Análise: Kill la Kill the game IF, Arc System não consegue decepcionar nem se tentar!

Poderia muito começar essa introdução com “SHUT UP AND TAKE MY MONEY”, mas vou me conter, a Arc System Works tem re-inventado e abalado o mundo dos games de luta, apresentando sempre jogos bonitos, divertidos, cheio de mecânica e muito competitivo.

E não foi diferente com Kill la Kill the game IF, apesar de sair de uma zona de conforto que são os jogos de luta com perspectiva 2d, partindo para um jogo de “arena”, KLK surpreende com uma bela mobilidade, gráficos muito bem polidos e o mais importante, um novo modo de jogar. Tá, pode ser um pouco mais velho para outros jogos, mas para a Arc System é um mundo completamente diferente e os caras mandaram bem!

Me dá a mão e vem comigo visitar essa nova aventura de Ryuko Matoi e Satsuki Kiryuin, eu tenho certeza que você vai gostar!

Ambientação

Caso você não saiba, Kill la Kill é um anime com a história bem cômica e bastante polemica. Não vou abordar o anime no entanto, caso se interesse, acredito que ainda é possível vê-lo naquela TV por assinatura de streaming (patrocina nóis!!!). Ryuko Matoi é uma estudante nova na Honnouji Academy, uma escola “diferente” onde os alunos usam roupas especiais os “Goku Uniforms”, que são capazes de prover aos usuários poderes insanos, super força, super agilidade, super sentidos e até mesmo o poder de controlar outras pessoas. E Ryuko chega com um único objetivo, descobrir quem matou seu pai.

Armada com sua Scissor Blade, ou melhor metade dela, pois a outra metade se encontra com a pessoa que matou seu pai, Isshin Matoi. Juntas, ambas as partes formam a Rending Scissors, que é capaz de acabar com os Goku Uniforms que são fortalecidos pelas fibras de vida. Ryuko tem o objetivo de descobrir quem matou seu pai, assim então vai causar uma revolução na escola desafiando a tudo e a todos, inclusive a líder Satsuki Kiryuin, que por sua vez tem planos bem maiores, e para conseguir, precisa tirar as pedras de seu caminho, mesmo que isso signifique lutar contra sua própria família.

Mecânica

Aqui a Arc teve uma necessidade de fazer as maiores modificações, pois como acompanhamos, os games de luta tradicionais da Arc, sempre foram 2D, e quando se muda a perspectiva para arena, é de se esperar que o restante também fosse remodelado, e devo dizer que a maestria aplicada aqui é impecável.

Kill la Kill, conta com um mapa de botões bem simplificado, algo inclusive que já vimos outras vezes. A jogabilidade deste jogo é muito, mas muito similar ao que temos no jogo Cavaleiros do Zodíaco: Alma dos Guerreiros, obviamente não acredito que todos tenham jogado, portanto vou fazer aqui o desdobramento disso. Em Kill la Kill temos 3 botões de ataques, sendo um fraco que também pode ser descrito como corpo a corpo, um médio que também pode ser descrito como ataque a longa distancia e um forte que age muito mais como Guard Crush.

Estes três botões de ataque podem e devem ser combinados formando combos. Os combos normalmente não são longos, mas podem ser alongados de acordo com as suas combinações, para auxiliar nessas extensões temos o botão de pulo que quando pressionado duas vezes dá um dash diretamente em cima do oponente, então é possível executar um combo que acaba lançando o oponente para longe e ir buscá-lo para apanhar ainda mais.

Além destes quatro botões de base, ainda temos a defesa e o botão para uso de especiais. Com a defesa é possível, claro, além de defender, pode-se utilizar uma esquiva. E acreditem isso salva muito, pois alguns personagens tem golpes devastadores, porém direcionais e se você acertar o momento é bem possível não só escapar mas, como investir num contra ataque belíssimo. E por fim temos o botão de especiais quando pressionado junto um dos três botoes de ataque, possibilita o uso de ataques devastadores, contanto que você tenha no mínimo 2 barras de especiais cheia.


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Os especiais são divididos exatamente como os botões de ataque, um corpo a corpo, um de longa distancia e por fim, um que visa quebrar a guarda do oponente, e um ponto importante sobre os especiais é que eles podem ser utilizados como extensões de combo! Logo, uma vez que você conhece o personagem e decorou os movimentos dele para finalização de combos, você pode substituir o ultimo golpe por um especial.

