Análise: Final Fantasy IX: Agora sim, confusão em qualquer lugar!

Final Fantasy é uma franquia de peso nas nossas vidas (dos RPG gamers) e sempre busca se reinventar, não foi diferente com FFIX que já saium em muuuuuuuitas plataformas, PS1 originalmente, depois para PS3 na biblioteca de PS1(aqui não tenho absoluta certeza, mas acho que era possível comprar no PSP também), no PS Vita, Android, IOS e PCs onde recebeu todo um trabalho de remasterização. Todas as próximas vezes que o jogo foi lançado, já era essa versão, saindo para PS4, Xbox One e finalmente para Switch. E claro como bom fã, todas as oportunidades que eu tive de RE-jogar essa obra prima eu o fiz.

Lembrando que nessa época a Square Enix contava com seu Dream Team, como Nobuo Uematsu, Yoshitaka Amano e Hinoburo Sakaguchi. O jogo que esse ano completa 19 anos envelheceu muito bem, em partes, por conta de “melhorias” incluídas quando foi feito o trabalho de remasterização há anos.

A versão de Switch ganha ainda um novo atrativo por conta de sua “mobilidade”. Quando criança eu ficava simplesmente enfurecido quando precisava ceder a TV para a família assistir novela ou jornal, e desde pequeno eu sonhava com um sistema capaz de me permitir levar meus jogos e minhas histórias para onde eu quisesse. E hoje em dia a Nintendo me dá esse presente <3.

Ambientação

Em Final Fantasy IX você irá jogar com o protagonista Zidane que é um jovem galanteador que pertence a classe de ladrão. Ele e seu grupo, Tantalus, são incumbidos com a missão de sequestrar a princesa Garnet Til Alexandros XVII, enquanto eles fazem uma falsa apresentação de teatro. Porém, o que eles não sabiam era que Garnet queria planejava fugir de Alexandria justamente com a Tantalus, pois não aguentava mais viver como princesa e principalmente, não aguentava mais sua “mãe”, a rainha Brahne, que liderava sua nação em uma guerra de grande escala. Logo em seu início também somos apresentados ao mago Vivi Ornitier (meu personagem favorito de todos os FFs) e Adelbert Steiner, o capitão das tropas Pluto incumbido de localizar a princesa.

O que começa como um plano um tanto simples de sequestro, acaba tomando uma direção muito mais impactante quando eles descobrem o segredo de Gaia e de Kuja, o grande vilão do jogo que está procurando pela mágica mais forte de todas (Ultima) para se “vingar do planeta”.

Procurando sua identidade

Esses re-lançamentos e a oportunidade que temos de jogar algo novamente é muito positiva, pois temos a chance de relembrar acontecimentos ou mesmo interpretar coisas de forma totalmente diferente e nova. Quando joguei na juventude era muito mais pelas batalhas, magias, summons e essas coisas que eu tanto gosto até o presente.

Mas parando para analisar a história e plot central de FFIX é um prisma da adolescência, encontrar sua própria essência. A exemplos podemos citar os protagonistas, Garnet com seu pensamento revolucionário que se opõe a própria mãe, sendo que esta é a favor da guerra e de métodos cruéis para expandir os domínios de Alexandria e Garnet é uma pacifista de coração que busca uma forma de acabar com as guerras sobre Gaia.

Vivi que mal lembra de seu passado, não tem ideia da extensão dos seus poderem ou mesmo de onde eles vem, e chega a questionar por vários momentos o que sera a vida, qual o sentido dela e como ele se enxerga no futuro. Steiner que foi “doutrinado” a acreditar cegamente na justiça de Brahne e também o próprio Zidane, personagem principal que difere e muito dos seres que vivem em Gaia.

Claro, o jogo segue bem a saga do herói com seus altos e baixos, mas a essência de Final Fantasy está presente, podemos ver que seus produtores tiveram um trabalho em dar características para cada personagem e fazer se questionarem sobre a importância de sua história e função no mundo.

