Análise: Grandia HD collection Parte 2

Grandia 2 não chega perto da experiencia prazeroza que foi jogar Grandia

A possibilidade de viver diversas vidas, é essa a minha pira com os RPGs. Adoro poder ser um guerreiro destemido, um jovem atrapalhado em busca de aventura, uma soldada que vai além dos seus credos e dogmas para salvar sua família. E por isso Grandia HD Collection tem um lugar especial.

Claro, posso fazer isso com qualquer jogo que possua uma narrativa. Mas os RPGs me encantam por sua profundidade, a exploração, as mecânicas, e todas as possibilidades, tudo me encanta, por isso resolvi re-embarcar em Grandia II.

Apesar de ter sido lançado para Dreamcast, eu joguei no PS2, e tinha pouca lembrança dos rumos dessa saga e mesmo do que eu enfrentaria jogando novamente, e, quando comecei, descobri exatamente o porque, vem comigo para você descobrir.

Vocês podem conferir a parte 1 da análise de Grandia HD Collection aqui.

Ambientação

Grandia II se dá em uma terra com uma forte ligação a batalha entre o bem e o mal, encarnados por Granas, o Deus da Luz e Valmar, o Deus da escuridão.

Conta-se que a guerra entre eles devastou as civilizações e Valmar foi dividido em várias partes que estão pela superfície da terra. Assim a religião de Granas virou a personificação do bem por gerações.

No dia presente você é Ryudo, um Geohound (nada mais que um mercenário) que foi incumbido de acompanhar Elena, uma oradora de Granas, que irá participar de um ritual. Ela é uma garota doce e vívida que acaba tendo muitos problemas com Ryudo por conta de seu temperamento. Por ser um garoto solitário, acaba sendo pouco empático.

A vida de ambos será entrelaçada com a chegada do Ritual, que tinha como intuito manter a alma de Valmar Selada, contudo, algo dá errado e as asas de Valmar são liberadas, quase matando Elena. E é ai que a aventura começa, quando Ryudo resolve salvar Elena e ajudá-la a concluir o que começou.

Mecânica

Grandia II retoma o estilo adotado no primeiro game da franquia, RPG puro por turnos, aqui temos o retorno do “command ring”, que é um modo de selecionar suas ações, muito parecido com Grandia. Contudo, a decisão de design foi terrível, o Command Ring é minusculo com relação ao restante da tela e elementos. E além de minúsculo, o Command Ring não é nada intuitivo e muitas vezes me fazia escolher a opção errada.

A Active Time Battle está presente novamente, seguindo a premissa que os personagens todos estarão representados por ícones, que ao chegarem na parte de comando, abre o Command Ring, que é seguido pela “fase” de ação.

Skills e Mágicas retornam também, mas a forma de evoluir é totalmente diferente. Agora ao fim de cada batalha, além de Experiencia, ganhamos SC(Skills coins) e MC(Magic Coins) e estas moedas são usadas para “comprar” as skills ou mágicas, assim como usadas para evoluir as mesmas.

No mais existem alguns poucos minigames, mas nada que fuja muito do ordinário.

Conclusão

Olha, para jogar o Grandia II precisa de MUITA força de vontade! É um game com progressão lenta, muitos diálogos e uma história beeeeem qualquer coisa, eu realmente não me lembrava disso da época que eu joguei.

A remasterização fez até que um bom trabalho quanto o banho no visual, as cores e as texturas estão bem “bonitas” dentro da proposta de remasterizar um game de 2000. Contudo poderiam ter aproveitado para refazer alguns elementos visuais e deixá-los mais agradável a nossa época.

Num geral se for comprar o game pelo Grandia original, vale muito a pena, mas eu recomendaria aguardar uma promoção.

Câmbio, desligo!

Grandia HD Collection

Visual, ambientação e gráficos - 3.5
Jogabilidade - 5
Diversão - 6
Áudio e trilha-sonora - 5
Fator Replay - 3

4.5

Metade perfeito

Vale a pena, mas só pelo Grandia I.

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Paulo Everton

Gamer, Gaymer e muito orgulhoso! Descobri os videojogos com 7 anos de idade, de lá para cá foi uma ladeira sem fim, horas gastas em frente a televisão e muita, mas muita mesmo, história para contar, vivi tantas vidas quanto consigo me lembrar, e quer saber? É muito bom não ser a si mesmo!
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