Análise: Bloodroots é rápido, inteligente e divertido!

Bruno Degering ·

Hotline Miami foi uma obra de arte lançada em 2012 e depois dele alguns jogos do estilo começaram a surgir, como: Serial Cleaner, Ruiner, Mr. Shifty, Not a Hero… e por aí vai.

Bloodroots chega com uma pegada, objetivos e referências ao jogo da Dennaton Games, porém, com uma pegada toda única em cartoon e uma dinâmica muito diferente do que vimos até agora. O game é produzido e publicado pela Paper Cult (Fat Mask). A análise a seguir foi feita com um código cedido pela Nintendo, sendo assim, para a versão de Switch.

Traição, vingança e porradaria desenfreada

Em Bloodroots, o personagem principal é um guerreiro barbudo usando uma pele de lobo, chamado Mr. Wolf. Ele foi traído e deixado como morto por sua gangue, onde cada um veste e é chamado por nomes de animais. Assim, segue-se uma história de vingança, cheia de sangue, corpos e armas – tudo pode se tornar uma arma

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O combate é o foco em Bloodroots e é onde vai se passar toda sua experiência durante o jogo. Aqui você deve derrotar todos os inimigos de uma área sem morrer, caso falhe você voltará para o início daquela área para tentar novamente. Para isso você usará seus próprios punhos (que só deve ser usado em último caso) ou qualquer item disponível ao seu redor, como: Espadas, escadas, rodas de carroça, cenouras, remos, pedaços de cerca, fogos de artifício… tudo!

Há um número limitado de usos para cada arma, então você deverá trocar de armas e de estilo de aproximação a todo momento. Quase todas as armas vêm com um aspecto extra único, ganchos te aproximam dos inimigos, escadas fazem você pular bem mais alto e até planar no ar enquanto a balança, espadas podem te dar um dash rápido para cima do inimigo e etc.

Fator replay em Bloodroots

Uma das coisas mais importantes em jogos do estilo, é a vontade de continuar jogando mesmo após falhar. Um ponto muito importante para o sucesso nesse aspecto é o recarregamento rápido/instantâneo logo após morrer. Bloodroots consegue fazer isso muto bem até mesmo no Nintendo Switch! Apesar de ter um loading um pouco mais demorado no início, após o carregamento da fase tudo flui perfeitamente.

Conforme você derrota inimigos um contador de combos começa a aparecer na tela, aumentando assim seus pontos de maneira exponencial. Ou seja, se manter em movimento e fazer uma corrente de combos pode fazer seus pontos subirem bem mais rápido assim como sua colocação no ranking global de cada mapa.

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Além disso, você poderá ganhar novas máscaras, onde cada uma delas dará uma habilidade/atributo diferente para seu personagem. Porém, elas só podem ser usadas em mapas que você já concluiu. Isso aumenta o fator replay e sua vontade de rejogar alguma área usando uma máscara, porém pode frustrar um pouco aqueles que não querem rejogar e não terão como testar essa mecânica do jogo.

Ambientação de Bloodroots

A narrativa que temos em Bloodroots é visualizada em um estilo de arte Cel Shading. Embora seja em estilo de desenho animado, ele funciona bem com o tom exagerado da história e é fácil de comprar tudo que está acontecendo inclusive matar alguem com uma cenourada. A construção minimalista também permite um desempenho suave no Nintendo Switch durante quase toda a minha experiência com o jogo. No entanto, há uma queda de FPS ocasional nas seções mais intensas. Nada que atrapalhe a experiência mas que poderia ser minimizado, creio eu.

A desvantagem mais notável que vem quando falamos do desempenho do jogo no Nintendo Switch é o tamanho da tela no modo portátil, dificultando a identificação de inimigos e das armas em alguns momentos. Esse problema é resolvido no modo dock, mas atrapalha bastante quando você enfrenta uma área nas primeiras vezes. Um inimigo pode passar disfarçado de cenário eventualmente.

A trilha sonora encaixa perfeitamente com o jogo, trazendo umas músicas doidas que encaixam perfeitamente com o estilo cartoon e tudo que está acontecendo na tela. A Paper Cult, em geral, conseguiu criar uma apresentação impressionante com este jogo, tanto esteticamente quanto tecnicamente, pois animações suaves acompanham o estilo atraente e viciante.

https://www.youtube.com/watch?v=D28GwgsvKNA

Não é só mais um Hotline

A ação de Bloodroots e a possibilidade de sempre mudar a maneira de resolver alguma área, me manteve vidrado durante toda a campanha do jogo. Os chefes estão presentes no jogo mas não são se diferem muito da experiência que os precedem. Isso não chega a ser algo ruim já que o jogo é bem divertido e sempre traz uma novidade. Embora possa ser complicado jogá-lo no modo portátil do Switch devido ao tamanho da tela (imagino como deve ser no Lite), a jogabilidade é totalmente única, não atrapalha 100% e pode ser sim desfrutada de maneira secundária. A parte hardcore existe no jogo, com os ranking, mas se você não quer passar horas tentando fazer da melhor maneira, uma zerada já justifica o valor, tempo e dedicação ao jogo!

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Bruno Degering

Gamer há tanto tempo que usa consoles como referência cronológica para lembranças de sua vida. Amante de Mega Man, Resident Evil e Warcraft. Se gaba por ter zerado Battletoads aos 9 anos mas abandonou Bloodborne com 26.

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