Análise: My Hero One’s Justice 2 é feito para os fãs

Plus Ultra! (se você não sabe o que é isso... tenha cuidado ao comprar)

Se você caiu nessa análise de paraquedas e não faz ideia do que seja My Hero Academia (ou My Hero One’s Justice 2), irei colocar abaixo uma breve contextualização para que você não fique completamente perdido. Um pouco perdido você vai ficar, mas vamos lá! Ah! Eu assisto animes, assisto My Hero Academia, mas não sou um fã que se veste, tem pôster e sabe todos os palavreados, memes e afins desse mundo… então, tenha paciência! E… se você tem o mesmo perfil que eu – essa análise é pra você!

My Hero Academia vs My Hero One’s Justice 2

My Hero Academia é uma série japonesa lançada em mangá desde 2014, que caiu no gosto do público mundial e se tornou o anime favorito de várias pessoas suprindo aquela vazio que naruto deixou na galera.

A história se passa em um mundo onde a maioria da população humana possui superpoderes. Eles nascem com esses poderes (estilo X-Men assim…). Nosso protagonista é Izuku Midoriya, que sonhava em se tornar um Herói, apesar de sofrer bullying por seu violento “amigo” de infância Katsuki Bakugo por ser um dos raros casos que nasce sem um poder. Ambos os jovens idolatram um dos maiores heróis do mundo, o All Might. Basicamente, esse Superman (roubado) japonês acaba se encontrando com nosso protagonista e diz que pode torná-lo um super-herói mesmo em suas condições. O resto é história e você, definitivamente, deveria assistir!

Com o sucesso do mangá e, principalmente, do anime – a Bandai Namco lançou My Hero One’s Justice (clique aqui e veja nossa análise). Que nós do Última Ficha concluímos ser um jogo obrigatório para os fãs!

Quase um ano e meio depois de seu lançamento, somos agraciados com My Hero One’s Justice 2. Contando um pouco mais da história, passada durante esse tempo, e trazendo novos personagens e modos para os fãs!

Porradaria com seus personagens favoritos

A Jogabilidade segue o mesmo padrão do jogo anterior, você tem três tipos básicos de ataque: um ataque “básico”, um ataque à distância e um terceiro ataque, geralmente mais poderoso. Cada um deles tem uma variação que pode ser acionada pressionando o analógico em uma direção ao mesmo tempo. Com isso você pode criar combos e fazer ataques em corrente.

A ideia funciona bem e até mesmo quem não está familiarizado com jogos de luta que consegue ter um show de partículas e efeitos visuais em sua experiência. Porém, em contra-partida, temos um jogo muito raso quando falamos de complexidade. O jogo pode ser facilmente jogado com uma mão só contra alguém com uma experiencia até o nível médio em jogos de luta. Apertando o botão de ataque básico (e por isso as aspas) você anda metade do cenário, automaticamente, em direção ao seu inimigo. Apertando então duas vezes, você o alcança em qualquer lugar do mapa. Este também é o mesmo botão que faz um dos maiores combos diretos do jogo, causando um grande dano ao adversário.

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Outra característica importante é o sistema de ajuda/sidekicks, onde você escolhe outros dois lutadores para completar seu time (estilo os jogos do Naruto, também da Bandai). Pressionar os gatilhos permite que você convoque um deles de cada vez para fazer um ataque rápido contra seu alvo. Como dica, use-os como Combo Breakers – para interromper combos de seu adversário. Apertando duas vezes o gatilho, seu ajudante usará sua barra de “Plus Ultra” para desferir seu próprio especial – isso dá uma outra dinâmica ao jogo, já que você terá 3 especiais distintos para serem usados. Além disso, com a barra cheia, você pode acionar os 3 especiais de uma vez, no melhor estilo Marvel vs Capcom só que com a câmera zoada, como falaremos mais a frente.

Neste quesito, My Hero One’s Justice 2 é claro em seu objetivo: agradar os fãs da franquia independente de sua afinidade com o gênero do jogo.

