Análise: Genesis Alpha One, venha brincar de Deus… Se tiver paciência!

Team 17 a desenvolvedora de grandes gaems como Worms, the Escapists, Not a Hero, Overcooked e também conhecida por se aventurar em games “espaciais“, lança hoje Genesis Alpha One (GAO). Eu não cheguei a jogar os outros títulos Sci-Fis da Team 17, mas pelo conteúdo que pesquisei, me parece ser o primeiro jogo de “simulação“.

A premissa de GAO é, você pertence a uma empresa de pesquisas e tecnologia que está buscando um planeta habitável para iniciar um novo Gênesis, um plot completamente comum e ordinário, mas o grande “Panz” do jogo é que para isso você será encarregado de tudo, sim tudo! Você deverá administrar recursos de sua nave, e isso inclui, a expansão, o tamanho, a tripulação, como os recursos serão armazenados, a biosfera da nave, fora claro, protegê-las dos perigos.

Toda essa atmosfera já foi plotada no trailer de lançamento, como podem ver:

Mecânicas

Tendo a ambientação em mente embarquei na brincadeira de ser Deus, e foi justamente no inicio, que vi as coisas desandando para um lado que eu não estava preparado. Mas vamos por partes! O jogo cumpre sua premissa de te deixar livre para fazer o que quiser, tão livre que é possível inclusive matar toda a sua tripulação de variadas formas, confesso que gastei um tempo vendo o que aconteceria em situações x ou y.

Mas iniciando, de cara você deve escolher a qual empresa vai pertencer. Encarei esta parte como “defina a dificuldade”, pois cada empresa tem seu status iniciais únicos, como recursos disponíveis, salas da nave já construídas e tripulação e claramente a empresa inicial disponível é o tutorial, e é nesse ponto que as coisas começam a ficar “estressantes”. O tutorial é extremamente longo e não obstante conta com muito texto. Confesso que foi uma grande dificuldade passar por todo o tutorial (e tenho certeza que devo ter perdido algumas dicas que facilitariam minha vida pelo restante do jogo).

O tutorial te apresenta tudo o que é possível fazer no game. Como mencionado acima, ele é um simulador de administração, então é necessário expandir a Genesis One (sua nave), criando salas que sirvam para escavar escombros no espaço, salas para armazenar suas Loots, um jardim para controlar e compor a Biosfera (já explico), um hangar, um reator, e muito mais, tudo acompanhado com muito texto. Cada tipo de construção vei ser acompanhada de uma explicação que você pode até pular, mas com certeza vai ter de ler para entender algumas coisas.

Ao menos, para ajudar, cada sala possui um console onde é possível administrar quantos tripulantes estão designados para a ela e caso tenha alguma função como, por exemplo, o Tractor Beam que é utilizado para procurar recursos em escombros no espaço. Haverão também outros consoles pela sala onde o jogador pode acelerar as atividades, no caso do Tractor Beam, o jogador aumenta a velocidade com que são encontrados itens, se for a sala de clones, acelera a produção e assim em diante.

Falando em clones, uma das coisas que achei mais interessante nesse game foi a mecânica envolvendo eles, pois basicamente eles são a sua tripulação. É possível ter até 5 para cada cabine de passageiros que construir e quando se cria um clone, é possível usar DNA alienígena que você coleta nas missões de campo. Então em tempos a sua tripulação estará cheia de alienígenas cada um com suas necessidades e aí que entra o controle de Biosfera, que envolve um pouco de física e química, pois é necessário coletar plantas que liberam alguns elementos no ambiente da Genesis One, garantindo a sobrevivência de todos os tripulantes.

Outro ponto importante com relação a esta mecânica, é que quando você começa a “criar” estas raças, começam a ser desbloqueadas algumas características especiais como resistências, forças e mutações. Aqui também é importante falar que o jogo é um Rogue Lite, ou seja, mesmo quando o personagem principal morre, você continua jogando carregando características para o seu próximo personagem, e no caso de GAO, um dos tripulantes será promovido a capitão, ganhando assim todas as características novas e mantendo as anteriores.

De resto o game tem todo o esquema de coleta & construção de games como Minecraft, então é necessário viajar pelo espaço procurando recursos para as melhorias da Genesis One. Também há uma necessidade de se armar, o jogo é em essência um FPS, então espere muitos tiros e cuidado com o Friendly Fire. De resto prepare-se para ler um bocado, errar e começar de novo várias e várias vezes, até porque ha um fator replay bem interessante no jogo, toda vez que iniciar, se o faz com uma empresa diferente, terá caminhos e decisões diferentes.

Conclusão

Bom, de inicio eu tive um choque com o carga de leitura presente, e tenho certeza que muitas pessoas vão droppar aqui, mas se você tiver paciência para continuar e errar bastante, tenho certeza que vai acabar se divertindo como eu. Inicialmente  eu seriamente achei que seria justo uma nota por volta de 4.5/5, mas depois de tentar entender como as coisas funcionam, eu tive sessões bem prazerosas.

Se você curte jogos de coleta/simulação e administração, esse game reúne ótimos pontos positivos para te cativar. Com questões bem técnicas como doenças que a tripulação vai ter, invasões alienígenas, temos até problemas com insetos e saneamento, então saiba que embarcar nesse barco que é a Genesis One vai demandar um pouco de atenção.

Como fatores negativos, acho que já podem perceber que citei a quantidade de leituras que são necessárias fazer para saber o que se tem de fazer em alguns momentos é enervante mas se você for capaz de sobreviver ao tutorial, tenho certeza que vai aproveitar de um bom jogo. E os gráficos são bem fracos quando comparamos com os lançamentos recentes para a geração e associado a paleta de cores mais pastel que escolheram, torna tudo meio monocromático as vezes quando estamos em missão de campo.

Confira nossa galeria após a nota.

Cambio, desligo!

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Paulo Everton

Gamer, Gaymer e muito orgulhoso! Descobri os videojogos com 7 anos de idade, de lá para cá foi uma ladeira sem fim, horas gastas em frente a televisão e muita, mas muita mesmo, história para contar, vivi tantas vidas quanto consigo me lembrar, e quer saber? É muito bom não ser a si mesmo!
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