Análise: Life is Strange 2 – capítulo 3 – Wastelands, conta como criar um belo enredo!

Que Life Is Strange 2 é um dos meus jogos narrativos favoritos da atualidade, não é segredo e pode ser visto aqui:

Análise de Life is Strange 2 e aqui Análise de Life is Strange 2: Capítulo 2

Finalmente chegamos á metade do game em seu 3º episódio (o game completo serão 5 episódios), e, como é um jogo episódico, vou acabar tendo de tratar minha experiência com o game e isso claramente quer dizer que o texto a seguir conterá SPOILERS portanto se preza pela experiência, eu recomendo que você não leia. Bora lá!

Captíulo 3 – Wastelands

Os irmãos Diaz continuam sua saga, um grande acontecimento no episódio anterior, os obriga a sair da casa de seus avós avós maternos Claire e Stephen, e novamente eles são obrigados a se virar pelas ruas, por sorte, eles se juntam a um grupo de Hippies que os acolhem em seu acampamento e aqui inicia a 3 parte dessa história. O capítulo inicia com um flashback, 3 meses antes da vida dos garotos virar de pernas para o ar, aqui somos apresentados ao momento em que os pai dos garotos começa a ensinar responsabilidades para ambos, aqui também é apresentado o desprezo que o Sean sente pela sua mãe Karen que os abandonou.

Em seguida somos trazidos para o momento real, que são algumas semanas após os eventos do capitulo 2, Sean e Daniel caem na real que não terão mais conforto em suas vidas enquanto não chegarem a Puerto Lobos, mas claramente precisam de dinheiro para se manter até chegarem lá. E aqui entra Wastelands. No capítulo anterior Sean conhece Cassidy e Fiin ainda em Beavers Creek (cidade de seus avós), eles são hippies que vivem de arte. E agora eles se reencontram.

Cassidy e Finn vivem em uma “comunidade” que nada mais é que uma clareira com barracas abrigando um grupo que conta com mais 6 pessoas. Essa clareira fica dentro da propriedade de Merril, que é um criador de maconha, e o grupo pode viver em suas terras contanto que trabalhem cultivando e separando suas mudas e plantas. O trabalho é remunerado, ainda que mal, mas o grupo consegue “se virar” com essa renda.

Sean e Daniel então passam a trabalhar para Merril e viver nesta comunidade, e o episódio inteiro vai se desenrolar entre as interações que Daniel e Sean terão com o restante do grupo, assim como suas interações solo com cada membro. Aqui novamente temos o peso de estar cuidando de um garoto de 9 anos que recentemente descobriu seus poderes e anseia poder usá-los. Em contrapartida temos Sean adquirindo responsabilidades e lidando com toda a carga emocional que é a adolescência.

Merril é um homem consciente e sabe dos perigos de ter uma criança dentro de sua fazenda, coletando e cuidando de maconha, e também se torna uma peça importante do quebra cabeças que é a vida dos irmão Diaz. Em Wastelands, teremos de lidar com um Daniel que está tendo muitos conflitos internos por conta de todos os acontecimentos, assim como ansioso para poder espalhar aos quatro ventos tudo o que ele é capaz de fazer.

Enquanto isso Sean, tenta esconder do mundo a verdadeira identidade de Daniel e tem que lidar com seus sentimentos de impotência quanto a situação fragilizada que se encontram, imagino que não deve ser fácil morar em uma barraca e ter de ver seu irmão mais novo trabalhando em uma fazendo clandestina colhendo e limpando maconha, conciliando isso com sua situação social. Cada integrante de Wastelands tem sua grandeza na construção de caráter de Daniel, e novamente fui surpreendido em como o jogo deixa fluir os diálogos, garantindo ao jogador decisões que podem ser fáceis e as vezes coisas que te botam para pensar mesmo. Daniel continua aprendendo com todos os seus movimentos e sempre tentará “replicar” atitudes de acordo com suas ações sob o controle de Sean.

Eu fiquei muito impactado com o plot Twist desse episódio. LiS consegue trazer a tona muito do meu emocional, que normalmente é bem rígido, mas to vendo que a Square tá decidida a acabar com meu psicológico com esse game, e juro, gosto cada vez mais. Quero muito saber dos próximos capítulos e mal posso esperar para onde essa narrativa vai me levar! Não quero estragar a surpresa nem comentar exatamente o plot que acabou comigo, mas eu recomendo muito que jogem Life is Strange 2, mesmo saindo despedaçado, está valendo cada centavo investido!

Cambio, desligo!

 

Paulo Everton

Gamer, Gaymer e muito orgulhoso! Descobri os videojogos com 7 anos de idade, de lá para cá foi uma ladeira sem fim, horas gastas em frente a televisão e muita, mas muita mesmo, história para contar, vivi tantas vidas quanto consigo me lembrar, e quer saber? É muito bom não ser a si mesmo!
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