Análise: Ori and the Will of the Wisps é perfeito

Jogo encanta a todo momento e supera Ori and the Blind Forest com facilidade

Para mim, Ori and the Will of the Wisps era um dos jogos mais antecipados dessa geração. Quando o primeiro jogo da franquia, Ori and the Blind Forest (PC, Xbox One e Switch), foi lançado em 2015 eu simplesmente fiquei encantado com o quão bom ele era, superando todos os jogos de plataforma disponíveis no mercado.

Agora em 2020, Ori and the Will of the Wisps, chega para marcar uma geração de jogos de plataforma sendo perfeito em sua jogabilidade, desafios, trilha sonora e em seus visuais. Sim, já começo cravando que ele é perfeito e vou rasgar elogios abaixo sem nenhuma crítica negativa.

Confiram aqui mais de 6 horas de gameplay do jogo

Ele poderá ser jogado tanto no PC (Steam e Microsoft Store) como no Xbox One e estará disponível no serviço do Gamepass desde seu lançamento. Jogamos no PC uma versão cedida pela a Microsoft graças ao Play Anywhere.

Uma nova emocionante história

Em Ori and the Blind Forest nós vimos Ori como um espírito sozinho que encara uma grande aventura, sendo assim, o grande herói por salvar a floresta. De repente, o espírito solitário que pouco sabia sobre si, estava entre amigos e salvou toda floresta.

Ori and the Will of the Wisps começa um tempo após esses fatos. Tudo está bem. Agora Ori e seus amigos são uma família feliz e cuidam de sua nova amiga, a corujinha chamada Kun. Com o passar do tempo Kun cresce e seu desejo de voar vai aumentando. Após uma elaborada ajuda, Kun consegue atingir o céu com Ori em suas costas e ambos aproveitam o momento de realização. Porém, tudo que é bom dura pouco.

Cada vez mais afastados da floresta, Ori e Kun são pegos por uma terrível tempestade e acabam caindo separados em uma nova floresta. Assim como no primeiro jogo, em Ori and the Will of the Wisps nós veremos uma floresta tomada por uma escuridão, que amedronta seus moradores. Essa corrupção transformou quase todos seus pontos de forma negativa como as águas que viraram tóxicas, ambientes congelados, espinhos em todos lugares e muito mais.

Agora caberá a Ori achar a pequena Kun e terá que liberar a floresta dessa corrupção no processo, antes que seja tarde demais. O jogo está completamente legendado em português e a aventura está cheia de reviravoltas e momentos emocionantes.

Perfeição sonora e visual

O primeiro jogo encantava por seus gráficos e por sua trilha sonora completamente orquestrada. E cinco anos depois, a qualidade continua impecável.

Visualmente falando, o jogo parece uma grande galeria de arte. Cada um dos ambientes é mais bonito que o outro, além de ter inúmeras camadas. Tanto aonde Ori passa como em todas as outras camadas da cena existe algum tipo de interação ou detalhe. Algo que também é extremamente bem feito é a iluminação e física, vou detalhar abaixo.

Ori é um espírito de luz e ele naturalmente já ilumina o ambiente. Por ter uma iluminação própria, ele acaba interagindo com o ambiente e a iluminação destaca muito detalhes. Além disso, qualquer pedacinho de grama ou flor onde Ori passa tem algum tipo de física. Tudo é muito bem feito e com uma fluidez impressionante, que deixa esse mundo vivo e lindo.

E claro, a trilha sonora. Quando o jogo foi revelado na E3 de 2017 me lembro até hoje que ela começou com um piano de cauda longa sendo tocado. A trilha sonora é linda, maravilhosa e perfeita. Ela consegue passar emoção, momentos de calma, alegria e tristeza. E claro, compõe extremamente bem os inúmeros momentos de ação e tensão.

Morra e tente mais uma vez

Como falei acima, Ori and the Will of the Wisps é um jogo no estilo plataforma, porém não ache que ele é um jogo comum do estilo. Muito pelo contrário, você irá morrer nele mais do que em Dark Souls (e não estou exagerando).

