Análise: Red Faction Guerrilla Re-Mars-Tered ainda diverte, mas sente o peso da idade

Red Faction Guerrilla foi originalmente lançado na geração passada, em 2009, para PS3, Xbox 360 e PC. Em 2018, o jogo ganhou uma versão remasterizada e agora, em 2019, ele chega para o Nintendo Switch. Honestamente eu nunca havia jogado o jogo e tive o primeiro contato com essa versão do Switch. Felizmente a versão é tão boa quanto a de PS4 e Xbox One porém, não favorece a portabilidade.

Vamos a análise!

História mais do mesmo

A dura realidade é que Red Faction Guerrilla Re-Mars-Tered tem uma história bem simples e nada atrativa. Você irá controlar Alec Mason que acabou de chegar em Marte e irá tentar a vida minerando no planeta vermelho. Logo de cara você vê que tem algo de errado e que seu contato em Marte, seu irmão, está metido em alguma enrascada. Após uma rápida missão de tutorial, seu irmão é morto e Alec entende que a EDF (Earth Defense Force) está oprimindo as pessoas de Marte e controlando tudo. Então, Alec é dado uma chance de se unir a Red Faction que é um grupo revolucionário que quer expulsar a EDF de Marte.

Por mais que seja uma premissa interessante e tenha uma pegada revolucionária, o jogo para por ai. Não tem um personagem memorável nem uma história intrigante. Red Faction Guerrilla Re-Mars-Tered te entrega uma série de missões que foca no gameplay e não na história.

Destruir tudo ainda é impressionante

Como falei acima, o grande destaque do jogo é em seu gameplay e nisso ele faz muito bem, em especial na parte da destruição. Como você vai originalmente como um mineiro, suas armas base serão uma picareta e minas de destruição e absolutamente tudo é destrutível. Incrível como essa engine que foi criada em 2019 supera jogos mais recentes como Crackdown 3 (não me xinguem, só estou falando a verdade).

Outra coisa bem positiva em Red Faction Guerrilla Re-Mars-Tered, é a possibilidade de upgrade e novas armas. Com o passar do tempo você terá mais resistência, capacidade de carregar e colocar mais minas para destruir grandes estruturas e até armas opressivas como bazuca e arma de raios.

E caso queira investir na destruição, existem centenas, se não milhares de pontos e estruturas que podem ser destruídos para conseguir mais ferro velho que é a moeda do jogo. Adicionalmente, toda vez que você destrói uma estrutura da EDF, diminui sua influência no ambiente.

Missões repetitivas e um planeta um tanto vazio

Como falei no início desta análise, o jogo é de 2009 e isso fica claro na falta de variação nas missões. Por mais que seja divertido destruir as coisas, você terá que fazer isso por horas. Além das missões principais, existirão algumas missões de libertação, defesa de base, resgate de prisioneiros e mais.

É fato que Red Faction Guerrilla Re-Mars-Tered faz o “arroz e feijão” de jogos de mundo aberto, mas não apresenta mais nada além. Além das missões um tanto repetitivas, Marte é efetivamente um planeta vermelho e cheio de nada para fazer. Existem muitas seções vazias que poderiam ser melhores aproveitadas.

E como está o jogo no Switch?

Como falei acima, o desempenho  da versão de Nintendo Switch é tão bom ao de PS4 e Xbox One. Ele não deve nada em questão de performance ou de resolução (afinal é um jogo de 10 anos atrás né?!).

A única observação que posso fazer é que Red Faction Guerrilla Re-Mars-Tered não é acessível no modo portátil do Switch. Por ser um jogo de mundo aberto que envolve “tiro porrada e bomba”, os Joy Cons não respondem tão bem a toda essa correria. Eu joguei muito mais no dock usando meu controle Pro do que no modo portátil.

Conclusão

Se você nunca jogou Red Faction Guerrilla essa é uma ótima oportunidade para se divertir e conhecer o jogo. Mas, se você já jogou no passado e não se envolveu muito com ele, é melhor deixar essa oportunidade passar.

Red Faction Guerrilla Re-Mars-Tered tem uma performance boa e a parte de destruição das estruturas impressiona até hoje. Infelizmente o jogo é um tanto repetitivo e sente o peso de ser um jogo lançado originalmente em 2009.

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notas

Publicado
Mestre supremo do Ultima Ficha, não manda nem em seus próprios posts. Embora digam que é geração PS2, é gamer desde o Atari e até hoje chora pedindo um Sonic clássico e decente. Descobriu em FF7 sua paixão por RPG que dura até hoje. Eventualmente é administrador e marketeiro quando o chefe puxa sua orelha com os prazos.

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