Análise: Zelda: Link’s Awakening – Um remake quase perfeito

Reviva esse clássico de maneira sublime no Nintendo Switch

Jogadores de longa data, e depois de Breath of the Wild os de curta data também, sempre vão ter uma lembrança ligada a The Legend of Zelda – independente de qual geração seja o título. Zelda: Link’s Awakening é o jogo que para mim traz esse sentimento de nostalgia e boas lembranças.

Lançado originalmente para Game Boy (o preto e branco ainda) em 1993 e depois uma versão chamada de DX para o Game Boy Color (1998). Link’s Awakening foi o primeiro jogo da franquia para um portátil. Juntas, as duas versões do jogo venderam mais de seis milhões de unidades em todo o mundo (isso é muito para a época) e apareceram nas listas de vários especialistas como um dos melhores jogos de todos os tempos!

Em fevereiro deste ano um remake de Zelda: Link’s Awakening foi anunciado durante uma Nintendo Direct e deixou o mundo em estado de frenesi. Agora, com o jogo em mãos viemos falar o que esperar e que achamos do game.

Uma Koholint à altura

The Legend of Zelda: Link’s Awakening é um jogo de ação/aventura com uma perspectiva de cima para baixo. Sua história se passa na Ilha Koholint, onde Link fica preso depois que seu navio é apanhado por uma tempestade. Acelerando a história, você acaba sendo o responsável por coletar oito instrumentos e despertar o lendário Wind Fish de Koholint para escapar da ilha. Aqui temos um jogo clássico de Zelda com esquema de dungeons, chefões, side-quests e novas habilidades que, quando aprendidas, liberam novos locais e missões.

Como todo remake, os primeiros a serem impactados serão os que jogaram o título no passado. E neste ponto essa nova versão acerta em cheio! O jogo tem cores vibrantes e acertadas para cada cenário, tudo parece estar no mesmo lugar – a sensação de conhecer os lugares e os caminhos mesmo em um jogo tão diferente é incrível e sem dúvidas uma ótima escolha da equipe de produção.

Com uma engine atual, os detalhes da ilha foram demonstrados, rostos conhecidos agora são ainda mais carismáticos e o inimigos menos genéricos. Com isso, os gráficos e ambientação conseguem superar o clássico sem perder a essência da primeira versão.

Diferenças além da estética e problemas no FPS

Apesar dos comandos e menu serem bem fiéis ao clássico, algumas diferenças aconteceram para o bem do jogo. Isto se dá ao fato do Nintendo Switch ter mais botões que o GameBoy e com isso algumas mecânicas necessárias para o portátil das antigas podem ser acessadas mais facilmente nesta nova versão. Um exemplo disso é que, na versão clássica, você tinha que trocar os itens a todo momento, para pular, correr, levantar pedras e etc.

No remake não temos esse problema. Pedras serão levantadas com o mesmo botão de ação, o pulo terá seu próprio botão que pode ser acessado sempre que necessário e por aí vai. Basicamente somente as armas e itens de uso limitado precisam ser equipados.

Um problema que vem incomodando a todos são as quedas de FPS que o jogo sofre constantemente. Ao que parece a escolha de como a memória (itens de carregamento) do jogo é alcançada somada ao V-Sync em double buffer, pode fazer o jogo ter quedas diretas de 60 FPS para 30. Isso faz com que o problema seja muito perceptível apesar de temporário. Confira aqui nossa matéria de como otimizar um pouco mais o jogo e sofrer menos com esse problema.

Para um jogo tão esperado, minha falta de conhecimento técnico, não me deixa imaginar o porque de isso não ter sido resolvido ou melhorado antes do lançamento – apesar de sua melhora desde a demo da E3.

Chamber Dungeons – um maker dentro de Link’s Awakening

Chamber Dungeons é um novo modo de jogo que lhe permite criar sua própria Dungeon usando os padrões de masmorra que você já liberou ao longo do jogo. Com isso, você vai linkando uma sala à outra, colocando chefes, baús e etc.

Esse modo não fica no menu do jogo nem nada do tipo (o que é uma pena inclusive). Para acessá-lo você precisará chegar até Tal Tal Heights depois de vencer a segunda Dungeon, a Bottle Grotto.

De um modo geral o modo é ótima inclusão para o jogo, trazendo aquele sentimento de Mario Maker e desafios em que você pode desafiar amigos e familiares. O problema está na limitação de só conseguir compartilhar suas criações usando um amiibo. Seus padrões não podem ser lançados online ou para um amigo diretamente. Você precisa levar seu amiibo até a casa ou console de seu amigo. Vale lembrar que você pode usar Amiibos da série Zelda para desbloquear novas masmorras não encontradas durante o jogo também.

Link’s Awakening e o desafio de refazer um clássico

Refazer clássicos é sempre algo muito delicado. Simplesmente não existe meio termo… A pergunta que os jogadores, erroneamente, sempre se fazem é: “Esse é tão bom quanto aquele que eu cresci jogando? Que me marcou de uma maneira tão forte que eu lembro de cada pixel?” A resposta na maioria das vezes vai ser “não” ou “meh”.

Jogos marcantes ao ponto de ficar na memória, não estão lá sozinhos. Com essas lembranças nós também temos sentimentos de superação de vida, perdas, tempos mais simples. E esse é o grande desafio na hora de mexer com a memórias dos gamers.

Zelda: Link’s Awakening faz isso de uma maneira extremamente fiel e respeitosa com sua primeira versão. Tudo parece estar no mesmo lugar, só que melhorado. Os desafios são parecidos, os caracterização dos chefes foram feitas com um carinho absurdo e o jogo possui uma trilha sonora digna de prêmios – como é de se esperar da Nintendo. A parte musical de Zelda sempre é algo extremamente importante e marcante para todos. Nesta nova versão temos uma Masterpiece, com músicas que farão você voltar no passado (estou falando de você Ballad of the Wind Fish).

Somando tudo isso temos um jogo obrigatório para todos! Para os saudosos que não veem a hora de ver um clássico reimaginado e os novos jogadores, da geração Breath of the Wild. Que aqui vão experimentar um jogo com raízes no passado, que levaram a palavra Zelda à grandiosidade que ela representa nos dias de hoje.

E caso queira comprar o jogo, você pode acessar a loja BR oficial da Nintendo clicando aqui e utilizando reais para a compra.

Zelda: Link's Awakening

Visual, ambientação e gráficos - 9.5
Jogabilidade e Performance - 8
Diversão - 9
Áudio e trilha-sonora - 10

9.1

Jogue!

Zelda: Link's Awakening é um remake que irá agradar amantes do clássico sem afetar muito aqueles avessos a mudanças. O jogo sofre com as quedas de FPS momentâneas em alguns lugares específicos do mapa mas sua mecânica e visual passam por cima dos problemas técnicos e entregam um jogo essencial para donos de um Nintendo Switch.

User Rating: 4.58 ( 3 votes)

Bruno Degering

Gamer há tanto tempo que usa consoles como referência cronológica para lembranças de sua vida. Amante de Mega Man, Resident Evil e Warcraft. Se gaba por ter zerado Battletoads aos 9 anos mas abandonou Bloodborne com 26.
Botão Voltar ao topo
Fechar