Análise: Chocobo Mistery Dungeon Every Buddy! Nostalgia e estratégia na medida certa!

Ahhh chocobo, tantas são as lembranças não é mesmo? Acho que sou a única pessoa na face da Terra que gostava e jogava true Chocobo’s Racing, vocês se lembram? Para os que não tem idade vou colocar um vídeo do gameplay lá no fim desta análise.

Chocobo’s Mystery Dungeon foi uma tentativa da Square de sair um pouco do RPG de turno e entrar no mundo do Dungeon Crawl, acredito que foi o primeiro jogo no estilo que eu joguei… hmmm pensando bem, na verdade não, tem um outro jogo que se jogava com um mercador gordo de cabelo azul é um jogo de Ps1, pesquisei hard mas não consegui achar o nome, se alguém souber, dá um salve aí.

Enfim retomando, fiquei muito feliz em saber que a franquia ainda existe, joguei de fato apenas o primeiro e o segundo. Acabei testando os de DS/3DS mas não cheguei a jogar a sério, mas depois de ver os trailers e tudo o que ia saindo a respeito do Every Buddy! me animei muito e resolvi voltar as masmorras misteriosas.

Ambientação

Chocobo’s Mystery Dungeon Every Buddy se passa na cidade de Lostime (How convenient, não?) para onde o Chocobo é teleportado ao explorar uma masmorra junto de Cid. Essa é uma cidade tranquila e pacata, mas com uma peculiaridade bastante estranha, toda vez que o sino da torre central toca, as pessoas esquecem sobre o que estão falando e isso vai afetar inclusive Cid. De inicio somos introduzidos aos problemas da cidade, todos esses “esquecimentos” tem causado uma série de problemas, e sobra a você bravo Chocobo, ajudar esse pessoal em necessidade.

Mas como? E aí que entra a segunda proposta do game, ele não é apenas um dungeon crawl. Além de explorar as masmorras físicas, Chocobo também poderá “entrar” na cabeça das pessoas para auxiliar com suas memórias, as memórias também são masmorras, mas cada uma diferente da outra e com mecânicas diferentes, abordo mais a frente.

 Mecânica

A mecânica de CMD quase nunca muda, a movimentação é feita através de quadros nas 8 direções possíveis (somente dentro das dungeons, na cidade a movimentação é livre), a cada movimento do Chocobo, todos os inimigos do andar em que você se encontra, também se movimentam e essa é a base para o jogo, ele se comporta como um RPG de “turnos”, onde meio que tudo acontece ao mesmo tempo.

Portanto se você atacar um inimigo, ele terá o direito de te atacar uma vez também, claro com o progresso do jogo essas estatísticas podem ser alteradas, como por exemplo ao usar Haste no seu personagem, o que faz com que ele tenha duas ações seguidas, ou equipamentos com certas melhorias, o mesmo vale para os inimigos.

Falando em equipamentos, estes adicionam uma camada extra ao game, com propriedades que vão de elementos a buffs e mesmo nerfs, pois existem amaldiçoados que uma vez equipados, só podem ser desequipados quando a maldição for removida, para evitar é possível avaliar o equipamento antes de equipar, mas isso custa dinheiro e itens.

Além disso temos as magias clássicas dos mundo de Final Fantasy, mas a maioria está em livros que são itens consumíveis, uma vez utilizados, tem que comprar ou achar um novo. Uma bem vinda adição ao game foram os Jobs, também clássicos em FF, fazem sua aparição aqui que além do efeito cosmético, trazem também mais estratégia ao fluxo do game. Por exemplo, você está travado em uma dungeon com muitos inimigos fracos a ataque físico, equipa o Job Knight e saia por aí cortando a tudo e a todos.

Tradicionalmente em games de dungeon crawl, quando você morre em algum andar, perde todo seu equipamento. Em CMD existem dificuldades que são ajustáveis ao seu nível de seriedade, no normal por exemplo, quando morre, todos os itens e gold são perdidos, porém os itens equipados não, mas há também o modo história, onde não se perde nada, para tirar proveito da história do game mesmo.

As memórias, que são as dungeons dentro da cabeça dos NPCs, tem mecânicas próprias e bem peculiares como restringir nível, entrar com itens, sair com itens e até mesmo levar um buddy, o que torna algumas realmente desafiadoras. Tem uma que você não pode levar nenhum item para ela e está com status Blind, foi uma das masmorras que eu mais odiei, foram os 5 níveis de dungeon mais chatos que eu fiz.

Mas falando em Buddy, essa também é uma novidade no game, é possível levar para a maioria das dungeons um companheiro, que não se limita a NPCs, pode ser monstros também. Quando se mata alguns monstros, eles dropam BP (Buddy Points) e é necessário coletar uma quantidade especifica para desbloquear o Buddy e poder carregar ele, é outra coisa que também adiciona estratégia ao game, pois cada Buddy tem habilidades especificas. Além disso com os buddies é possível jogar em 2 pessoas e isso é uma outra coisa que estava faltando de inovação nesses games, funciona bem e ajuda muito em algumas lutas contra bosses.

O nível de dificuldade num geral está bem equilibrado, morri algumas vezes, passei alguma raiva com alguns inimigos e principalmente com o status Blind, sério, levem muitos remedies para as dungeons que os inimigos podem causar esse status.

Conclusão

Jogo divertido, nostálgico e muito bem feito, peca um pouco na quantidade de paredes invisíveis que existem na cidade, mas nada que impeça a diversão. Jogar com um amigo é tão bom para o fluxo do jogo que estava meio ultrapassado que eu consigo vislumbrar mais dessa franquia para frente.

Animações boas, velhos NPCs queridos (por mim ao menos) fazem suas aparições e quanto mais eu progredia, mais eu queria ver. A história é um deleite a parte, um tanto clichê, mas com muitos plot twists engraçados, me garantiu horas e mais horas de entretenimento.

Fiquem com o trailer do Chocobo Racing que eu citei (sim eu sei que é a pura Chenobyl esse jogo, mas eu vou jogar em breve hahah) e com a nossa galeria de fotos após a nota.

Câmbio, desligo.

notas

O primor de Chernobyl:

 

Publicado
Gamer, Gaymer e muito orgulhoso! Descobri os videojogos com 7 anos de idade, de lá para cá foi uma ladeira sem fim, horas gastas em frente a televisão e muita, mas muita mesmo, história para contar, vivi tantas vidas quanto consigo me lembrar, e quer saber? É muito bom não ser a si mesmo!

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