Análise: Fist of the North Star: Lost Paradise – Você já está morto.

ATATATATATATATATATATA WATA! First of the North Star: Lost Paradise é o retorno de “Fist of the North Star”, também conhecido por Hokuto no Ken, para os consoles. A história de um mundo pós apocalíptico por conta de uma guerra nuclear que fez água e gasolina serem super raros e a força bruta ditar as regras desse novo cenário onde temos a história de Kenshiro, um lutador do estilo Hokuto Shin Ken, em busca de salvar sua noiva. Esse game é produzido pela mesma equipe produz Yazuka que busca adaptar a história de Kenshiro aos moldes de sua obra. Será que o resultado foi positivo? Acompanhe.

KENSHIRO, O SUCESSOR DO HOKUTO SHIN KEN

Como dito antes, Fist of the North Star: Lost Paradise reconta a história do consagrado anime/mangá possuidor de mesmo nome (e que eu prefiro chamar de Hokuto no Ken, pois é a versão japonesa), porém, com muito conteúdo original e alternativo do que ocorre em seu verdadeiro enredo. A história se passa depois que Kenshiro derrota o rival na busca por salvar a noiva, contudo, tem a triste noticia que a mulher provavelmente tinha morrido numa tentativa de se libertar ao saltar de uma enorme altura. Com suas últimas esperanças, o lutador parte numa jornada com fé no rumor que alguém a tinha salvo. Sua busca faz com que Kenshiro encontre a prospera cidade do Éden, um local que poucos podem entrar e que é abundante em comida, bebida e conforto. Nesta cidade, o herói deverá protegê-la, interagir e ajudar a população, trabalhar, reencontrar velhos amigos e inimigos, tendo muito de sua história sendo recontada com a cidade sendo inclusa na narrativa.

UM YAZUKA BRUTAL

Utilizando o mesmo conceito de Yazuka, em Fist of the North Star: Lost Paradise temos uma cidade repleta de pequeninas missões e minigames que dão algum bônus importante como dinheiro e itens. O diferencial é que este jogo está fortemente tematizado com Hokuto no Ken a ponto de acharmos inúmeras referências que todo fã vai adorar. Entre os minigames temos o cassino repleto de jogos de azar como roleta e Black Jack, enquanto no bar temos que produzir drinks utilizando as habilidades de Hokuto Shin Ken para garantir a qualidade das bebidas. Com um carro podemos percorrer o deserto em buscas de gangues para enfrentar, itens perdidos, concluir missões e até prosseguir na história; nesta parte devo citar que a direção do carro é bastante sensível e acaba dando drift com enorme facilidade até quando você não quer fazer isso.

Mas por que brutal? A todo instante uma gangue de encrenqueiros surge para confrontar Kenshiro e nesse momento começa a batalha. Com um sistema familiar de Yazuka, mas um pouco menos dinâmico, usamos os poderosos golpes o protagonista para acabar com esses inimigos. Por ser Hokuto no Ken, obviamente isso resulta em cabeças e corpos explodidos diante das finalizações. As finalizações são os golpes especiais de Kenshiro onde ocorre quick time event, mas que infelizmente não pecam em ser punitivos. Mesmo que erre os botões, você derrotará seu inimigo e só será punido em receber menos pontos pela morte dele, uma vez que os pontos seriam maiores se o botão fosse pressionado no momento correto.

Um ponto negativo para o sistema de batalha é justamente não ser tão dinâmico quanto Yazuka e nem mesmo envolve o cenário, mas isso não o faz ruim. É bom, porém, sabemos que poderia ser ainda melhor. Felizmente é repleto de “boss fight” que potencializa a diversão proporcionada nas lutas, fazendo com que o game não fique repetitivo e traga desafios dignos de um sucessor de Hokuto.

ROCK’N BLOOD

Com gráficos mais voltados para animes e abandonando questão de realismo, temos uma ótima ambientação do mundo de Hokuto trazendo vários detalhes da consulta que encontramos nas cidades que são apresentadas no anime/mangá como o formato das casas e as roupas dos moradores. Sangue e violência são coisas que não vão faltar, mas para quem não tem tanto estomago para isso pode colocar a opção de diminuir o sangue.

Com background sonoro bastante agradável e toda a trilha sonora do anime podendo ser apreciada na rádio do automóvel, eu fiquei diversas vezes parado só ouvindo a música.

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OMAE WA MO SHINDEIRU

Fist of the North Star: Lost Paradise é um ótimo jogo da franquia e que se encaixa muitíssimo bem no formato Yazuka. Pode pecar um pouco no sistema de batalha para os fãs dos jogos de Kazuma Kiryu (seu dublador está dando voz ao Kenshiro neste jogo), porém, isto não chega a tirar o brilho que esse game possui. Tirando os jogos de luta que tem base em animes como FighterZ, atrevo-me a dizer que esse é o melhor game de anime desta geração até o momento.

notas

Publicado
Futuro publicitário louco por toda a cultura nerd e geek. Redator do Última Ficha e apaixonado por jogos. Principalmente aqueles que vem da terra do sol nascente.

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