Análise: Metro Redux no Nintendo Switch

Leonardo Coimbra ·

Metro Redux foi lançado originalmente em 2014 trazendo os jogos da antiga geração para a atual e agora em Fevereiro de 2020 ele chega ao Nintendo Switch. Metro Redux é composto por Metro 2033 (lançado em 2010) e Metro Last Light (lançado em 2013).

Os dois jogos são baseados no romance escrito pelo escritor russo Dmitry A. Glukhovsky. Depois de seis anos, a versão foi portada para o Switch e vamos conferir abaixo como está rodando no híbrido da Nintendo.

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Duas histórias fantásticas em um único pacote

Para mim, Metro é um dos melhores jogos de tiro que existe! Por ter uma história e mundo extremamente rico. Obviamente Metro Redux para Nintendo Switch segue a mesma história sem mudar nada. O bônus é que ele vem com todos os DLC’s já lançados e pode ser jogado em qualquer lugar.

Em ambos os casos, vamos controlar o protagonista Artyom que passa de um sobrevivente nesse mundo pós apocalíptico, para um lenda. E caso não saiba, a história de Metro se passa em uma Rússia pós apocalíptica onde houve um ataque nuclear. Como a superfície está tomada por radiação e criaturas mutantes, os poucos que sobreviveram são obrigados a viver no subterrâneo nas linhas e estações de Metro.

Em 2033, Artyom começa sua jornada nos túneis do Metro. Além dos constantes embates contra monstros mutantes e outras facções, Artyom deverá encontrar e combater os Dark Ones. Eles são uma nova espécie evoluída que apareceram após o ataque nuclear e podem interagir psiquicamente com os humanos. Assustados, a solução para o problema é acabar com essa nova ameaça jogando misseis neles!

Já em Last Light, Artyom já começa como uma lenda por ter cuidado dos Dark Ones, mas aparentemente um sobreviveu. Após a missão dar errado (malditos nazistas!) todos se envolvem em uma guerra civil onde buscam o poder do D6, o centro de controle militar usado para destruir os Dark Ones.

Em ambos os casos temos uma ambientação muito bem feita e uma sensação constante de aflição e claustrofobia. Seja nas interações com os personagens das cidades como entre os personagens principais, é tudo muito bem feito.

Jogabilidade

A jogabilidade em ambos os jogos é bem similar. Embora ele seja um jogo de tiro, esse não é o maior foco do jogo, mas sim na sobrevivência. Em ambos os casos contaremos com armas ruins, afinal não podemos contar com o melhor serviço ao cliente em um mundo pós apocalíptico. Adicionalmente é sempre necessário ficar esperto com o nível de oxigênio que você tem para consumir para poder respirar em lugares radioativos.

Dito isso, vemos claras evoluções de Metro 2033 para Metro Last Light. A HUD melhora consideravelmente sendo bem mais amigável em Last Light. A parte de atirar e mirar fica também melhor. E, em Last Light, o jogo ganha novos elementos como, por exemplo, poder se esconder na escuridão.

A verdade é que nenhum dos dois jogos se destaca em sua jogabilidade, mas sim por misturar FPS com sobrevivência nesse mundo destruído – o que funciona absurdamente bem!

E como é jogar Metro Redux no Nintendo Switch

E agora chegamos no ponto alto da análise, como é jogar Metro Redux no Nintendo Switch? Afinal a história e gameplay já são conhecidos pela grande maioria dos jogadores.

A primeira coisa que tem que ser dita é que o port de 2033 não é grande coisa. Ele não está ruim mas deixa a desejar um pouco na fluidez da câmera, sistema de mira e na parte visual. Muitas vezes fiquei boquiaberto com algumas texturas ou personagens que tinham mais serrilhado que uma serra elétrica.

Agora indo para o port de Last Light, já temos um jogo de muito mais qualidade. Muitos dos problemas vistos em 2033 não estão presentes aqui. Lembrando que ambas as versões rodam a 30 FPS.

Sendo lógico, vale muito mais pegar o Last Light por ser um jogo melhor e ter um port melhor, mas o 2033 ainda tem seu valor, ainda mais se considerar a ótima história. E claro, poder jogar em qualquer lugar é sempre maravilhoso. Ambos os jogos funcionam liso no modo portátil.

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Leonardo Coimbra

Mestre supremo do Ultima Ficha, não manda nem em seus próprios posts. Embora digam que é geração PS2, é gamer desde o Atari e até hoje chora pedindo um Sonic clássico e decente. Descobriu em FF7 sua paixão por RPG que dura até hoje. Eventualmente é administrador e marketeiro quando o chefe puxa sua orelha com os prazos.

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