Problemas com a câmera e cenário frágil em My Hero One’s Justice 2

Um problema que persiste desde o primeiro jogo e em alguns outros jogos de luta 3D é a perspectiva da câmera. Movimentos e projéteis podem se perder por obstáculos ou transecionamentos da câmera, dificultando o controle do que está acontecendo ou a execução de combos, especialmente quando a ação se move para os cantos e as laterais dos mapas. Você perde um pouco da profundidade, para saber se está ou não no alcance de um poder/projétil adversário.

Outra coisa que é legal mas poderia ser melhor, é a física dos cenários. Lançar um inimigo contra a parede e ver ela sendo afundada, quebrada, destroçada – é muito legal! Porém, as vezes parece meio exagerado. Com apenas uma encostada um buraco pode aparecer. Se isso ocorresse apenas quando um ataque mais forte ou finalização fosse deferida, tornaria a mecânica muito mais satisfatória e eufórica para o jogador.

Muitos modos de jogo, porém sem grandes novidades

My Hero One’s Justice 2 possui vários modos de jogo, sendo o carro chefe, seu modo história. Começando perto do final da 2ª temporada do Anime e cobrindo a maior parte da 3ª temporada, as cenas são boas o suficiente para que você entenda o enredo do jogo. Porém, tudo contado por caixas de texto e imagens fixas. Raramente temos um vídeo como no início da história – que é muito bem feito e acaba destoando do restante que é feito praticamente com imagens.

Com isso, conhecer a história ainda é melhor assistindo o Anime ou lendo o mangá. Porém, lutar algumas das batalhas icônicas das temporadas é bem legal – apesar de serem fáceis e (quase) qualquer farofada resolver.

Temos também o modo arcade, o modo clássico para lutrar contra a CPU. O modo Missão, que permite recrutar heróis com dinheiro conquistado in-game e ir testando suas habilidades. Aqui o maior desafio é gerenciar sua vida, já que você tem apenas uma para uma missão inteira que possui várias batalhas. Meio que é um modo Survivor separado por partes. Porém, depois que você pega seu trio favorito não há motivos para mudar. Além disso as missões finais são bem difíceis e não te dando motivação suficiente para continuar tentando.

O modo online possui as opções padrões e básicos para o gênero. Não tive problemas de conexão e tudo fluiu muito bem! Mesmo em batalhas mais puxadas e cheias de explosões, eu não sofri nenhuma queda de frame ou travamento. Nada de novo, mas as funções básicas funcionam. Um tela de eventos aparece indisponível, então devemos ter novidades em algum momento!

Conclusão

My Hero One’s Justice 2 é um jogo criado com um tipo de pessoa em mente: os fãs de My Hero Academia. Com bastante fan service, uma grande lista de personagens muito bem feitos e um modo de história que serve como destaque narrativo. Há muito a oferecer aqui para manter os fãs da franquia entretidos: Músicas, desenhos, curiosidades, a possibilidade de montar seu trio e etc.

Porém, infelizmente, a luta é simples e, embora facilite o aprendizado, também a torna superficial e resulta em um jogo repetitivo e fácil de enjoar. My Hero One’s Justice 2 é um ótimo jogo para jogar com os amigos fãs da franquia ou aqueles que estão começando sua trajetória em jogos de luta. Para você, fã de fighting games: sua princesa está em outro castelo.

My Hero One's Justice 2

Visual, ambientação e gráficos - 8.5
Jogabilidade - 7
Diversão - 7
Áudio e trilha-sonora - 7.5

7.5

Para fãs!

My Hero One's Justice 2 é um jogo criado com um tipo de pessoa em mente: os fãs de My Hero Academia. Seu combate acessível e mecânica simples irá agradar novatos ao gênero de luta competitiva mas deixará jogadores mais experientes entediados com sua falta de complexidade e profundidade.

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Bruno Degering

Gamer há tanto tempo que usa consoles como referência cronológica para lembranças de sua vida. Amante de Mega Man, Resident Evil e Warcraft. Se gaba por ter zerado Battletoads aos 9 anos mas abandonou Bloodborne com 26.
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