Como em um bom jogo de plataforma, ele é composto de duas partes feitas de forma impecável. A primeira parte é o ótimo game design. Cheio de espinhos e inimigos diferenciados, o jogo irá te desafiar a cada nova seção. Vale dizer que os inimigos são extremamente criativos e cada um opera de um jeito específico como: mais pulos, menos pulos, pulos maiores ou menores, angulo do ataque, cuspir veneno, explodir após a morte, te agarra e por aí vai. A cada novo inimigo você aprenderá do jeito mais difícil a superar os desafios.

O segundo grande destaque é sua jogabilidade, que é extremamente polida e lhe dá infinitas possibilidades. A medida que o jogo evolui, as opções de como encarar seus inimigos também evolui. Além dos ataques básicos frontais e a distância, o grande destaque vai para a mecânica já apresentada em Ori and the Blind Forest: A possibilidade de utilizar tudo como estilingue.

Tanto seus inimigos como os projéteis que eles disparam podem ser usados como uma plataforma. Além disso, o cenário sempre trará possibilidades de interação. É absolutamente fantástico a harmonia entre todos esses pontos. Adicionalmente, embora o jogo lhe de inúmeros ataques e habilidades, você deverá selecionar três por vez. Isso fará com que sempre esteja ajustando sua palheta de habilidades para se adequar as novas situações.

E claro, o jogo além de ser de plataforma, ele também passeia no estilo metroidvania. Com sua evolução, sempre será um prazer voltar a uma área inicial e conseguir explorá-la ainda mais. Isso sem contar que a travessia fica muito mais rápida.

Ori and the Will of the Wisps e seu mundo expandido

Algo interessante em Ori and the Will of the Wisps é que não é possível precisar em quanto tempo você levará para fechar o jogo. Isso acontece por dois motivos: O primeiro que já falei acima é a dificuldade. Quantas vezes irá morrer até matar um chefão? E quanto tempo demorará para resolver um segmento específico do jogo? É possível fazer um speedrun de 5 horas. Mas também é possível demorar 15 ou mais horas para fazer absolutamente tudo.

Além desse fato que é pessoal, o segundo jogo te apresenta muitas regiões para explorar. O mapa consegue ser muito maior do que o primeiro jogo e pelo fato de ser um metroidvania, sempre será uma excelente ideia voltar e explorar novamente um ambiente já visitado. Ele contará com todo tipo de ambiente que possa imaginar e a forma com que as habilidades vão se adaptando aos novos cenários é absolutamente fantástico.

Outro grande destaque é a quantidade de habilidades, colecionáveis e novos personagens. Por ser um novo ambiente, o desenvolvedor usou e abusou de sua imaginação para integrar novos povos. Ao longo de sua aventura você receberá inúmeras missões secundárias que lhe renderá experiencia extra. Com essa experiência será possível visitar diversos personagens espalhados no mapa para comprar um mapa atualizado, melhorar uma habilidade ativa, habilidade passiva, melhorar sua vida, energia e mais. Além disso será possível passar por inúmeros desafios, assim como participar de corridas.

Quer aproveitar o jogo ao máximo? Confiram aqui nossas dicas

Também vale muito a pena falar com todos os personagens, pois além de aprender mais sobre o ambiente, você receberá diversas dicas e missões secundárias.

Ori and the Will of the Wisps é magnifico

Visual, ambientação e gráficos - 10
Jogabilidade - 10
Diversão - 10
Áudio e trilha-sonora - 10

10

Perfeito!

Ori and the Will of the Wisps consegue expandir o que foi mostrado em seu primeiro jogo e acerta, de forma impecável, em todos seus pontos. Com um game design maravilhoso, um novo mapa ainda maior, inúmeras habilidades e personagens, o jogo é obrigatório para qualquer pessoa que goste de jogos em geral. O interessante é que ele irá agradar a todos os paladares e tem um equilíbrio perfeito entre travessia, relaxamento e desafio.

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Leonardo Coimbra

Mestre supremo do Ultima Ficha, não manda nem em seus próprios posts. Embora digam que é geração PS2, é gamer desde o Atari e até hoje chora pedindo um Sonic clássico e decente. Descobriu em FF7 sua paixão por RPG que dura até hoje. Eventualmente é administrador e marketeiro quando o chefe puxa sua orelha com os prazos.
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