Análise: Catherine: Full Body

Sinta na pele a difícil vida de Vincent

Catherine: Full body é o remake do primeiro grande lançamento da Atlus na geração passada. Lançado originalmente em 2011, Catherine trazia uma proposta inovadora ao se desprender das raízes do gênero visual novel e trazer uma jogo na vibe de filme interativo (igual os da Quantic Dream) que mescla um gameplay competitivo de resolução de puzzles. Catherine fez tanto sucesso que ocorreu torneios oficiais, principalmente na EVO.

Agora, depois de 8 anos, temos Full body. Um remake que promete entregar uma experiência ainda mais completa do que é Catherine. Diferente da primeira versão, desta vez Vincent terá mais uma pessoa em sua vida: Rin. Uma garota com amnésia que literalmente caiu na vida do homem e, com isso, trouxe vários outros questionamentos sobre a sua vida amorosa.

Catherine: Full body é realmente uma experiência completa? O remake vale apena? Quem é Rin? No céu tem ovelhas? Essas e várias outras questões serão respondidas neste review.

A nada mole vida de Vincent

Como dito antes, em Catherine: Full Body seguimos a vida de Vincent Brooks, um homem de 32 anos que está há 5 anos namorando Katherine. Sua namorada começou a pressioná-lo sobre o casamento devido aos séculos que estão juntos e isso começa a fazer com que o rapaz tenha receio sobre o seu futuro e liberdade. Numa noite, ele acaba esbarrando numa garota que aparentemente está sendo perseguida por alguém e, após salvá-la, a leva até o bar onde costuma frequentar. Ela se chama Rin e sofre de amnésia, lembrando unicamente do próprio nome. Após ajudá-la, ocorre o encontro com uma segunda desconhecida, desta vez uma loira atraente que sentou na mesma mesa do bar.

Naquela noite, Vincent teve um terrível pesadelo em que estava correndo risco de vida, mas se salvou por pouco. Acordando bastante atordoado, ele se depara com algo totalmente inesperado: A loira da noite anterior estava nua em sua cama.

Ele traiu a namorada? Que sonho bizarro era aquele? O quão ferrado ele estava? Todas essas questões começaram a transbordar na cabeça dele. Porém, é só o começo dos dias complicados que estavam por vir.

Devo complementar que independente de qual rota amorosa você percorra, a quantidade de plot twist que surgem são absurdos. A história sempre está a te prender e nada do que acontece é desnecessário, fazendo com que ocorra nenhum “Deus Ex-Machina” no roteiro. Em conclusão, todos os personagens são carismáticos e conseguem ter alguma história de fundo, fazendo com que eles não estejam ali simplesmente para existir.

Gameplay de Catherine: Full Body

Catherine: Full Body tem seu gameplay dividido em três partes: Interação, narrativa e pesadelos.

  • Interação – Quando Vincent está no bar, o jogador tem a liberdade de interagir com todos a sua volta, principalmente com os amigos do protagonista. Olhar o celular, beber, jogar mini-game no fliperama e até receber famigerados nudes de Catherine. Tudo que acontece nessa etapa acaba influenciando as outras duas de alguma maneira, seja em qual rota/final o jogo te levará ou a dificuldade dos pesadelos.
  • Narrativa – A predominância de Catherine: Full Body é a sua narrativa que é apresentada por meio de vídeo ao estilo anime ou com os gráficos do game, fazendo ser desnecessário que o jogador fique apertando X para passar cada dialogo. As ações e respostas de Vincent influenciam completamente no desenrolar da história, constantemente aparecendo uma sinalização que tal evento ocorreu por você estar mais voltado para o romance de uma das três mulheres. Infelizmente neste momento só vemos as consequências, impossibilitando que possamos optar em tempo real com o que será feito.
  • Pesadelos – É onde o verdadeiro divertimento acontece. Em todos os pesadelos, Vincent é levado para um local onde deve subir uma pilha de blocos. Aqui, você terá que se virar nos 30 para conseguir escalar isso, movendo os blocos e solucionando em tempo real vários puzzles para chegar ao topo e sobreviver. No game, existem vários modos online e offline para que o jogador possa se divertir com esse desafio sem precisar recorrer a história. Confira um gameplay abaixo para saber melhor como funciona:

E as novidades?

A mais notável é a adição da Rin na história, fazendo com que Vincent tenha um interesse amoroso a mais e amplie a narrativa do game. O mais interessante é que conseguiram encaixar muito bem os eventos envolvendo a Rin sem que prejudicasse a história original. Outro ponto importante é que ela auxilia o jogador nos momentos do pesadelo, fazendo com que as fileiras de bloco demorem a cair.

Além da jogabilidade clássica, também existe agora o modo “Remix”, fazendo com que a dificuldade dos puzzles entre num novo patamar ao colocar peças interligadas que lembram formas de Tetris. Elas se movem juntas e consequentemente dificultam na liberdade de movimentar os blocos. Para aqueles que jogaram o jogo original, essa possibilidade permite que eles experimentem desafios inéditos.

Outra adição bastante bacana é na Juke Box do bar Stray Sheep, onde o jogador pode ouvir músicas de outros títulos da Atlus como Persona 4 e 5.

 


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Catherine: Full Body traz uma experiência definitiva da vida de Vincent

Gráficos e Animações - 9
Ambientação e som - 10
História - 10
Gameplay - 9
Replay - 9
Multiplayer - 10

9.5

Se você curte reviravoltas, compre!

Catherine: Full Body cumpre o que promete. Consegue revigorar o game e trazê-lo para a atual geração com um gostinho de coisa nova, sendo um prato cheio para viajantes de primeira viagem ou para quem já jogou a primeira versão. As adições potencializaram a qualidade do game, mas infelizmente ainda sofre do seu único pecado: o jogador não é capaz de interagir em tempo real com a narrativa. Fora isso, é um excelente jogo.

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Anderson Mussulino

Publicitário louco por toda a cultura geek. Redator do Última Ficha e apaixonado por jogos que vem da terra do sol nascente.
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