Análise: Assassin’s Creed Odyssey chega como um dos melhores do ano

Ano passado a Ubisoft apresentou Assassin’s Creed Origins, que revolucionou a franquia com um mundo completamente aberto, sistemas de RPG, gráficos de cair o queixo e mais, dando a inovação necessária para a franquia. Um ano após o lançamento de Origins, temos o segundo jogo da franquia seguindo esses novos moldes e pela primeira vez a Ubisoft mudou a classificação do jogo de ação para RPG!

O que será que Assassin’s Creed Odyssey traz de inovação e melhoria? Confira abaixo em nossa análise.

Bem vindo a Grécia antiga e THIS IS SPARTA!

Antes de mais nada, devo aplaudir a decisão da Ubisoft de “ignorar” a parte do mundo atual. Ao invés de procurar uma história elaborada e diversos personagens, você tem a clássica e rápida de Assassinos X Templários (que comandam a grande empresa Abstergo) e deverá procurar respostas na história da jogo. Em cerca de 20 horas de jogo, eu fiquei, se muito, 10 minutos no “mundo real”.

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Agora entrando no Animus e em toda sua história, nós iremos escolher inicialmente se iremos vivenciar a história com Alexios ou com sua irmã Kassandra (particularmente fui com a Kassandra e não me arrependo em nada de a ter escolhido). Inicialmente vemos a icônica cena do rei Leônidas com seus 300 guerreiros lutando contra o exército de Xerxes. Essa entrada do jogo (uma das melhores que já vi na vida) é um tutorial glorificado para demonstrar as habilidades de Leônidas e de sua lança.

Após a cena inicial, você irá ver um flashback do seu personagem que encontra a lança do rei, esta que será utilizada ao longo do jogo. Essa lança é o que faz a conexão entre a primeira civilização, com seu personagem e as pessoas dos dias atuais procurando o segredo no passado. Evitarei dar qualquer tipo de spoiler aqui, mas posso dizer que a história é bem interessante assim como a linhagem de Leônidas é amplamente explorada ao longo do jogo.

Algo que me saltou muito os olhos é como os personagens principais para a história são muito bem desenvolvidos. É muito interessante ver os diálogos de cada personagem e como se comportam. Algo que normalmente reclamo muito em alguns RPG’s, é como ao longo dos diálogos os personagens são estáticos e no máximo movimentam a mão e o rosto. Em Assassin’s Creed Odyssey, os personagens gesticulam muito, se movimentam e têm diversas expressões faciais. Isso acaba dando uma boa naturalidade as conversas e não deixa o jogo robótico.

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Melhorias visando o RPG

Como falei no início deste texto, a grande novidade do jogo é que ele se entende agora como um RPG e não mais um jogo de ação com RPG. Com isso temos algumas novidades que irei falar abaixo.

A primeira novidade, e talvez a mais importante, é que você pode escolher diálogos e ações com cada personagem que irá encontrar ao longo do jogo. É possível mentir, ameaçar, intimidar, dar em cima, subornar e até sair no tapa. Claro que não é possível escolher todas essas opções em todas situações, mas diversas vezes você terá cerca de duas opções em como agir. Inclusive, é possível até aceitar uma missão de matar alguém, por exemplo, e decidir não matar ou ser subornado. Mas se vão ou não acreditar que você executou a tarefa, é caso a caso.

A outra novidade que pude ver é a “barra estilo GTA”. Quem joga GTA, sabe muito bem que suas ações impactam em como a polícia irá te caçar no jogo. Em Assassin’s Creed Odyssey, isso funciona da mesma maneira. É possível roubar, matar e invadir propriedades ao longo da sua aventura. Caso alguém te veja, sua barra de perigo irá aumentar até que um mercenário, que é um inimigo muito habilidoso, irá te caçar para conseguir a recompensa. Ou seja, suas ações não passarão mais desapercebidas.

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Um modo no estilo Battle Royale ?!

Você não está lendo errado. No jogo existirão duas grandes potências que será Esparta e Atenas. Cada terreno do jogo é controlado por uma das forças e caberá a você, como um mercenário (a), escolher um dos lados para ajudar.

Para tal, inicialmente você deverá enfraquecer a força de cada nação em cada território até abrir a opção de luta por conquista. Depois, será necessário escolher um dos lados para apoiar. Cada lado em cada região irá dar um certo tipo de recompensa e normalmente, você optará pelo lado que te dará mais coisas.

