Análise: Call of Duty: Infinite Warfare é não essencial

Mais um ano e mais um COD chega as nossas mãos sempre com o desafio de se reiventar e manter o alto nível da série. Como opção de diferenciação, Infinite Warfare leva literalmente a série ao espaço e traz novas armas e uma nova experiencia a gravidade 0.

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Jon Snow Almirante Salen Kotch e a história

Como é costumeiro, a série sempre investe em histórias dignas de Hollywood e vem contratando grandes nomes da indústria como aconteceu em Advanced Warfare com a presença de Kevin Spacey, sendo a melhor história (em minha opinião) da nova geração até antes do lançamento de Infinite Warfare.

Já em Infinite Warfare temos uma história que me agradou muito e posso dizer que é a melhor para mim desta geração. Nele temos ninguém menos do que Kit Harington que ficou famoso pelo papel de Jon Snow na série Game of Thrones. Na trama ele é o Almirante Salen Kotch e faz o papel do antagonista que lidera uma invasão a terra de seu grupo rebelde SDF (Settlement Defense Force) que procura se liberar. Diferente de Kevin Spacey que teve uma ótima atuação e grande importância em Advanced Warfare, Jon Snow Kit Harington tem uma participação risível na história sendo mal utilizado e, diria, desnecessário.

Porém, muito felizmente, isso não quer dizer que a história seja ruim, muito pelo contrário, ela é boa. Claro, não espere nada mais do que um filme hollywoodiano cheio de explosões e muito bem feito. Embora tenha uma narrativa e motivação clichê, ele acerta nos personagens que tem uma interação e conhecimento muito bom dentre eles. É possível ver que eles se entendem tanto dentro e fora do campo de batalha e tem um ótimo relacionamento.

O destaque vai para o robô E3N, conhecido como Ethan que é um ser único nesse mundo. Embora ele seja um robô e o único desconhecido do grupo, ele tem uma forte personalidade e é muito legal ver ele se enturmando com todos e até resistindo a diversos preconceitos ao longo do jogo por ser uma “lata velha”.

Embora a história não mereça um Oscar, ela é muito boa e a melhor da atual geração (na minha opinião). Além disso, vale jogá-la até o final, pois parece que George Martin a dirigiu… (quem pegou a referencia, entendeu o que quero dizer).

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Para o Infinito e Além

A grande novidade em COD Infinite Warfare é certamente a guerra de naves. Normalmente quando você tem uma guerra de naves em algum COD, você fica refém de uma cena scriptada podendo somente influenciar o mínimo possível durante o jogo. Porém em Infinite Warfare, isso muda (amém). Você irá controlar naves na terra, no espaço e em outros diversos ambientes do nosso universo.

E posso dizer que a Activision acertou a mão no controle. Embora o combate seja simples, ele funciona muito bem e você se acostuma fácil com ele. A única parte scriptada é quando você da o lock on no inimigo e a nave fica seguindo ele “automaticamente” enquanto você se preocupa mais com a mira. Porém, é tão rápido e dinâmico que você mal sente isso. De resto, é bem divertido entrar em diversas “dogfight“, caçar os “Aces” do inimigo e engajar diversos destroyers.

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Modo Zumbi

O modo zumbi segue a mesma fórmula de sempre: Mata zumbi, ganha dinheiro, compra arma, mata zumbi, ganha dinheiro, libera novo cenário…

A diferença fica por conta da temática meio zoeira dos anos 80, músicas da época, parque de diversões e personagens carismáticos. Uma pegada meio “Zumbilândia” que funciona muito bem pro objetivo desse modo. Eu só acho que o lance de pagar para abrir portas poderia ser feito de uma maneira diferente, talvez algo mais roteirizado.

E não me entendam mal, não é ruim e achei melhor do que os últimos. Mais divertido ao menos. E diferente do multiplayer e da campanha que se passam num mundo futurista, você ficará “refém” as armas da década de 80 neste modo que, infelizmente, comporta somente 2 pessoas CO-OP (a não ser que você jogue com pessoas on line, que suporta até 4 pessoas, mas da uma preguiça coordenar isso)…

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Multiplayer

O mutiplayer de Call of Duty é sempre um dos pontos que todos ficam curiosos e ansiosos.

Logo de cara temos já uma boa impressão do jogo pelo bom funcionamento do seu menu do multiplayer e latência dos servidores. Finalmente um COD chegou totalmente pronto para se jogado, sem necessidade de patches que na maioria das vezes não consertavam o problema para nós brasileiros. Resumindo: Não sofri com lags em nenhum momento!

Sempre chego para jogar o multiplayer online de Call of Duty procurando por novidades e dessa vez não foi diferente.

  • Barra de vida de aliados e adversários
  • Mapas menores e mais estreitos (apertados)
  • Um mini-crafting de armas
  • Novas habilidades para as classes
  • Armas criativas

A jogabilidade ficou mais lenta porque os mapas são menores ou os mapas são menores porque a jogabilidade ficou mais lenta?

Para quem conhece bem a franquia, sabe que ela é conhecida por seu respawn (renascimento) quase que instantâneo. Isso traz dinamicidade para o jogo e frustração para alguns jogadores. Em Infinite Warfare a parte da frustração fala mais alto. Por conta do tamanho dos mapas, quando você é morto por algum inimigo, acaba dando respawn muito perto do ponto onde morreu. Fica muito fácil revidar e acabar ganhando a pontuação de payback. A chance de nascer nas cotas de um inimigo é muito grande e isso acontece dezenas de vezes durante uma partida.

A movimentação do jogo ficou mais lenta, em um jogo futurista. Será que foi uma boa ideia? Para você deslizar pelo chão precisa segurar o comando para abaixar, isso faz o jogo perder um pouco a sua essência frenética. Por que não só apertar enquanto corre? Você deveria se movimentar mais livremente, animações de escalada poderiam ser mais rápidas.

Assim como em Black Ops III, você pode andar pelas paredes. Mas isso só parece ser funcional onde o mapa foi planejado para isso. Não é raro você esbarrar, literalmente, em outro jogador enquanto anda por uma parede. Isso porque o jogo tem caminhos que só funcionam se você usar essa habilidade. Tornando completamente previsível a movimentação pelo mapa.

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Conclusão

A franquia tem um grande desafio graças a sua estratégia de lançar jogos anualmente. É necessário se reinventar sem desagradar os fãs de Call of Duty. Embora a história não seja memorável, ela tem alguns ótimos momentos e fortes personagens. Já o multiplayer é um velho conhecido que compartilha das mesmas forças e fraquezas dos últimos jogos. Uns voltaram para o passado, Call of Duty: Infinite Warfare decidiu ir de volta para o futuro.

notas

Publicado
Gamer há tanto tempo que usa consoles como referência cronológica para lembranças de sua vida. Amante de Mega Man, Resident Evil e Warcraft. Se gaba por ter zerado Battletoads aos 9 anos mas abandonou Bloodborne com 26.

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