Análise: MK11 no Switch e o sacrifício para chegar aos 60fps

Tudo em nome da performance!

A nossa análise principal de Mortal Kombat 11 já foi ao ar no dia 22 de Abril e ele é possivelmente o melhor jogo de luta da geração. Porém, nós fomos brindados pela Nintendo com um código para a versão de Switch e faremos uma análise de MK11 focada no híbrido da Nintendo.

Não irei dar nota, mas irei pontuar os pontos positivos e negativos desta versão. Antes de mais nada, vale dizer que o jogo encontra-se disponível na Loja BR tanto em sua versão normal como a Premium. Ele vem completamente em português e com a skin do Kano Kangaceiro.

Um jogo Kompletamente portado para o Switch

Acredito que Mortal Kombat 11 pode entrar na lista de milagres feito para o Switch. Um jogo AAA cheio de detalhes e conteúdo sendo lançado para o Switch é algo sempre muito animador. Por ser um jogo de luta, a Warner juntamente com a Netherrealm focaram em entregar 60 FPS estáveis durante a luta e nisso eles conseguiram de forma perfeita.

Simplesmente todo conteúdo está presente  no jogo como as torres, Kripta, Kustomizações e o modo história. Para não pesar muito o processamento do Switch e para entregar ótimos gráficos, o modo história foi completamente pré renderizado, ou seja, temos aqui os mesmos gráficos que teríamos no PS4 e Xbox One.

Além disso temos todos os desafios diários, equipamentos, personagens e golpes. Ele não tem nenhuma diferença no quesito conteúdo e FPS para as outras versões.

Os sacrifícios tomados

Dito isso, a Warner e a Netherrealm tiveram que tomar uma dura decisão: Fizeram um downgrade massivo na parte visual do jogo. Enquanto em nossa análise principal do jogo fizemos diversos elogios ao carinho dos desenvolvedores nos muitos detalhes, aqui temos um jogo bem mais humilde. A tela de loading fantástica que mostra os personagens lutando entre si, não existe mais. Os muitos efeitos de iluminação, desapareceram. A Kripta parece um deserto a noite. O efeito 3D dos ícones simplesmente perderam o efeito e por aí vai.

Abaixo um exemplo da Kripta no Switch e no PS4. Mesmo jogo e mesmo ponto.

Felizmente quando o “pau está comendo” essa perda visual perde força, pois estará concentrado em realizar os golpes e dar aquele belo Fatality, mas tenho que pontuar que todos os efeitos foram diminuídos, com menos sangue e menos partículas. Inclusive, algo que me incomodou, é de como o cabelo e a barba estão estranhos, parece que estão renderizados pela metade. Isso acaba tirando um pouco da imersão do jogo.

Konklusão

Como já mencionei, Mortal Kombat 11 no Switch é um milagre moderno e tomaram a correta decisão de focar nos 60 FPS ao longo do jogo – menos na Kripta onde o FPS fica variando. Ele é um excelente jogo para quem utiliza o modo portátil seja para ir ao trabalho, encontrar os amigos, família ou então para aqueles que viajam muito. Mas caso queira comprar o jogo para um console de mesa e jogar todo dia na sua TV, recomendo fortemente procurar a versão de Xbox/PS4/PC para ter a experiência completa.

Eu não irei dar uma nova nota para o jogo, pois ele é um jogo nota 10 como mostra nossa análise. Porém, tenha em mente o que falei antes de pular de cabeça nesta versão portátil do jogo.

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Leonardo Coimbra

Mestre supremo do Ultima Ficha, não manda nem em seus próprios posts. Embora digam que é geração PS2, é gamer desde o Atari e até hoje chora pedindo um Sonic clássico e decente. Descobriu em FF7 sua paixão por RPG que dura até hoje. Eventualmente é administrador e marketeiro quando o chefe puxa sua orelha com os prazos.
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