Análise: Under Night In-Birth Exe:Late[cl-r] traz animes pra porrada!

Ainda to aprendendo a falar o nome desse game.

A primeira coisa que eu pensei assim que vi a belíssima abertura de Under Night In-Birth Exe:Late[cl-r] foi, “mas que por$%$## de nome é esse?!?!?”, que rapidamente foi substituído “que tipo de Blazblue é esse?!?!?!” e as impressões foram se acumulando, e, progressivamente, se tornando únicas e muito boas!

Uma figurinha carimbada nas competições

Apesar deste nome Under Night In-Birth Exe é bastante conhecido no cenário competitivo, aparecendo desde 2018 em campeonatos como EVO, Combo Breaker, CEOtaku entre outros, mas o que faz desse jogo um bom fight game?

Antes de explicar acho importante abordar uma informação Under Night In-Birth é um jogo velho. Como mencionado acima, vem fazendo nome (muito mais no oriente) desde 2012 e nesse meio tempo ganhou 2 grandes updates. Under Night In-Birth Exe:Late[st] que balanceou o game e agora Under Night In-Birth Exe:Late[cl-r] que inclui o personagem Londrekia e mais um caminhão de balanceamentos.

O game traz uma mistura de mecânicas que o torna totalmente frenético, trazendo personagens com personalidades carismáticas. É praticamente impossível não se apaixonar por algum personagem, seja a primeira vista ou seja por sua mecânica única.

E por mecânica única eu não minto, a exemplo da personagem Nanase. Ela usa uma Great Sword imbuída com poderes de vento. Já Wagner, usa uma espada curta e um escudo imbuídos com poderes de fogo. A forma de se jogar com cada um é completamente diferente: Nanase ganha velocidade de acordo com combos e comandos, Wagner Ganha ataque e defesa.

Já outros personagens são mais complexos como: Carmine, que domina o sangue e o usa como uma arma e para jogar com ele é necessário diversos comandos para atacar a distancia com foices e chicotes de sangue. Já Phonon, usa um chicote e ondas de som, e é muito melhor se manter no corpo a corpo, uma vez que a distancia pode favorecer o adversário. Hilda usa magia pra criar laminas afiadas que percorrem a tela, uma das minhas favoritas após Wagner.

Caso queira ver as finais da EVO 2019 da versão anterio, “ST”:

Barras e mais barras

Uma das coisas que pode ser mais confusa no game (até mesmo para quem já jogou algumas vezes) são as barras de especial e de grade. A barra de especial é dividida em dois segmentos 100.00 e 200.00 e com ela é possível duas ações:

  • Usar qualquer golpe do personagem nas numa versão reforçada, chamada de Ex Attack;
  • E usar o finalizador do personagem chamado Infinite Worth. Que também tem duas versões: uma usada com as duas barras e outra usada com as duas barras mais o seu HP abaixo de 30%, dando mais dano.

Já a barra de Grade é um tanto mais complexa. Ambos os personagens, você e seu inimigo, compartilham da mesma e para encher basta andar e atacar. Ao fazer isso gomos são preenchidos sendo seis para cada lado. E sim, você pode encher os do inimigo, totalizando até 12 gomos.

Quando a barra enche, começa um timer na tela e é necessário manter a barra com pelo menos 3 gomos por 7 segundos. Aquele que consegue a proeza, ganha o status Vorpal que aumenta seu ataque e diminui o damage escalation.

Mas é só isso?

Na maior parte do tempo, o que o jogo se propõe e entrega muito bem são as batalhas. O jogo traz muita coisa para fazer e uma destas atividades é o modo Chronicles. Nada mais, nada menos, que o modo história do jogo. Se você já está acostumado com jogos da Arc System, o modo história é SOMENTE história.

Você vai poder se aprofundar no conhecimento da Lore do jogo, deste mundo, o que está acontecendo e quem são seus protagonistas. Espero que goste de ler, pois aqui a leitura é massiva.

Há o modo arcade também: são 8 lutas sequenciadas com alguns diálogos entre os personagens mas que não influenciam a Lore obtida no modo Chronicles.

Apenas jogando o Game você ganha Pontos, que podem ser usados para comprar certos cosméticos como: ícones, títulos, frases de efeito, e cores para os seus chars favoritos.

Há também um lobby Online para jogar com os amigos. Devo dizer que aqui tive alguns problemas de conexão e as batalhas online pareciam slides de PowerPoint – mesmo eu tendo uma boa velocidade de internet. Sendo assim eu aproveitei muito mais das batalhas locais com os amigos e com a máquina mesmo.

E por ultimo, é importante citar o tutorial e modo desafio. Ambos são completamente intuitivos e divertidos. Caso pretenda masterizar algum personagem, recomendo fortemente o modo de desafio, que vai se aprofundar nas mecânicas do char que escolher.

Conclusão

A primeira vista é bem fácil se assustar com a vastidão de coisas para se aprender no game, mas como falei acima, segue os tutoriais que é sucesso! É um game único que com certeza vai agradar aqueles que gostam de boas mecânicas em jogos de luta.

Uma bela adição a minha biblioteca, principalmente por dar a mobilidade ao jogo. Poder levar para qualquer lugar me ajudou a salvar de uma festa que estava flopando.

Preciso citar aqui 2 informações bem relevantes: a primeira é que o jogo possui aquele modo amigável.Mas o que é o modo amigável? Qualquer pessoa que pegar o controle para jogar, tem a chance de jogar bem, existem aqueles combos de apertar um único botão.

E a segunda informação que preciso elencar é: não tive problemas algum ao usar os joycons! Sim, é possível jogar esse maravilhosos game completamente no Joycon! Pode não ser a melhor experiência, mas, se você como eu tá sem grana para comprar o Pro Controller, pode ficar tranquilo e ir sem medo no controle inovador da Nintendo.

Câmbio, Desligo!

Under Night In-Birth Exe:Late[cl-r]

Visual, ambientação e gráficos - 10
Jogabilidade - 7
Diversão - 8
Áudio e trilha-sonora - 8
Online gameplay - 6

7.8

Uma boa pedida

Batalhas eletrizantes, mecânicas únicas e mais um belo trabalho executado pelos estúdios Arc System Works! Obrigatório para quem segue a empresa e seus lançamentos!

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Paulo Everton

Gamer, Gaymer e muito orgulhoso! Descobri os videojogos com 7 anos de idade, de lá para cá foi uma ladeira sem fim, horas gastas em frente a televisão e muita, mas muita mesmo, história para contar, vivi tantas vidas quanto consigo me lembrar, e quer saber? É muito bom não ser a si mesmo!
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