Análise: Nioh 2 é a continuação que nos remete ao começo

Mais uma vez o exclusivo da Sony merece destaque

Seguindo a mesma linha do seu antecessor a Team Ninja e a  Koei Tecmo Games apresenta ao seu público fiel Nioh 2, mas na verdade essa continuação nos remete ao começo, ou seja ele se passa em um período anterior ao primeiro jogo da franquia.

Utilizando dos mesmos ideais, Nioh 2 continua o jogo em que se piscar errado você morreu – e vamos lá você vai morrer quase que a mesma quantidade de vezes que você piscar. Na busca em se tornar um mestre samurai, você deverá lutar contra vários inimigos, dentre eles alguns que ocuparão a sua tela inteira, então já sabe né? Piscou, morreu!

Lançado no último dia 13 de março exclusivamente para PlayStation 4, Nioh 2 promete seguir a risca o estilo Souls e trazer aos jogadores grandes desafios durante a sua jornada.

Nioh 2 e a guerra contra os Yokais

Como falei na introdução, Nioh 2 volta no tempo e se ambienta numa época antes do seu antecessor. Se passando no Japão medieval em onde está havendo guerras constantes, essa era é conhecida como Sengoku Jidai, incorporamos o personagem de Hiddy e a sua luta para descobrir a origem das pedras espirituais que ajudam e concede poderes tanto para controlar, como para derrotar os Yokais.

Após ter a mãe morta para um homem misterioso que portava um cajado, o protagonista fica a mercê de uma vida de solidão. Tendo apenas a adaga deixada pela mãe e o poder do sangue yokai em suas veias, o protagonista cria para si uma vida solitária vagando pelo mundo dos yokai.

Um dia, uma carta anônima Ihe é entregue pedindo sua ajuda para exterminar um yokai em Jusanzakura. Quando, incapaz de controlar seu próprio poder, o protagonista cai no chão em agonia, o remetente da carta finalmente se faz conhecido. Seu nome é Tokichiro e ele usa Pedras Espirituais para acalmar seu lado yokai e salvar a vida do protagonista. Tokichiro então, convida o protagonista a se juntar a ele, dando início a uma aliança.

Porém eu não consigo me prender muito a história desses jogos estilo soulslike. Na minha humilde visão, por várias vezes ela é um pouco superficial e eu gosto mesmo é do desafio em terminar um jogo tão difícil. Além disso, não quero dar spoiler para as pessoas que focam nessa parte. Então seguiremos para a mecânica do jogo.

Gráficos

Na parte gráfica, apesar da evolução ter sido sutil, você logo de cara percebe que houve uma melhoria. O jogo parece mais fluído e também bem mais polido, mas não espere grandes mudanças na parte gráfica. Porém ele não deixa a desejar já que o primeiro também já era muito bonito.

No inicio do jogo você é questionado do modo que deseja jogar. Temos o Modo Ação e modo Filme, confira:

A Digital Foundry fez uma análise durante a demonstração do Nioh 2,  e observaram a real diferença entre os dois. Basicamente, ao usar o modo Filme, os jogadores verão que o jogo se concentra em tentar atingir as seguintes variáveis:

  •  30 FPS a 1080p no PS4
  •  30 FPS a 1800p no PS4 Pro

Aqueles que procuram um desempenho melhor, o que de fato é bom para um jogo difícil como este, descobrirão que o modo Ação é a melhor aposta. É assim que o jogo é executado por padrão e ele se concentrará em atingir as seguintes variáveis:

  •  60 FPS em 720p (dinâmico)
  •  60 FPS em 1080p

O jogo possui muitas cutscenes bonitas e que são bem feitas e envolventes, não pule-as. Assista e aproveite essa obra de arte.

Áudio de Nioh 2

Muito bem ambientado, com boa trilha sonora, boas cutscenes e as vozes dos personagens estão no idioma japonês, o que nos dá uma imersão bem profunda e te afunda de cabeça no mundo oriental.

Os barulhos das lutas, das armas enquanto aplica os golpes, as explosões de som que se tem quando se acerta aquele hit perfeito também são muito bons. O jogo mandou muito bem nesse quesito e durante toda a minha experiência eu utilizei um headset para me aprofundar ainda mais nessa viagem pelo Japão.

