Análise: Logitech Carbon G413 é o melhor custo-benefício do cenário competitivo

Geralmente periféricos gamers custam caro e contam com um monte de firoulas que não agradam todo mundo. Eu particularmente trocaria toda a parafernália de iluminação por investimento no que conta: qualidade do acabamento, teclas, precisão, resposta e, claro, gostosura na hora de escrever e usar (eu escrevo muito). O G413 da Logitech é o mais perto que cheguei desse meu desejo, é um teclado sem muitos adereços que entrega a competitividade necessária e o conforto que eu preciso. Depois de seu lançamento no hemisfério norte em 2017, enfim a Logitech lança o teclado no mercado brasileiro com o formato padrão ABNT 2, trazendo toda a qualidade do modelo original para o nosso querido país. Aproveite nosso unboxing abaixo antes de mergulhar nos detalhes técnicos mais abaixo:


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Design

O teclado pode parecer estranho e até delicado demais para quem não pegou ele em mãos. A falta de uma carcaça dá uma impressão errada, mas já logo adianto que foi claramente uma escolha de design, muito acertada na minha opinião. O modelo parece algo cru, o que dialoga com sua proposta de ser um pouco mais minimalista, como que saído diretamente de metal fundido exatamente como mostra em seu trailer de lançamento. A verdade é que sua base de alumínio é não só muito robusta, mas muito bonita. O teclado é pesado e muito resistente, com teclas firmes e de alta qualidade.

Capacidades

O conceito de ser uma teclado mais limpo (e mais barato) exigiu alguns sacrifícios por parte da Logitech.

O teclado não conta com nenhuma tecla multimídia dedicada, apenas mantendo o básico Play, Stop, Back, Forward como funções (necessário apertar tecla FN) do F9 ao F12. Os mais assíduos também sentirão muita falta de teclas dedicadas às macros, o G413 não possui, cabendo ao usuário configurara macros entre as teclas F1-F12 usando o software da Logitech. Seus LEDs só acusam também o Capslock e modo Gamer, nada para indicar o Num Lock ou Scroll Lock, apesar de poucos gamers se importarem com isso, é válido destacar haja vista que não só gamers procuram bons teclados.

Mas nem tudo está perdido, G413 Carbon conta com uma entrada USB 2.0 que, mesmo sem ser a mais rápida do mercado, pelo menos é uma boa opção. Sua base conta com uma passagem para fio de headset para não atrapalhar na digitação ou no uso durante os jogos assim como muitos outros teclados gamers.

Por fim a luz do teclado é vermelha e somente vermelha. Ele conta com 4 intensidades luminosas, sem muitas capacidades comparado com a maioria dos teclados gamers e os próprios da Logitech, mas como eu mesmo falei antes, a ideia é um teclado um pouco mais minimalista e menos caro.

Performance

O Logitech G413 conta com teclas mecânicas Romer-G profundas. A sensibilidade e o tempo de resposta são incríveis, me ajudou muito em jogos FPS, como Counter-Strike e Rainbow Six Siege que jogo com relativa frequência. Além da sua rápida resposta e precisão, as teclas contam com uma vida útil declarada de 70 milhões de pressionamentos.

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Para melhorar ainda mais a performance dos gamers, no pacote temos 12 teclas diferenciadas para as principais usadas pelos Gamers. São elas: Q, W, E, R, A, S, D, 1, 2, 3, 4 e 5. Esse design de tecla torna mais fácil para o dedo encontrar esses botões em um momento de extrema concentração à tela e ajuda a evitar que o dedo escorregue para fora, evitando aqueles acidentes na hora H.

E para teclar, presta?

Como sou escritor e jornalista além de gamer, não posso deixar de comentar o quanto o G413 é um excelente teclado para diversos profissionais. O periférico é muito responsivo e o barulho de suas teclas beira uma nostalgia da escrita das máquinas das antigas. O ponto negativo fica para o fato de ter teclas muito profundas o que faz com que esbarremos ao trocar de uma tecla para outra muita rapidamente, mas acredito também ser uma mera questão de costume. Além de tudo, justamente por ser mais barato que outros teclados gamers, ele usufrui de toda a performance dedicada a esse nicho sem extrapolar completamente a razoabilidade no preço.

Veredito Final

Muitos vão torcer o nariz para a inexistências de certas funcionalidades e eu entendo completamente. Porém, é sempre válido se atentar para o propósito do produto e, neste caso, é deixar de fora exatamente a maior parte dos aparatos gamers que não são cruciais para a jogatina e ofertar um teclado de alto nível a um preço um pouco mais acessível. Aliás, justamente por isso ele também pode ser recomendado para outros profissionais. Ele vai cair bem em quase todas as mesas de trabalho pelo seu design mais simples, porém a cor vermelha pode ser um empecilho. No geral é um excelente teclado por um preço mais em conta ao tratarmos da realidade dos teclados gamers.

 

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Publicado
Ricardo Carvalho é escritor, desenhista, filósofo de sofá, cineasta frustrado e ativista pela aceitação mundial de que videogame é arte. Redes: twitter.com/perfilricardoc, instagram.com/perfilricardoc.

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