Análise: Masters of Anima – Uma desafiadora surpresa

Desenvolvido pela PASSTECH Games e publicado pela Focus Home Interactive, Masters of Anima foi surgindo como quem quer nada e apresentando uma divertida mistura de RTS e RPG, trazendo um conceito interessante com uma arte simpática e belos detalhes.

QUE A AVENTURA COMECE!

Quando Otto, um jovem pra lá do balacobaco, resolve encontrar seu mestre para aprender a arte de Anima e fazer mil e umas confusões, algo sai totalmente errado e sua amiga, Ana, uma garota da pesada, tem sua essência dividida em três partes. Numa jornada para descobrir o verdadeiro amor salvar Ana, Otto acaba tendo que encarar, Zahr, um mago da pesada que vai aprontar mil e uma confusões que até Deus duvida.

A história não apresenta lá grandes reviravoltas e é bem linear, mas é algo divertido de acompanhar.

SEJA UM MESTRE DE ANIMA

Otto é um “Sharper”, um tipo de mago, capaz de utilizar Anima, um tipo de magia, capaz de invocar guardiões para auxiliá-lo. O gameplay gira muito em cima deste conceito. Em um primeiro momento eu acreditei que iria se basear apenas em Otto caminhando em mapa e matando hordas de inimigos, porém, me enganei brutalmente. Aqui você deverá seguir vários mapas que são divididos em fases, passar por quebra cabeças e enfrentar poderosos inimigos que vão te colocar em situações desafiadoras para ter que passá-los. Você pode controlar os guardiões que invoca como se fosse seu exercito escolhendo onde eles devem bater ou se devem te acompanhar, sendo que os comandos são bem básicos, mas funcionando perfeitamente naquilo que o game propõe. Com o passar do jogo você libera outros guardiões com diversas funções que o ajudarão a superar puzzles ou terão vantagem em cima de um tipo X de oponente.

Os inimigos estão longe de serem hordas numerosas, são guardiões vindos de Zahr e eles são enormes! Você tem uma prévia do hit Box de alguns golpes, fazendo necessário ter atenção para controlar os seus próprios guardiões para que eles não sejam destruídos por poderosos golpes. As batalhas não são rápidas, pois a vida do inimigo equipara ao seu tamanho, contudo, é gratificante derrotá-los; principalmente quando vem mais de um. Pelo cenário ser um tanto estreito, o combate torna-se mais desafiador por ter uma quantidade elevada de personagens numa única tela, sendo que 99% destes personagens estão sobre o seu controle.

Os puzzles não são complicados, mas deverá saber usar minimamente bem a habilidade os seus guardiões para que possa completá-los. O jogo se baseia em seguidas de momentos assim e vez ou outra algum combate. Por fim e no geral, as fases não são demoradas.

GRÁFICOS, JOGABILIDADE E AFINS.

Os gráficos de Masters of Anima são belos em relação a aquilo que é proposto, mesmo sendo simples apresentam uma paleta de cor deveras agradável juntamente com o som ambiente mesclado com soundtrack que se incorpora tão bem no momento que você sente a harmonia. Porém, as músicas estão longe de serem memoráveis.

Por mais que o controle dos guardiões seja simples, acontece de ser ruim de posicioná-los em pontos estratégicos na hora do combate, pois normalmente você terá invocado vários e posicioná-los de um a um acaba sendo uma tarefa bastante complicada já que os inimigos estarão indo pra cima de ti ou jogando pedras para desmontar a sua formação. E quando controla vários de uma vez, acontece de ter apenas um monte de guardiões num único ponto, fazendo com que a possibilidade de ter uma vantagem em posicionar poucos punhados de guardiões vá por água a baixo.

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CONCLUSÃO

Bonito e bem feito, mas Masters of Anima acaba sofrendo um pouco na questão de controle preciso sobre os guardiões. Isso não vai atrapalhar a sua experiência de jogo, porém, você consegue notar que seria muito mais proveitoso se conseguisse realizar tal ação com maior excelência. Não tem uma história fenomenal, mas é divertida e peca apenas em ser algo clichê.

notas

Publicado
Futuro publicitário louco por toda a cultura nerd e geek. Redator do Última Ficha e apaixonado por jogos. Principalmente aqueles que vem da terra do sol nascente.