Após fazer a escolha, chegou a hora da pancadaria. Você será colocado em um campo de batalha onde deverá derrotas dezenas, talvez centenas de adversários até seu lado ter ganhando. Sempre que possível, será pedido que você ataque um capitão inimigo, que acaba dando mais pontos. Boa pancadaria neste modo!

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Os barcos voltaram

Algo que foi muito aclamado em Assassin’s Creed Black Flag, é a possibilidade de ter seu barco pirata e conquistar os sete mares. Tendo uma visão mais humilde, até por causa da diferença de tempo, temos em Assassin’s Creed Odyssey o retorno dessa mecânica tão adorada por todos.

Você será a (o) capitã (ão) do navio que irá andar pelas águas atenienses e te levará por diversas ilhas e cidades. O mar está ocupado normalmente por barcos espartanos, atenienses e os clássicos piratas que irão tentar te destruir assim que vê-lo. Caso vença uma luta, você receberá um loot ou então até poderá abordar o navio derrotado para matar a tripulação e pegar um loot mais valioso. E claro, ao longo das jornadas no mar, será possível achar destroços para mergulhar e achar novos equipamentos.

As lutas continuam boas como antes, mas são mais limitadas por causa da tecnologia da época. Será possível atropelar os inimigos, atirar flechas e lanças, assim como será possível jogar suas variações com fogo. Ao longo do jogo, será possível fazer, de forma bem simples e direta, a evolução do barco como elementos como estamina para maior velocidade, mais resistência de casco, mais dano na hora do ataque, e por aí vai. A grande novidade neste modo é a possibilidade de recrutar pessoas específicas para aumentarem status dentro do seu barco.

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Gameplay mais polido

Particularmente, gostei muito do gameplay de Assassin’s Creed Origins e vi algumas melhoras significativas em Assassin’s Creed Odyssey. Antes de mais nada, vale dizer que o jogo ainda possui estamina infinita, é possível cavalgar entre as cidades (incluindo a forma automática), dá pra escalar absolutamente tudo e o combate é praticamente o mesmo do último jogo. Também é possível ficar no modo stealth em muitas partes do mapa. Ou seja, quem já jogou Origins, se sentirá em casa em Odyssey.

Mas isso não quer dizer que temos o mesmo jogo em mãos. A primeira evolução no combate, é a possibilidade de aparar os ataques e contra-atacar com ferocidade. Além disso, caso faça a esquiva na hora certa, você ativará um slowdown no jogo no melhor estilo Bayonetta e será possível desferir diversos ataques nos inimigos.

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Por fim, tenho que falar da árvore de habilidade. Em Assassin’s Creed Odyssey, é possível montar as habilidades de ataque de seu personagem. Ao todo será possível equipar 8 habilidades, 4 para ataques em curta distância e 4 para ataques em longa distância (arco e flecha). Caberá a você escolher os 4 melhores ataques que combinam com seu estilo de jogo, sendo que eles variam entre técnicas de combate de guerra e assassinato. São dezenas de opções.

E embora não seja uma novidade, vale a pena frisar que os equipamentos continuam no jogo com suas raridades, variando entre normal, raro, lendário e épico. Ou seja, você passará uma boa parte do tempo procurando o melhor equipamento e fazendo level up deles através da coleta de materiais ao longo do mundo.

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Conclusão

Assassin’s Creed Odyssey conseguiu superar seu antecessor com melhorias pontuais que foram muito bem vindas. O jogo está ainda maior, com mais opções e tem um sistema de RPG mais profundo. Claro, ainda não é um jogo perfeito, mas é o melhor Assassin’s Creed feito até hoje sem sombra de dúvidas. Um mundo lindo cheio de coisas para serem feitas e com muitas mecânicas interessantes. De ponto negativo só posso citar alguns bugs pontuais que aparecem de vez em quando, mas não foi nada reincidente.

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Leonardo Coimbra

Mestre supremo do Ultima Ficha, não manda nem em seus próprios posts. Embora digam que é geração PS2, é gamer desde o Atari e até hoje chora pedindo um Sonic clássico e decente. Descobriu em FF7 sua paixão por RPG que dura até hoje. Eventualmente é administrador e marketeiro quando o chefe puxa sua orelha com os prazos.
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