Por fim temos uma adição que é fundamental para qualquer partida competitiva: o Bloody Valor. Este é um movimento que pode ser utilizado após apanhar um pouco e com ele, caso conecte, você será colocado em um duelo aos moldes jan-ken-pon, onde terá de escolher um dos 3 botões de ataque e cada um tem uma força e uma fraqueza, ataque fraco (corpo a corpo), ganha de ataque forte (guard chrush) e perde de ataque médio (longa distancia), ataque médio, ganha de ataque fraco e perde para ataque forte e assim por diante.

Porém, a camada extra do Bloody Valor fica por conta que cada botão escolhido tem uma “função” extra no game, podendo recuperar HP, aumentar dano ou recuperar barra de especial. Se você ganhar o jan-ken-pon poderá repetir até mais 2 vezes acumulando os efeitos, se empatar ambos os personagem recebem o efeito, porém, o Bloody Valor acaba e se perder, apenas o inimigo recebe o efeito escolhido. Portanto o Bloody Valor é extremamente arriscado, contudo pode render um comeback que vai fazer seu oponente desejar nunca mais sair de casa!

É importante ressaltar que cada personagem possui uma jogabilidade única, e isso inclui diferenças gritantes na mecânica, por exemplo o personagem Ira Gamamoori não possui ataques de longa distancia, ele é muito mais um jogador corpo a corpo e o botão de ataque a distancia dele faz com que ele ative um ataque nele mesmo que aumenta o dano dos próximos ataques dele em até 100% do dano. Já o Houka é capaz de analisar o oponente criando algumas estratégias de ataques e assim por diante. A câmera está bem dinâmica e o restante do game muito bem fluído, é mais um belo trabalho da Arc System.

Conclusão

Imparcial como deve ser, preciso elencar os pontos de atenção sobre o game, acho que o mais impactante de inicio é o fato de ter apenas 8 personagens jogáveis o que, na minha opinião, é uma faca de dois gumes, pois, com menos personagens no game é possível “masterar” um com mais facilidade contudo, com menos personagens no game as possibilidades se esgotam rápido e pode se tornar enjoativo, mas é um risco que a Arc System quis correr.

O modo on line pra mim foi uma grande decepção. Peguei algumas partidas com o Ping altíssimo, muitas delas eu desisti porque ficava impraticável batalhar. Acredito que não termos um servidor dedicado contribui muito nisso, deve ser algo que assim como foi resolvido no Guilty Gear com o tempo, será resolvido para Kill la Kill.

O Story mode apesar de teatral, é um tanto quanto preguiçoso, conta com 20 capítulos, sendo 10 da Kiryuin e 10 da Matoi, contando ambas as versões para esse novo capítulo. É uma história bem original e interessante e o que tornou essa experiencia ainda melhor para mim foi o uso dos dubladores originais, mas ainda assim achei curto para um game que se aproveita de uma franquia consolidada.

MAS PAULORRRRRRRRRRRRRR PQ VC NÃO FALOU DA EXPOSIÇÃO SEXUALIZADA DOS PERSONAGENS FEMININOS??? Meu caro padawan, Kill la Kill é justamente uma grande crítica das ROUPAS, como são usadas e o porque são usadas, mas o principal ponto para eu NÃO criticar isso, como faço com Dead or Alive por exemplo, pois Kill la Kill não se leva a sério e tanto mulheres quanto homens são hipersexualizados, portanto eu não creio ser necessário uma crítica quanto a isso.

De resto o que posso falar é que Kill la Kill the game IF é um game divertido, me rendeu umas boas horas de jogatina, um jogo que pode facilmente se tornar competitivo pelo seus fatores até que balanceados, assim como bons contras com meus amigos. Abaixo vocês podem conferir uma jogatina nossa.

notas

Publicado
Gamer, Gaymer e muito orgulhoso! Descobri os videojogos com 7 anos de idade, de lá para cá foi uma ladeira sem fim, horas gastas em frente a televisão e muita, mas muita mesmo, história para contar, vivi tantas vidas quanto consigo me lembrar, e quer saber? É muito bom não ser a si mesmo!

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