Análise: Power Rangers: Battle for the Grid diverte muito e é um jogo inclusivo

Power Rangers é uma série de Super Sentai japonesa que iniciou em 1993 com o clássico Mighty Morphin Power Rangers. Desde então rendeu inúmeras séries, filmes e claro, jogos! Quando você pegava um jogo na década de 90 para SNES, Mega Drive e outros vídeo games clássicos, ele tinha uma proposta simples: Escolha seu Ranger preferido e “vem pra mão”.

Agora em 2019 recebemos o mais novo jogo da franquia: Power Rangers Battle for the Grid. Antes de iniciar minha análise tenho que citar duas coisas. A primeira é que ele custa um terço do valor normal de um jogo, ou seja, custa U$19,99 (R$61,50). A segunda é que ele abraça a ideia que mencionei acima de ser um jogo simples e te colocar diretamente na pancadaria.

E bem…..

É HORA DE MORPHAR

A temática de Power Rangers: Battle for the Grid é a de um jogo de luta com movimentação 2D com três personagens de cada lado, como acontecia em Marvel Vs Capcom 2/3. Acima eu mencionei a primeira série da franquia que foi Mighty Morphin Power Rangers que era ela que trazia Jason, Kimberly, Tommy, Goldar e outros personagens icônicos. O jogo Battle for the Grid se apoia 80% nessa fase trazendo personagens Goldar, Ranger Slayer (a ranger rosa), Mastodon Sentry (ranger preto),  Jason (ranger vermelho), Tommy (ranger verde) e Lord Drakkon. Além desses personagens temos a Kat, Magna Defender e Gia de outras fases.

O jogo conta com gráficos agradáveis e uma movimentação extremamente fluida. Eu realmente fui surpreendido quando joguei pela primeira vez. Ele se divide em dois grupos de jogadores, os ágeis e levemente mais fracos e os mais fortes/pesados.

O jogo conta com cinco áreas de luta, incluindo a sala de controle com o Zordon observando a pancadaria. E claro, é sim possível invocar tanto o Megazord, Dragonzord ou então o Goldar gigante ao longo da luta.

Hora do poder do Dragonzord (tan tan ran tan ran rannnn)

E como funciona a luta? Pois bem, Power Rangers: Battle for the Grid não tenta ser um jogo extremamente competitivo com comandos e combos mais complexos como Mortal Kombat ou Street Fighter. Dentre os botões principais temos um para golpe leve, um médio, um pesado e um para o poder especial. Também é possível gastar sua barra de energia com um especial mais fraco e um mais forte, além de poder utilizá-lo para chamar seu Zord.

Caso chame o Megazord, ele ficará dando chutes no meio da tela assim como uma espadada gigante. Se for o Dragonzord, ele irá disparar seus icônicos misseis dos dedos e também dar a “rabada giratória”. E caso chame o Goldar, ele irá desferir socos e espadadas.

E deve estar imaginando, e como é a luta? Ela é muito simples e inclusiva! As variações dos golpes acontecem com a movimentação do direcional/analógica como ocorre em Smash bros por exemplo. É possível fazer combos variando entre os ataques básicos, especial e chamando o assist dos seus aliados.

Power Rangers: Battle for the Grid é realmente um jogo “Plug and Play”. Todo mundo terá a possibilidade de se divertir muito.

Cetro mágico, faça meu monstro crescer

Vou ser muito sincero, Power Rangers: Battle for the Grid não tem falhas. Ele entrega tudo o que você espera e entrega muito bem feito (o que surpreendeu absurdamente). Porém, isso não quer dizer que não tenha críticas a ele.

Após jogar bastante uma coisa me incomodou: É só isso? E sim, é só isso. Poucos personagens e conteúdo para uma franquia com mais de 20 anos. Temos somente 5 fases para escolher e jogar nelas sendo que uma delas é o centro de treinamento, ou seja, é uma fase “sem nada nela”.

Além do modo contra e online (casual e rankeado) existe um modo arcade que sofre com essa pequena oferta de personagem e fases. São sete fases onde os adversários se repetem inúmeras vezes (e nem tem a licença poética de ser os guerreiros de massa). Infelizmente fica enfadonho lutar pelo mesmo ranger diversas vezes.

Claro, estamos falando de um jogo que custa R$61,50 e ele entrega algo muito bem feito, mas é impossível negar o gostinho de “quero mais”. É importante dizer que já foi anunciado um Season Pass de primeira temporada. O problema é que ele custa o preço do jogo completo, ou seja, ele dobra seu valor, e trará somente 3 novos personagens e algumas skins (skins iradas, mas que não valem o preço). Se esse Season Pass custasse metade do valor eu até poderia achar um complemento válido, mas dobrar o preço do jogo para ter três mais personagens, não vale a pena.

Conclusão

Power Rangers: Battle for the Grid é extremamente divertido, bem feito e acessível. Não será necessário ser um expert para jogá-lo e até ganhar do seu amigo que se acha. Ele é um jogo que se destaca no universo dos jogos Power Rangers e até rivaliza com grandes franquias de luta.

E para o bem e para o mal, ele é um jogo muito barato. Por um lado é um jogo muito bem feito, mas ao jogá-lo, você vê claramente a limitação em seu conteúdo.

notas

Leonardo Coimbra

Mestre supremo do Ultima Ficha, não manda nem em seus próprios posts. Embora digam que é geração PS2, é gamer desde o Atari e até hoje chora pedindo um Sonic clássico e decente. Descobriu em FF7 sua paixão por RPG que dura até hoje. Eventualmente é administrador e marketeiro quando o chefe puxa sua orelha com os prazos.
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