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Preview: Rock of Ages 3: Make & Break traz rinhas de pedregulhos muito loucas

Um encontro inusitado entre os gêneros de Tower-Defense e Arcade

E tome rinha de pedregulhos!

Rock of Ages 3: Make & Break é a sequência de talvez uma das mais loucas franquias já criadas na história do videogame. A primeira iteração do jogo foi lançada pela desenvolvedora chilena ACE Team em 2011 e acabou se tornando um sucesso tanto para PC quanto para Playstation 3 e Xbox 360.

Sua premissa é um tanto quanto louca, misturando conceitos de Tower-Defense e Arcade. Basicamente, deve-se rolar uma pedra gigante desviando de obstáculos e barreiras para alcançar a base inimiga e destruí-la enquanto seu adversário tenta fazer o mesmo. Ou seja, uma grande rinha de pedregulhos.

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Desde os tempos mais primórdios

O mais incrível é que há uma história para tudo isso, que se inicia nos tempos da Antiguidade e vai avançando até tempos modernos. Ao longo dessa jornada enfrentamos alguns personagens da literatura clássica e personagens históricos como Polifemo, o Ciclope de Odisseia e Napoleão Bonaparte.

Aliás, é de se admirar que o pessoal da ACE Team e da Giant Monkey Robot tenham conseguido criar um enredo para um jogo como esse. Com elementos cômicos que lembram Monty Python, o título vai misturando pequenos contos e crônicas de diferentes épocas e mesclando com fases que se alternam entre corridas de pedregulhos e tower-defense.

De rodelas de queijo a balões infláveis

Agora, Rock of Ages 3: Make & Break constrói em cima do sucesso das iterações anteriores do jogo e acrescenta elementos inéditos, que farão com que os fãs passem mais horas criando suas estratégias. Há um modo de criação de fases, que permite que jogadores possam compartilhar seus mapas para desafiar adversários online. Confesso, que não sou dos maiores fãs desses modos de criação, mas consigo imaginar os fãs deste pitoresco perdendo algumas horas construindo mapas absolutamente insanos. Há também diferentes objetos rolantes, além das pedras gigantes, com diferentes atributos para cada mapa, como rodelas de queijo, balões infláveis e… basicamente qualquer coisa que role.

Gráficos de 2011 ou 2020?

Os gráficos do jogo são bastante pitorescos e simples, fundindo desenhos com colagens de pinturas e obras clássicas e, claro, nosso querido pedregulho gigante. Pessoalmente, achei a mistura de estilos um tanto quanto estranha e sem tanta personalidade, às vezes sendo simples demais. O fato de os personagens serem simples planos 2D com imagens e o mapa ser um plano com uma textura gigante também não ajudam. A física e o visual da rocha, entretanto, são bem feitos, trazendo uma sensação de velocidade a cada pulo, curva ou rampa.

Vale a pena?

Em suma, Rock of Ages 3: Make & Break é um jogo extremamente estranho. O preview que nos foi enviado pela distribuidora é limitado à primeira parte da campanha e o modo Make, e do pouco que pudemos testar, Rock of Ages 3: Make & Break é mais estranho que divertido. É interessante sim criar estratégias de defesa contra os pedregulhos adversários, mas não há nada que me faça escolher este jogo ao invés de outros Tower-Defense. Inclusive, os gráficos e o estilo visual adotado fazem com que o jogo já pareça datado apesar de estar marcado para lançamento em Junho de 2020. Saberemos mais quando fizermos nosso review assim que o jogo for lançado, mas até o momento, me parece que a série Rock of Ages já deu o que tinha que dar.

Bernardo Cortez

Formado em Relações Internacionais, Bernardo aproveitou o dom de escrever para algo útil. Músico, viajante, cronista e amante de qualquer coisa que seja relacionada a jogos, seu sonho é ser jornalista na área. Tem um carinho especial por jogos que tragam o melhor de todas as formas de arte que os englobam.
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