Análise: Atelier Ryza Ever Darkness & The Secret Hideout

Mantém um legado não só da série mas também do gênero

Os jogos de RPG’s eletrônicos começaram na década de 80, ganhando notoriedade na geração 8 bits. Podemos dizer que eram basicamente dois tipos de RPG’s: Bateria, que são os de turnos, e os RPG’s Ação. Com o passar do tempo, tudo muda e evolui. A ação se misturou com o RPG,  e novos elementos e estilos surgiram também. Atelier Ryza Ever Darkness & The Secret Hideout mantém o legado dos bons e velhos RPG’s não só como também melhora e chega ao ápice da série Atelier, que se confunde com a história dos RPG’s.

A série Atelier são “apenas” 21 jogos principais desde 1997 fora os “sides” games e o remakes. É uma produção frenética quase impossível de acompanhar, com altos e baixos e as vezes confusos. Se você estiver curioso para aprender mais sobre o game, basicamente precisa entender que existem “sub-séries” dentro da série, e os jogos os quais pertencem a essas sub-séries. Quase nada cronológico. O que deixa o jogo independente e favorece o jogador novato, no meu ponto de vista um lado positivo.

Antes da história, o que esperar desse game

Primeiramente vamos chamar Atelier Ryza Ever Darkness & The Secret Hideout apenas de Atelier Ryza, para ajudar o redator. Mas  fique calmo, de complicado só o nome gigante. Como comecei a descrever acima, o jogo entrega um “old school” de RPG, hoje por, preste atenção, PARECER, que só o Japão curte esse time de Role Play, ganhou até gênero próprio: J-RPG. Então espere encontrar um enredo simples, história simples, com objetivos até questionáveis. Mas também personagens muito bem elaborados, com armas muito bem desenhadas, acessórios e as deliciosas batalhas de turno. Mas essas não são tão simples, as batalhas são emocionantes, e apesar de darem a impressão de fáceis, muitas vezes te pegam de surpresa com mortes fulminantes.

Tudo isso somado a “bola” que sempre levanto ao analisar jogos japoneses. Não confunda sexismo, ou exibições demasiadas de corpos, com cultura. Os jogos Japoneses vão trazer isso sim, e não tem nada a ver com machismo ou defender uma bandeira ou outra, se te agrada jogue, se não, não jogue. Mas fica meu aviso, Atelier Ryza foi o mais “pesado” nesse sentido que joguei até hoje, com muitas cenas e personagens me assustando com roupas transparentes e exibindo até marcas íntimas. Assumo que é a primeira vez que vejo isso e acredito fielmente que a classificação deveria ser 18+.

A historia

Você está no comando da simpaticíssima Reisalin Stout, conhecida como Ryza. Uma bagunceira que vive fugindo das obrigações de casa. Mora em uma ilha remota que vive na base do plantio de uma fruta típica da ilha. E para fugir dessa vida monótoma ela convence seus dois melhores amigos e companheiros NPC’s de sua jornada a sair fora da ilha para, digamos, aproveitar o fim do verão. Como disse, a história é simples, e no final das contas o que te mantém empolgado são os diálogos engraçados e as relações interpessoais.

No caminho da escapadinha da ilha, Ryza e seus amigos salvam uma garota das garras de um monstro (juro que ao escrever penso estar contando uma história infantil para uma criança, mas quando lembro das imagens do jogo, a ficha cai para o quanto toda a ilustração se confunde com, sem exagero, um hentai). Essa garota é Klaudia, e é um ponto focal da história, pois ela leva até o personagem Vollmer, que é um alquimista. Cito isso porque os fãs da série Atelier hão de saber que o jogo sempre traz a alquimia como plano de fundo, e não seria diferente com Ryza.

Gráficos e batalhas

Sem querer fazer “merchan” ou plagiar um programa humorístico da TV, esse subtítulo poderia ser chamado facilmente de “pontos fracos e pontos fortes Simone!!” Sim, tudo muito bem desenhado, colorido, corpos em constante movimento (se é que você me entende), mas poxa, estamos em uma geração avançada. Muito fraco para essa geração de consoles, o gráfico deixa muito a desejar, ainda mais depois de jogar uma animação como Code Vein (que você pode ver nosso review aqui). A impressão é que foi feito as pressas. Me desculpe, não é impressão. Esse é o quarto game da série só esse ano, foi feito as pressas, sem zelo, sem carinho. Leitores, estamos falando de gráficos apenas ok? O jogo nos demais quesitos representa bem a categoria.

Então sobrou o ponto forte para as batalhas. Sou um apaixonado por RPG de turnos, ainda mais com “barrinha” de tempo. “Ainda mais ainda” com barrinha de tempo, podendo formar combos, acumular habilidades, tudo muito bem explicado e que na hora do aperto da pra “pausar” e pensar a melhor estratégia. A parte mais frustrante do jogo é quando acabam os inimigos do mapa. De um castor nervosinho a uma gota de não sei o que, toda batalha é divertida, e te prende horas fazendo. Há falando em horas, Atelier Ryza não é um jogo grande, é como eu disse um RPG bem clássico e mais objetivo, um verdadeiro deleite pra quem gosta de RPG dos tempos antigos.

 

Não deixe o RPG clássico morrer!!

Visual, ambientação e gráficos - 5
Jogabilidade - 7.5
Diversão - 8
Áudio e trilha-sonora - 7.5
Imersão - 7

7

Pra comprar a versão física normalmente são bem caros, mas se você é fã, faça o esforço, faz parte da história!

Se eu tivesse talento como Sandy e Júnior tem para copiar músicas, fazer novas versões e ganhar dinheiro, adoraria homenagear a saudosíssima Alcione, e ,ao invés de cantar "não deixe o samba morrer, não deixe o samba acabar", parafrasearia para: " não deixe o RPG clássico morrer, não deixe ele acabar". Isso diz muito sobre o que achei do jogo. Minha segunda análise que digo o quanto é lindo, simples, leve e gostoso. Como uma sessão da tarde em dia de folga, com um copo de leite e chocolate na mão. Atelier Ryza Ever Darkness & The Secret Hideout entrega uma simplicidade bem feita, sem querer inventar nada e mantendo a tradição de 21 jogos da série. Pode jogar sem medo! Digo, com medo dos seus pais abrirem a porta e ver o que não devem. Cuidado! Falando sério, o jogo é um pouco pesado em relação a exposição corporal, não recomendo para menores de 16 ou talvez 18 anos.

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Roberto Filho

Saudosista apaixonado por quase tudo que é antigo: games, música, costumes, ele mesmo e o único titulo brasileiro do time de coração Atlético-MG. Fã de RPG e jogos de luta, jura que fazia fila no fliperama na década de 90.
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