As mecânicas de Final Fantasy IX

Assim como a maioria dos Final Fantasy antigos, Final Fantasy IX segue aquele estilo de RPG por turno. Então será possível ter até quatro integrantes em sua party e como qualquer bom RPG, a parte de equipamento é fundamental para o sucesso da party.

Os equipamentos de FFIX contém habilidades que são aprendidas pelos personagens ao utilizarem elas por algum tempo (grind obrigatório), e estas habilidades podem ir de uma proteção contra um tipo de dano, venenos por exemplo, como também pode ser algo ofensivo como causar mais danos em um determinado grupo de inimigos, ou gastar o dobro de MP para dar um boost de dano em uma mágica.

Temos a habilidade especial Trance. Após batalhar algumas vezes, uma barra embaixo do HP encherá e será possível durante um curto período de tempo lançar ataques devastadores. Cada personagem possui um trance único, o Vivi por exemplo pode usar 2 mágicas no mesmo turno, Steiner aumenta seus stats básicos, Zidanehabilita as skills Dyne, que são ataques que consomem MP e causam bastante dano, elemental ou não, e assim por diante.

Por fim temos o “minigame grande” do jogo que é um jogo de cartas chamado de Tetra Master. Neste game de cartas, que não tem influência na história, e que também não é influenciado por sua evolução no game, envolverá disputas com muitos NPC´s e até a possibilidade de entrar em campeonatos. Fazendo um rápido resumo de sua jogabilidade, você terá um pequeno tabuleiro onde poderá colocar suas cartas. Assim como em muitos jogos, as cartas tem poderes e classes próprias podendo formar combos. O objetivo é fazer a estratégia vencedora e aniquilar seus adversários ao utilizar as melhores cartas.

Tetra master é como uma grande side quest, as regras dos jogos são alteradas de acordo com seu nível de Tetra Master e a conclusão desta SQ é épica, eu recomendo!

Novidades para o Switch

Logicamente a Square não poderia re-lançar Final Fantasy IX sem nenhuma melhoria. Assim como fizeram em Final Fantasy VII, o jogo chega com texturas HD e rodando a 60 fps. E irei além, pelo que percebi, as texturas dos personagens foram re-trabalhadas, pois joguei em uma TV 4K e não achei o visual nem um pouco agressivo. Ou seja, visualmente o jogo está bem legal (por favor pense com uma cabeça da era 32 bits).

Além desse tapa visual, a Square trouxe algumas novidades e em geral todas me agradaram. Em Final Fantasy IX podemos ativar o modo 9999, ou seja, cada ataque tirará o dano máximo. Isso serve para somente seguir com a história e não se importar com o grind ou dificuldade. Outro modo que existe é a possibilidade de não ter nenhum encontro. Ou seja, um passeio no parque e sem inimigos.

Há o modo invencível, que ao ativar, você não recebe dano dos inimigos e pode curtir livremente seu jogo sem empecilhos (Ozma eu te peguei de jeito!) e por fim o modo 2x mais rápido, que agiliza muito o deslocamento e o próprio grind. Um ponto positivo é que na versão do Switch esse modo foi melhorado, e é desligado automaticamente durante cutscenes, contudo caixas de texto ainda podem aparecer e desaparecer rapidamente durante cenas ingame.

Conclusão

Ame ou odeie, FFIX fez história e continua fazendo mesmo após 19 anos, e eu vou continuar sendo fã dessas remasterizações custe o que custar (não aguento mais gastar com jogos iguais), eu re-joguei e já to ansioso para saber quando ele vai receber uma nova camada de tratamento para eu jogar mais uma vez.

Jogo obrigatório para amantes de RPG raiz, uma boa história e diálogos bem animadinhos e as vezes um tanto “adultos”.

Espero que tenham gostado e comprem essa maravilha para o Switch e sejam felizes =3

Vivi te amoooooo!

Cambio, desligo.

notas

Publicado
Gamer, Gaymer e muito orgulhoso! Descobri os videojogos com 7 anos de idade, de lá para cá foi uma ladeira sem fim, horas gastas em frente a televisão e muita, mas muita mesmo, história para contar, vivi tantas vidas quanto consigo me lembrar, e quer saber? É muito bom não ser a si mesmo!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *