas armas convencionais, também tem a disposição um dispositivo que lança uma corda energizada na qual prende puxa objetos e opositores, lançando-os para perto de si. Além disso, você também pode chutar ou dar rasteira em seus inimigos. No momento em que utiliza uma destas três opções, você lança seus alvos para o ar em câmera lenta, isso possibilita que você atire neles à bel-prazer.

Outra característica bem divertida em Bullestorm é a utilização do cenário para aumentar a diversidade das mortes, uma vez que pode jogar inimigos contra cactos, estacas, redes elétricas, fogo, penhascos, etc. O maior segredo deste jogo é utilizar tudo isso que foi comentado para se divertir a vontade.

A variedade de inimigos também está de parabéns, faz com o que o fator diversão seja mantido do começo ao fim sem ficar preso numa mesmice.

Por fim, as armas disponíveis são bem diversificadas em questão de efeito, uma vez que a variedade é pouca. É legal a possibilidade de maximizar o número de balas e adicionar um “tiro especial”.

IT’S TIME TO KICK ASS AND CHEW BUBBLEGUM

A possibilidade de utilizar Duke Nukem pode acabar sendo um atrativo para aqueles que pretendem comprar essa nova versão do game, uma vez que é a única adição revelante. O personagem foi adicionado no lugar do protagonista, tem suas próprias falas que acabam fazendo parte do contexto. Não tem como não rir quando está jogando esse modo, principalmente suas frases. É valido informar que utilizar o Duke Nukem não muda em nada o desempenho do gameplay, é como se fosse uma roupa alternativa com algumas novas falas. Ok. Um pouco além do que isso.

duke-nukem

CONCLUSÃO

Quem for jogar Bullestorm pela primeira vez poderá experimentar um divertido game de ação com todo o potencial que este possa proporcionar, porém, aqueles que já jogaram a sua versão original poderão evitar a compra do jogo, uma vez que o Duke Nukem, um mapa e um novo modo de jogar a campanha ( este sendo sem limite de balas e charge) são as únicas adições. Infelizmente o multiplayer é deserto e isso influencia na vida útil do game.

Sua adaptação para a atual geração foi bem feita e não apresenta problemas técnicos. É um jogo que envelheceu bem nesses últimos seis anos e apenas a possibilidade de jogá-lo em HD já justifica a remasterização.

O jogo está longe de ser repetitivo uma vez que abrange várias situações que diversifica a jogabilidade. E isso varia de metralhar inimigos em um veiculo, utilização de um dinorobô para destruir tudo em seu caminho e um boss kaiju (monstro feio).

Por fim, é divertido do começo ao fim. Vale apena para quem nunca o jogou antes.

notas

Publicado
Publicitário louco por toda a cultura geek. Redator do Última Ficha e apaixonado por jogos que vem da terra do sol nascente.

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