Análise: Moving Out se adapta a qualquer grupo

Bruno Degering ·

O gênero denominado por muitos como Caos Coop, tem ganhado força nos últimos anos. Graças a volta da diversão em casa com amigos (couch coop) e jogadores novos entrando pra esse mundo dos jogos. Moving Out chega como uma nova aposta da Team 17 (de Overcooked e Overcooked 2) para o gênero e chega a meio a essa situação de isolamento que estamos tendo. Uma ótima oportunidade de integração para familiares e cônjuges. Será? Confira abaixo.

Moving Out é carismático e acessível

Logo de início ficou claro que Moving Out seria mais uma daquelas divertidas e frenéticas experiências cooperativas – cheia de discussões e argumentos entre os jogadores. O jogo tem um visual bem parecido com Overcooked, com o diferencial de ter mais coisas acontecendo pelo mapa e um diferencial muito importante: O trabalho individual praticamente não existe, quando jogando amigos, você sempre precisará de ajuda.

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Você começa o jogo com seis opções de personagens, incluindo um gato, um cachorro e uma torradeira antropomórfica. Também há muita personalização, o que significa que seu cão pode ser um astronauta, usar chapéus e uma coisa bem legal que está sempre presente em jogos da Team 17, todos os personagens podem usar cadeiras de rodas.

Uma característica bem legal do jogo é o humor. Conversas engraçadas e inusitadas acontecem sempre antes e depois de cada fase. Cada nível exige que a sua equipe se mova para algum tipo de edifício (com um mapa dinâmico parecido com o de Overcooked, porém com muito mais vida) e encha seu caminhão com as mais variadas coisas. Exatamente, não estamos falando só de móveis em Moving Out. Você irá carregar animais, eletrônicos e várias outras coisas que prefiro não falar para deixar a surpresa acontecer. Tudo isso regado a uma ótima trilha sonora, nada enjoativa e que te acompanha muito bem por todo o jogo.

Começando os trabalhos em Moving Out

O objetivo parece simples: Pegue tudo que está marcado no mapa para ser levado e coloque no caminhão. Porém, e obviamente, nada é tão simples assim. Haverão objetos que podem ser carregados por uma pessoa e alguns que irá precisar de duas pessoas para ser carregado. Alguns itens podem ser arremessados, enquanto outros só podem ser arremessados com duas pessoas fazendo gangorra. Tudo isso irá afetar a maneira de como você irá encarar cada nível. As fases possuem ainda desafios para virar objetos grandes em corredores apertados, animais que irão te atrapalhar e obstáculos para serem pulados.

Carregando um objeto grande com duas pessoas é onde a jogabilidade do jogo deixa a desejar. Quando pensamento em um jogo desse estilo, queremos uma movimentação simples e intuitiva. Infelizmente, a escolha de botões não pareceu a mais acertada, em minha opinião. Jogando no Nintendo Switch, você precisa segurar o “A” para segurar um objeto e usar o “Y” para arremessá-lo. Isso é uma tarefa bem difícil para quem não está acostumados com joysticks em geral e até para quem já tem alguma intimidade, os botões e gatilhos superiores poderiam ter sido melhores explorados. Além disso, para quem não tem muita destreza com os analógicos, segurar um sofá ou mesa exatamente na ponta, levava o personagem a segurar a lateral do mesmo… parecendo algum problema no “hitbox” de cada lateral. Nada que não possa ser solucionado com atualizações futuras.

Adicione tudo isso à um botão de tapa e temos o caos reinando em Moving Out. Isso, existe um botão para dar tapas nos inimigos e obstáculos pelo caminho, mas que também pode ser usado em seus aliados. Ou seja, a discussão ficou calorosa demais? Resolva no tapa! ( no jogo!… ou nao)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Para conseguir os maiores rankings e pontos de cada mapa, você deve colocar tudo dentro do caminhão no tempo definido. E esse final é sem dúvidas o maior desafio, de início, colocar tudo dentro do caminhão. Jogando com mais de 2 pessoas a melhor estratégia é deixar uma pessoa somente organizando o caminhão. Quem já fez alguma mudança na vida sabe que isso é mais que essencial. Este será encarregado de organizar tudo da melhor maneira possível para que tudo caiba. Até tudo estar dentro do caminhão ele não irá partir!

A parte mais difícil, e que pode afastar alguns jogadores, de Moving Out é sua curva de aprendizado, somada as suas fases iniciais “monótonas”. Digo monótonas porque tudo é muito normal. Assim como Overcooked, Moving Out tem seu ápice de diversão nas fases mais malucas, como a da mansão assombrada ou na que faz uma referência direta a Frogger (o jogo clássico do sapo que precisa atravessar a rua).

Foco na diversão e pensamento coletivo

Já tendo em mente que o jogo seria puxado para algumas idades, habilidades e gostos, a SMG Studios colocou um Modo Assistido em Moving Out. Com isso você será capaz de deixar objetos mais pesados aparentes, acabar com a necessidade de organizar o caminhão ou até mesmo passar de fase mesmo falhando! A ideia da desenvolvedora foi claramente levar diversão acima da frustração que o jogo pode ter.

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Não quer levar o jogo a sério e transformar tudo em ações metódicas e robotizadas? Não o faça! Você poderá ainda assim conhecer todos os mapas e fazer tudo da maneira mais caótica e despretensiosa que quiser. Eu, particularmente, acho isso ótimo e com uma bela sacada. Apesar de gostar de jogos desafiadores, a opção de tornar todos os jogos acessíveis deveria ser uma prioridade para as desenvolvedoras, sempre!

Pronto para pegar no pesado em Moving Out?

Como um todo, o Moving Out parece deixar menos oportunidades para o pensamento estratégico do que seu principal rival, Overcooked. Enquanto os níveis de Overcooked sempre terminavam em uma nova estratégia e mudança de posição, em Moving Out tudo é em volta de o que eu preciso quebrar ou superar para chegar mais rápido ao caminhão. A grande verdade é que, diferente do jogo caótico de cozinha, buscar a maior pontuação não foi meu maior combustível enquanto jogava Moving Out. Quando paramos de tentar o ouro e simplesmente focamos na diversão com o caos, tudo fica mais agradável!

No geral, o Moving Out é uma experiência cooperativa emocionante e genuinamente engraçada, a escrita é inteligente, o jogo é elegante e alguns níveis de destaque são projetados de maneira brilhante. Se você acha que o relacionamento com seus amigos e familiares está precisando de uma chacoalhada, Moving Out é o que você procura!

Essa análise segue nossas diretrizes internas. Clique aqui e confira nosso processo de avaliação.

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Bruno Degering

Gamer há tanto tempo que usa consoles como referência cronológica para lembranças de sua vida. Amante de Mega Man, Resident Evil e Warcraft. Se gaba por ter zerado Battletoads aos 9 anos mas abandonou Bloodborne com 26.

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