Jogabilidade

Não tivemos muita inovação também na jogabilidade, mas também não tínhamos nada a reclamar nesse quesito no primeiro Nioh. Vale destacar algumas excelentes mudanças, entre elas que houveram os acréscimos de mais armas, equipamentos e na variedade de Espíritos Guardiões que podem ser utilizados, cada um com um foco diferente, seja em esquiva, ataque ou defesa cabendo a você escolher qual se encaixa mais no seu perfil.

Outra coisa interessante é que agora é possível criar o seu próprio personagem, com a customização de quase tudo que existe nele, tanto em seu estado normal ou Yokai, e acredito que nisso você poderá passar horas e horas para achar aquele rostinho perfeito que te agrade, que será esmagado brutalmente várias e várias vezes durante o jogo.

O que me deixou muito feliz foi a mudança na hora da distribuição dos pontos nas árvores de habilidades, isso mudou radicalmente e para muito melhor. Achava bem confuso fazer a distribuição de pontos no antecessor, mas nesse achei visualmente mais bonito e também mais fácil, apesar de ainda estar repleta de opções e por muitas vezes ficar perdido ao tentar escolher a melhor build para o meu personagem.

Na parte de multiplayer a novidade fica por conta de conseguir invocar até dois amigos (ou não) para lhe ajudar durante a jornada. Isso “facilitou” um pouco as coisas e é uma novidade, já que no primeiro jogo da saga somente podia contar com a ajuda de uma pessoa, querendo ou não tem mais uma “mula”, quero dizer amigo, para te ajudar ou morrer na sua frente.

Também é possível pedir a ajuda em túmulos benevolentes (representadas por espadas azuis no chão) para ajudar, esses são players que morreram e podem te servir como NPC. Durante a minha jornada não gostei muito dessas invocações porque eles apesar de ajudar são extremamente burros. Lembrando que o número máximo de ajudantes é no máximo três, sejam eles amigos ou controlados pela I.A.

Já que citei no início dessa análise sobre os chefes que iremos enfrentar, não poderia me furtar de falar um pouco sobre eles. Como foi dito, existem alguns que realmente ocupam a tela inteira, nestes você já chega com a moral afetada e pensa: F*@&!!! Todos os chefes tem uma mecânica de combate diferenciada, ou seja, quando chegar nele você terá que aprender seus padrões, eles sempre terão golpes diferentes, posturas diferentes, buffs diferentes – mas também terão suas fraquezas, que devem ser exploradas pelo jogador, Lembre-se sempre que é muito importante se esquivar ao máximo.

É muito importante observar quais são os elementos que o boss está utilizando e utilize os elementos que possam neutralizar estes. Um exemplo clássico, e fácil, é se o chefe conjura fogo, ataque ele com água. E por aí em diante…

Veredicto

Mais do que recomendado para os fãs de soulslike, Nioh 2 é simplesmente um jogo sensacional e que, como todos os jogos do estilo, irão te prender e fazer você passar horas e horas jogando, morrendo, xingando, deletando, baixando de novo e etc. Aos que não jogam esse estilo e quiserem se aventurar eu só digo uma coisa: tenham paciência! Você irá morrer muito até pegar o jeito de morrer menos, mas vale se aventurar principalmente se gostar de desafios.

Lembre-se de colocar em sua mente que as mortes sucessivas serão normais para não tornar a sua experiência com o jogo frustrante.

Apesar de ser um ano mais morno em lançamento de games, já que vem ai a nova geração de consoles, arrisco dizer que o Nioh 2 com certeza estará no ranking dos melhores jogos do ano.

Nioh 2

Visual, ambientação e gráficos - 8.5
Jogabilidade - 9
Diversão - 8.5
Áudio e trilha-sonora - 9

8.8

Compra obrigatória

Para os fãs dos jogos de estilo soulslike é compra obrigatória, até porque não temos muitas coisas do gênero no mercado. Aos que querem experimentar podem comprar sem medo desde que siga as recomendações que eu falei acima, prepare-se para morrer e muito.

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Felipe Cabral

Querendo ser o melhor em tudo não consigo ser bom em nada. Totalmente viciado em games desde a infância e fã de grandes títulos como Chrono Trigger, The Witcher 3 e Last of Us. Adora um desafio e sustenta com orgulho suas platinas em jogos como Bloodborne e Dark Souls.
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